Hoje espero aqui inaugurar uma nova secção no Popular Português dedicada às profissões populares do nosso país e que, por força do inevitável "progresso", foram desaparecendo. São agora profissões consideradas extintas e estão remetidas a alguns livros ou meros registos e ao imaginário de alguns mais saudosistas.
Nas minhas pesquisas por aí fora descobri esta referência interessante (no Minho pois, claro!) a algumas profissões já extintas do nosso país e que, infelizmente, também para mim já só fazem parte do meu imaginário literário. É, no entanto, com muito prazer que ainda temos entre nós algumas pessoas que recordam e contam histórias na primeira pessoa de cada uma destas artes: o guarda-soleiro, o latoeiro, o molhelheiro, o colmador e o soqueiro.
E vem esta história toda a propósito de quê? Pois bem, hoje de manhã tive uma pequena surpresa. Cá no meu burgo bracarense ainda continuam a existir guarda-soleiros! Bem, já não são daqueles à antiga com a carroça do burro mas uns mais modernos (os únicos que conheci) com a sua Zundapp ou Famel e com o amolador de facas atrás. Andava eu ainda de olhos entreabertos pela casa quando tive o prazer de ouvir ao longe esse som inconfundível da gaita de beiços de um guarda-soleiro. Quando saí já não o consegui ver mas o som lá continuava ao longe enquanto se afastava para outras paragens.
Todos os anos é assim. Chegam as primeiras chuvas e lá vai ecoando pelas ruas do bairro a música do guarda-soleiro que já ouço desde que me conheço. Quando deixar de a ouvir a minha pequena perda pessoal será grande mas a do país e da cultura e identidade nacional será maior. Enfim, coisas do "progresso".
2003/09/30
2003/09/29
Caralhadas e mais caralhadas!
Tenho uma grande alegria para partilhar convosco! Ainda há homens de barba rija que sabem que o uso do calão (vulgo caralhada) é uma das maiores riquezas do nosso léxico. Ainda por cima, e como obviamente não podia deixar de ser, são homens de Braga.
Aqui, no "Dicionário aberto de calão e expressões idiomáticas" podemos ler:
"Acreditamos que as expressões idiomáticas e o calão são uma parte nobre e rica da língua Portuguesa. Ao mesmo tempo que inclui verdadeiros tesouros, este domíno é frágil e muitas vezes os termos têm um tempo de vida curto."
Ora e o Popular Português não podia concordar mais! É sempre um bom exercício recordar algumas daquelas palavras que tanta cor dão ao nosso carroceiro discurso e que fomos esquecendo com o tempo.
Respondendo ao apelo do Dicionário para a colaboração de todos, o Popular Português não podia deixar de dar uma mãozinha a tão nobre esforço e promete já aqui uma colaboração regular. Para começar, e porque não somos homens de promessas vãs, iniciámos já a nossa modesta contribuição, com o mais bracarense de todos os insultos: "begueiro".
Ó meus gandas begueiros! Tão à espera de quê? Vão até lá e contribuam com mais umas caralhadas!
Aqui, no "Dicionário aberto de calão e expressões idiomáticas" podemos ler:
"Acreditamos que as expressões idiomáticas e o calão são uma parte nobre e rica da língua Portuguesa. Ao mesmo tempo que inclui verdadeiros tesouros, este domíno é frágil e muitas vezes os termos têm um tempo de vida curto."
Ora e o Popular Português não podia concordar mais! É sempre um bom exercício recordar algumas daquelas palavras que tanta cor dão ao nosso carroceiro discurso e que fomos esquecendo com o tempo.
Respondendo ao apelo do Dicionário para a colaboração de todos, o Popular Português não podia deixar de dar uma mãozinha a tão nobre esforço e promete já aqui uma colaboração regular. Para começar, e porque não somos homens de promessas vãs, iniciámos já a nossa modesta contribuição, com o mais bracarense de todos os insultos: "begueiro".
Ó meus gandas begueiros! Tão à espera de quê? Vão até lá e contribuam com mais umas caralhadas!
