Boas (onde? onde?), caros companheiros das andanças vinhais!
É com emoção e um certo orgulho que venho aqui prestar a minha sentida homenagem ao Neca. Um país mede-se pelos seus trabalhadores e o Neca mostrou no fim da passada semana que quer lutar pela produtividade do país! E lutar pela produtividade porque um gaijo não pode trabalhar tanto como os patrões mandam (quer o chefe tenha sido um NABO quer não...). LUTAR para baixar a produtividade! E conseguiu-o! Pelo menos na passada quinta-feira!
Como este é um exemplo a seguir, vou contar em mais detalhe o dia do nosso Neca.
08h00 - Mandar um murro ao despertador, outro à mulher e voltar ao ronco.
08h02 - Peida-se violentamente (como é seu hábito).
08h20 - Novo murro à mulher e ao despertador (pelo meio atira a gata contra a parede depois dela se pôr aos pés da cama).
08h50 - Peida-se e acorda o vizinho do rés do chão (dois andares abaixo).
09h30 - Acorda, vê que está atrasado e dá um murro à mulher (porque não o acordou a horas).
09h31 - Com o sono pensa que a gata é um chinelo e... calça-a!
09h40 - Pequeno-almoço. Sandes de torresmo do dia anterior e uma malga de tinto.
09h55 - Sai de casa.
10h30 - Chega ao trabalho (que fica a 5 minutos de casa), depois de uma rodada pelas tascas do caminho.
10h40 - Vai tomar café.
10h55 - Vai ler o jornal.
11h30 - Pragueja "Foda-se! Estão sempre a carregar um gaijo de trabalho! Não tenho tempo para nada!"
12h00 - É aqui que entra a estratégia de baixar a produtividade. VAI ALMOÇAR com os colegas de trabalho. É um almoço de despedida de um dos colegas (picheleiro) e as tropas estão entusiasmadas com a tainada. Local do crime: "A Tasca do Confrade" - O Quinquilhas não leva a mal, porque ainda não abriu tasco em Aveiro.
15h30 - O almoço termina e com ele termina a 35ª garrafa de tinto. Chegou a hora do bagaço.
15h47 - Depois de três garrafas de bagaço é hora de voltar ao trabalho (emprego).
16h15 - Chega ao local de trabalho e resmunga "Caralho! Nunca mais vejo as seis. (hic!) Só trabalhar, só trabalhar... Da-se!"
16h30 - Vai tomar café, duas sandes de paio, e telefona ao resto dos companheiros Populares Portugueses.
17h50 - Desliga o telefone (depois do saldo acabar - "Tenho de me lembrar de dizer à patroa para me carregar esta merda.").
17h56 - "Lá vem este cabrão...". O patrão pergunta se já acabou o trabalho. O Neca (ainda com os olhos vermelhos da borracheira do almoço, e a tentar disfarçar (mal) o hálito) responde: "Foda-se! Acha que tive tempo? Dá-me montes de merdas para fazer e quer que eu tenha tudo pronto? Foda-se! Óh que caralho... olha a puta da minha sorte!". Enquanto o patrão olha estupefacto para ele, vai-se afastando, pega no casaco e volta a resmungar: "Eu já nem tenho cabeça para mais nada! Vou-me embora, caralho!".
19h00 - Chega a casa, depois de nova rodada nas tascas.
19h01 - Pergunta à mulher "Olha lá caralho, a janta ainda não está pronta? Tou cheio de fome. Da-se! Só almocei uma dose de chispalhada, outra de polvo frito, comi umas entraditas, sopa e três fatias de pudim Abade Priscos!"
19h45 - Acaba de jantar. Vai até ao café ter com o pessoal e beber uns bagacitos.
23h00 - Chega a casa. Bate na mulher. Tranca a gata na máquina de lavar roupa. Pensa em ligar a máquina, mas rapidamente percebe que se o fizer a mulher lhe vai dar cabo do juízo e ele precisa de dormir, afinal de contas, teve um dia cansativo.
23h05 - Liga o despertador.
23h06 - Desliga a luz... e o despertador.
23h07 - Já ronca... por cima... e por baixo.
23h08 - A mulher liga o despertador.
04h00 - Levanta-se para mijar e volta a desligar o despertador.
04h01 - Volta ao ronco (dual).
04h02 - A mulher liga o despertador.
04h03 - Peida-se violentamente. Ouve-se o miar abafado de um gato vindo da marquise. Dois dias depois verá que se esqueceu da gata na máquina de lavar.
E é assim que o nosso país vai para a frente. A ti, Neca, o meu muito obrigado por seres uma fonte de inspiração! E por pagares de vez em quando uns copos ao pessoal...
Pataniscas e tinto a todos.
2004/03/17
2004/03/15
Quem não se lembra????
Aaoooouuuuu!
Andava eu a nas minhas "inbestigaciones" quando descobri uma coisa fantástica. Quem não se lembra do mais que Verdadeiro e mais que Popular: Conjunto António Mafra???
Pois é.... grupo de música popular que percorreu já uns bons 50 anos de carreira (como indica no seu site) a alegrar terras, vilas e festas por este Portugal fora