2003/09/23
Já temos tabuleta!
Pois é, meus amigos. Finalmente chegou a nova tabuleta da nossa tasca. Já cá fazia falta! E o que é havia de representar melhor cá a casa do que a mais popular de todas as imagens portuguesas? Pois só podia ser mesmo o Zé Povinho, essa criação de Rafael Bordalo Pinheiro, um dos mais nobres artistas lusos e que representa o tuga que há em cada um de nós.
TOMA!
"O" Almanaque!
A "posta" de hoje é dedicada ao Verdadeiro Almanaque (é assim que a editora o intitula - e bem).
O Borda D'Água tem um reportório útil a toda a gente e contém todos os dados astronómicos e religiosos e muitas indicações úteis de interesse geral.
A Editorial Minerva disponibiliza-o pela módica quantia de 1,1€ - lá vai o tempo em que custava 10 tostões.
O Borda D'Água apareceu como a primeira (e talvez única) "revista" que se pode permitir que um homem leia. Tudo o resto são hinos à rabichice e aos bons costumes (exclui-se do lote de revistas referidas a Playboy, Penthouse, Gina, Tânia, etc...).
Curioso é o facto do Borda D'Água manter desde que me lembro a mesma capa. Na realidade, as únicas mudanças são o ano de publicação, o calendário e o preço (infelizmente).
Apesar da sua impressão a preto-e-braco, este almanaque continua a ser um sucesso, principalmente graças aqueles que como os membros do Popular Português se empenham em manter vivas as antigas tradições portuguesas e as malgas de vinho ora cheias ora vazias.
Sai mais um quartilho em honra do Borda D'Água!
Borda D'Água 2004
O Borda D'Água tem um reportório útil a toda a gente e contém todos os dados astronómicos e religiosos e muitas indicações úteis de interesse geral.
A Editorial Minerva disponibiliza-o pela módica quantia de 1,1€ - lá vai o tempo em que custava 10 tostões.
O Borda D'Água apareceu como a primeira (e talvez única) "revista" que se pode permitir que um homem leia. Tudo o resto são hinos à rabichice e aos bons costumes (exclui-se do lote de revistas referidas a Playboy, Penthouse, Gina, Tânia, etc...).
Curioso é o facto do Borda D'Água manter desde que me lembro a mesma capa. Na realidade, as únicas mudanças são o ano de publicação, o calendário e o preço (infelizmente).
Apesar da sua impressão a preto-e-braco, este almanaque continua a ser um sucesso, principalmente graças aqueles que como os membros do Popular Português se empenham em manter vivas as antigas tradições portuguesas e as malgas de vinho ora cheias ora vazias.
Sai mais um quartilho em honra do Borda D'Água!
Borda D'Água 2004
2003/09/17
São homens do norte, carago!
Hoje li uma notícia no jornal (no JN, pois claro, que é cá do norte!) que muito me alegrou. Finalmente o nosso país vai prestar a homenagem merecida a esses grandes popular portugueses que são os tocadores de concertina. Não resisto a citar este recorte da notícia:
Tocador de concertina que toca com paixão, nem que tenha fome ou sede... não se importa!" Uma máxima seguida à risca em casa da família "Cachadinha", que sempre viveu de roda do instrumento. "Nem que deva dinheiro, porque isto é uma felicidade", garante José, filho de Joaquim Cachadinha, um dos mais emblemáticos tocadores de concertina de que há memória no Alto Minho. Em casa não havia fartura e, "para alimentar os onze filhos, o meu pai pegava na concertina, cantávamos todos e a fome passava", conta, sorrindo.
Onze filhos! Ah, grande homem!
Felizmente para nós, esta grande tradição nortenha vai ser agora imortalizada pela autarquia de Ponte de Lima e pela Comissão de Festas das "Feiras Novas" num monumento em granito, a inaugurar hoje à noite no Largo de S. José, no centro da vila.
O Popular Português não pode também deixar passar em branco o nome de Artur Fernandes, mentor do grupo "Danças Ocultas". Este quinteto de concertinas reconhecido internacionalmente tem levado o som do Alto Minho um pouco por todo o mundo. É de homens destes que se faz a cultura popular do nosso país.
Tocador de concertina que toca com paixão, nem que tenha fome ou sede... não se importa!" Uma máxima seguida à risca em casa da família "Cachadinha", que sempre viveu de roda do instrumento. "Nem que deva dinheiro, porque isto é uma felicidade", garante José, filho de Joaquim Cachadinha, um dos mais emblemáticos tocadores de concertina de que há memória no Alto Minho. Em casa não havia fartura e, "para alimentar os onze filhos, o meu pai pegava na concertina, cantávamos todos e a fome passava", conta, sorrindo.
Onze filhos! Ah, grande homem!
Felizmente para nós, esta grande tradição nortenha vai ser agora imortalizada pela autarquia de Ponte de Lima e pela Comissão de Festas das "Feiras Novas" num monumento em granito, a inaugurar hoje à noite no Largo de S. José, no centro da vila.
O Popular Português não pode também deixar passar em branco o nome de Artur Fernandes, mentor do grupo "Danças Ocultas". Este quinteto de concertinas reconhecido internacionalmente tem levado o som do Alto Minho um pouco por todo o mundo. É de homens destes que se faz a cultura popular do nosso país.
2003/09/16
Minis e rotices do género...
De algum tempo a esta parte que o nosso país (Norte de Portugal) vem sendo inundado com cartazes alusivos áquela que pode ser considerada a nona merdabilha do Mundo.
Obviamente, falo das tão afamadas-no-Sul "Minis". E o que são estas Minis?
Hipótese A:
Trata-se de uma miniatura que pode ser coleccionada. (coisa de rôto)
Hipótese B:
Quantidade de alcoól máximo que um Mouro pode beber sem levar uma carga de porrada da mulher. (se bem que acaba sempre por apanhar)
Hipótese C:
Amostra de mijo de burro para análise. (com gáz)
Hipótese D:
Todas as anteriores.
Pois bem, eu escolho a última hipótese. Para mim Minis são mesmo coisas de rôto. Macho que é macho bebe cerveja! E não incluo a famigerada marca que enche de mijo de burro as Mini-garrafinhas no lote de bebidas-chamadas-de-cerveja... mas adiante! 33cl é que é!
Já estou a ver: entra um estranja (um gaijo de um daqueles bairros de Lisboa) no Tasco do Quinquilhas e pede uma Mini. O Quinquilhas pede para repetir porque não percebeu. O estranja repete e o Quinquilhas também... estão nisto cerca de meia-hora até que o Quinqas manda: "Óh filho da puta, pede o que queres beber ou passa-te ao 'fresco'!".
Isto das Minis (se existisse a Mini Superbock) até tinha piada, mas apenas porque permitia beber mais do que os tradicionais 33 cl de uma vez. Bebendo duas sempre marchavam mais 7 cl do que o costume (é fazer as contas)...
Além do mais não nos podemos que esquecer que a Mini(e) ficou famosa por ser uma rata, de maneira que um gaijo nem tem a certeza de por onde é que as garrafinhas andaram!
Glu... glu... glu... ahhhh!
Obviamente, falo das tão afamadas-no-Sul "Minis". E o que são estas Minis?
Hipótese A:
Trata-se de uma miniatura que pode ser coleccionada. (coisa de rôto)
Hipótese B:
Quantidade de alcoól máximo que um Mouro pode beber sem levar uma carga de porrada da mulher. (se bem que acaba sempre por apanhar)
Hipótese C:
Amostra de mijo de burro para análise. (com gáz)
Hipótese D:
Todas as anteriores.
Pois bem, eu escolho a última hipótese. Para mim Minis são mesmo coisas de rôto. Macho que é macho bebe cerveja! E não incluo a famigerada marca que enche de mijo de burro as Mini-garrafinhas no lote de bebidas-chamadas-de-cerveja... mas adiante! 33cl é que é!
Já estou a ver: entra um estranja (um gaijo de um daqueles bairros de Lisboa) no Tasco do Quinquilhas e pede uma Mini. O Quinquilhas pede para repetir porque não percebeu. O estranja repete e o Quinquilhas também... estão nisto cerca de meia-hora até que o Quinqas manda: "Óh filho da puta, pede o que queres beber ou passa-te ao 'fresco'!".
Isto das Minis (se existisse a Mini Superbock) até tinha piada, mas apenas porque permitia beber mais do que os tradicionais 33 cl de uma vez. Bebendo duas sempre marchavam mais 7 cl do que o costume (é fazer as contas)...
Além do mais não nos podemos que esquecer que a Mini(e) ficou famosa por ser uma rata, de maneira que um gaijo nem tem a certeza de por onde é que as garrafinhas andaram!
Glu... glu... glu... ahhhh!
2003/09/12
Emanuel, és o MAIOR !!!
A emoção ainda me faz tremelicar a mão enquanto escrevo estas linhas... Mas tenho de vos contar os acontecimentos de um dos dias que ficarão para a história do Popular Português !!!
Tudo aconteceu ontem a propósito de um ajuntamento da malta para uma pequena confraternização à volta de um porco bem aviado... Como Populares atentos que somos, chamou-nos a atenção a organização de uma Feira de Artesanato e Gastronomia em Famalicão e resolvemos, por uma vez, sair do Tasco do Quinquilhas e atacar lá para os lados de Famalicão, terra de boas gentes e boas tascas !!!
Após nos reunirmos todos, como é óbvio, junto à primeira bica de cerveja que por lá encontrámos, fomos então à procura de um tasco onde pudéssemos assentar arraiais e desfazer um belo de um porco... Nada melhor que a "Tasca Rasca", que apesar de ostentar este nome, exceptuando o branco e o tinto à jarra (esses sim de acordo com o nome do estabelecimento), realmente era uma tasca de qualidade.
Ora meus amigos, se até aqui a noite já ia bem encaminhada, que dizer então quando começámos a ouvir os primeiros acordes do "Pimba, pimba" desse monstro, dessa figura incontornável da Música Popular Portuguesa que dá pelo nome de Emanuel !!!
Ó meus amigos não tenho palavras para descrever o magnífico e profissionalíssimo concerto dado por este mestre em que revisitou temas tão conhecidos como "Toma, toma", "Vamos a elas", "Romarias de Verão", "Felicidade" e o já referido "Pimba, pimba" entre muitos outros grandes temas...
Mas o melhor (ou como se costuma dizer, a cerveja em cima do bolo) estava reservado para o fim, pois terminado o concerto o grande artista (não o do Sporting que esse é artista é a atirar-se para a piscina) revelou-se uma pessoa acessível e extremamente simpática e esteve bastante tempo a confraternizar e a dar autógrafos aos seus inúmeros fãs. E foi precisamente aí, meus amigos, que EU consegui chegar junto do Homem e dar dois dedos de conversa com ele, enquanto ele me dava um autógrafo DEDICADO AO POPULAR PORTUGUÊS !!!
Ora, depois disto, que mais posso eu dizer, senão louvar este grande Senhor da Música Popular Portuguesa e desejar-lhe as maiores felicidades e sucessos futuros em todos os seus empreendimentos.
Emanuel, obrigado por tudo o que nos tens dado ao longo destes anos e como tu próprio dizes "Felicidade, felicidade" !!!
Tudo aconteceu ontem a propósito de um ajuntamento da malta para uma pequena confraternização à volta de um porco bem aviado... Como Populares atentos que somos, chamou-nos a atenção a organização de uma Feira de Artesanato e Gastronomia em Famalicão e resolvemos, por uma vez, sair do Tasco do Quinquilhas e atacar lá para os lados de Famalicão, terra de boas gentes e boas tascas !!!
Após nos reunirmos todos, como é óbvio, junto à primeira bica de cerveja que por lá encontrámos, fomos então à procura de um tasco onde pudéssemos assentar arraiais e desfazer um belo de um porco... Nada melhor que a "Tasca Rasca", que apesar de ostentar este nome, exceptuando o branco e o tinto à jarra (esses sim de acordo com o nome do estabelecimento), realmente era uma tasca de qualidade.
Ora meus amigos, se até aqui a noite já ia bem encaminhada, que dizer então quando começámos a ouvir os primeiros acordes do "Pimba, pimba" desse monstro, dessa figura incontornável da Música Popular Portuguesa que dá pelo nome de Emanuel !!!
Ó meus amigos não tenho palavras para descrever o magnífico e profissionalíssimo concerto dado por este mestre em que revisitou temas tão conhecidos como "Toma, toma", "Vamos a elas", "Romarias de Verão", "Felicidade" e o já referido "Pimba, pimba" entre muitos outros grandes temas...
Mas o melhor (ou como se costuma dizer, a cerveja em cima do bolo) estava reservado para o fim, pois terminado o concerto o grande artista (não o do Sporting que esse é artista é a atirar-se para a piscina) revelou-se uma pessoa acessível e extremamente simpática e esteve bastante tempo a confraternizar e a dar autógrafos aos seus inúmeros fãs. E foi precisamente aí, meus amigos, que EU consegui chegar junto do Homem e dar dois dedos de conversa com ele, enquanto ele me dava um autógrafo DEDICADO AO POPULAR PORTUGUÊS !!!
Ora, depois disto, que mais posso eu dizer, senão louvar este grande Senhor da Música Popular Portuguesa e desejar-lhe as maiores felicidades e sucessos futuros em todos os seus empreendimentos.
Emanuel, obrigado por tudo o que nos tens dado ao longo destes anos e como tu próprio dizes "Felicidade, felicidade" !!!
2003/09/11
Eles andem aí...
Hoje é dia 11 de Setembro! Pois é... este dia ficou para sempre marcado na História devido a um acontecimento que teve repercussões a nível mundial. Poucos esperavam que este acontecimento acontecesse (passo a redundância) neste dia, mas a verdade é que houve um homem capaz de tornar este dia memorável. Falo-vos, obviamente, do Quinito (o nome diz tudo - é dos nossos, carago!). O Quinito "lançou" para a fama no dia 11 de Setembro de 1988 esse grande guardião de seu nome Vitor Baía. Amado por uns (larilas), admirado por outros, tem dados provas de ser um grande jogador e um grande homem (daqueles com "O" grande). Parabéns Vitor!
Mas hoje falo de um outro acontecimento. Falo de algo que me provocou uma revolta imensa. Algo que me virou as tripas do avesso. Que me fez pensar se bebia mais uma bejeca ou se parava nas quinze! Então não é que os gaijos do Chipre agoram estão com a mania que são finos (antes fossem - sempre davam para beber)? Anda aqui um gaijo a divulgar a cultura portuguesa, a querer chamar a atenção dos portugueses para o homem popular que existe dentro de cada um de nós (salvo seja) e chegam-me este cipriotas trólarilas e estragam a vida a um homem? Da-se!
Agora, no Chipre, os taxistas foram "aconselhados" a não mostrar as medalhas que trazem ao peito (sacrilégio), a "tapar" a barriga (sem comentários) e a andar sem calções (querem que andem como? com a fruta à mostra?). Isto requer medidas drásticas! VERDADEIROS, juntem-se a nós nesta luta. Juntos seremos capazes de chamar estes tipos à realidade.
A manifestação terá o seu ponto de partida no Tasco do Quinquilhas. Depois da bejeca e da patanisca, partiremos rumo ao Consulado (gostava de saber quem é que o "consolou"). Lá faremos ouvir a nossa voz. A uma só voz arrotaremos: "Taxistas cipriotas, calem esses idiotas! Mostrem que são populares!".
Companheiros, caralho, juntem-se a nós!
PS: Como é que esta medida é possível? Só mesmo vindo dum país com o nome de Chipre, facilmente confundido com Chifre!
Mas hoje falo de um outro acontecimento. Falo de algo que me provocou uma revolta imensa. Algo que me virou as tripas do avesso. Que me fez pensar se bebia mais uma bejeca ou se parava nas quinze! Então não é que os gaijos do Chipre agoram estão com a mania que são finos (antes fossem - sempre davam para beber)? Anda aqui um gaijo a divulgar a cultura portuguesa, a querer chamar a atenção dos portugueses para o homem popular que existe dentro de cada um de nós (salvo seja) e chegam-me este cipriotas trólarilas e estragam a vida a um homem? Da-se!
Agora, no Chipre, os taxistas foram "aconselhados" a não mostrar as medalhas que trazem ao peito (sacrilégio), a "tapar" a barriga (sem comentários) e a andar sem calções (querem que andem como? com a fruta à mostra?). Isto requer medidas drásticas! VERDADEIROS, juntem-se a nós nesta luta. Juntos seremos capazes de chamar estes tipos à realidade.
A manifestação terá o seu ponto de partida no Tasco do Quinquilhas. Depois da bejeca e da patanisca, partiremos rumo ao Consulado (gostava de saber quem é que o "consolou"). Lá faremos ouvir a nossa voz. A uma só voz arrotaremos: "Taxistas cipriotas, calem esses idiotas! Mostrem que são populares!".
Companheiros, caralho, juntem-se a nós!
PS: Como é que esta medida é possível? Só mesmo vindo dum país com o nome de Chipre, facilmente confundido com Chifre!
2003/09/10
Voltei, voltei, voltei de lá...
Pois é meus amigos, parafraseando esse nosso grande ídolo da música ligeira portuguesa de cariz popular, ainda ontem estava de férias e hoje já estou cá! Bem... por acaso já cheguei de férias há mais de uma semana mas como o patronato é do caraças pôs logo aqui o proletário a bulir em grande forma! Hoje mandei o trabalho às favas e cá estou eu para vos atirar mais uns bitaites.
De tantos acontecimentos das últimas semanas tinha que escolher só um para falar e tinha que ser um que apelasse ao coração do verdadeiro que habita em todos nós. Algo da maior importância para todos nos populares portugueses. Alguma coisa que nos fizesse parar e ponderar. Foda-se! Tinha que falar da Selecção!
Eu... porra!... Caralho!... Eu nem sei... foda-se! 3-0 dos cabrões dos espanhóis?! Foda-se... mas que... eu ainda nem estou em mim! Chiça! Como se já não bastasse esses caralhos andaram a invadir o nosso Portugal com as Zaras e Cortes Ingleses e mais o caralho a quatro nós ainda os deixámos vir cá, desfalcados e a jogar a feijões, para nos enrabarem. Caralho, eu até sou gajo que nem diz muitas caralhadas mas durante aquele jogo... foda-se lá o caralho, ah puta que os pariu! E andamos nós a pagar 40 mil contos (tou tão atazanado que nem sei quanto é em euros!) aquele pascácio para por a nossa selecção a fazer aquela figurinha! E os pascácios-mor dos nossos jogadores, idem! Ide mas é trabalhar para as obras, malandros! Anda um gajo a moirar toda a semana sabendo que no fim-de-semana vai ter o prazer de poder mandar foder uns espanhóis e vocês fazem-nos uma filhaputice deste calibre? EU ESTOU DOENTE!
Nem sei se hei-de ver hoje mais outro triste espetáculo ou não. Enfim... ser tuga é ter capacidade de sofrimento. Hoje lá estou outra vez em frente à televisão. Vós ganhai, carago! Nem que seja com um golo com a mão como os putos fizeram ontem à Inglaterra... aos 7 minutos de desconto... num lance precedido de falta... e que a bola nem sequer tivesse chegado a entrar mas ganhem carago!
De tantos acontecimentos das últimas semanas tinha que escolher só um para falar e tinha que ser um que apelasse ao coração do verdadeiro que habita em todos nós. Algo da maior importância para todos nos populares portugueses. Alguma coisa que nos fizesse parar e ponderar. Foda-se! Tinha que falar da Selecção!
Eu... porra!... Caralho!... Eu nem sei... foda-se! 3-0 dos cabrões dos espanhóis?! Foda-se... mas que... eu ainda nem estou em mim! Chiça! Como se já não bastasse esses caralhos andaram a invadir o nosso Portugal com as Zaras e Cortes Ingleses e mais o caralho a quatro nós ainda os deixámos vir cá, desfalcados e a jogar a feijões, para nos enrabarem. Caralho, eu até sou gajo que nem diz muitas caralhadas mas durante aquele jogo... foda-se lá o caralho, ah puta que os pariu! E andamos nós a pagar 40 mil contos (tou tão atazanado que nem sei quanto é em euros!) aquele pascácio para por a nossa selecção a fazer aquela figurinha! E os pascácios-mor dos nossos jogadores, idem! Ide mas é trabalhar para as obras, malandros! Anda um gajo a moirar toda a semana sabendo que no fim-de-semana vai ter o prazer de poder mandar foder uns espanhóis e vocês fazem-nos uma filhaputice deste calibre? EU ESTOU DOENTE!
Nem sei se hei-de ver hoje mais outro triste espetáculo ou não. Enfim... ser tuga é ter capacidade de sofrimento. Hoje lá estou outra vez em frente à televisão. Vós ganhai, carago! Nem que seja com um golo com a mão como os putos fizeram ontem à Inglaterra... aos 7 minutos de desconto... num lance precedido de falta... e que a bola nem sequer tivesse chegado a entrar mas ganhem carago!
2003/09/02
Rai's Ma Parta
É verdade... rai's ma parta!
Então vai um gajo daqui ao Mónaco ver o clube do coração perder?? Chiça! Porra! Da-se!
Findo o desabafo, resta pensar no que de positivo esta deslocação proporcionou. E passo a citar:
Posto isto (e os óculos) que se lixe a bola! O que interessa é que foi um fartote!
E que lindo foi ver o Mónaco "inundado" com "Verdadeiros"... aquilo era migalhas de pão e espuma de cerveja nos bigodes, t-shirts caviadas a cheirar a sebo, gajos vestidos de fato de treino e sapatos... Um outro Mundo... ou o nosso Mundo num Mundo diferente.
PS: Lindo, lindo foi chegar a Portugal e ir comer a uma tasca a sério (que saudades). Mal nos sentámos e pedimos pão, vinho e cerveja as moscas que habitavam naquelas bandas começaram a sobrevoar a mesa, a poisar no pão (que belo sabor deixam) e a cairem dentro das garrafas de tinto.
Então vai um gajo daqui ao Mónaco ver o clube do coração perder?? Chiça! Porra! Da-se!
Findo o desabafo, resta pensar no que de positivo esta deslocação proporcionou. E passo a citar:
- Aportuguesámos o Mónaco (arrotos, farpas, bisgas no chão, lixo)
- Comemos leitão, presunto, queijo e pão em tudo que era estação de serviço de Portugal e do Estrangeiro
- Bebemos cerveja, vinho branco, vinho tinto e uísque
- Andámos 3600 kilometros com as mesmas meias e cuecas
- Deixámos tudo o que era gás espalhado por Espanha, França e Mónaco
- Vimos belas coisas (mas nada como em Portugal)
- Tivemos oportunidade de assobiar o Rui Costa
- <CENSURADO>
Posto isto (e os óculos) que se lixe a bola! O que interessa é que foi um fartote!
E que lindo foi ver o Mónaco "inundado" com "Verdadeiros"... aquilo era migalhas de pão e espuma de cerveja nos bigodes, t-shirts caviadas a cheirar a sebo, gajos vestidos de fato de treino e sapatos... Um outro Mundo... ou o nosso Mundo num Mundo diferente.
PS: Lindo, lindo foi chegar a Portugal e ir comer a uma tasca a sério (que saudades). Mal nos sentámos e pedimos pão, vinho e cerveja as moscas que habitavam naquelas bandas começaram a sobrevoar a mesa, a poisar no pão (que belo sabor deixam) e a cairem dentro das garrafas de tinto.
Subscrever:
Mensagens (Atom)
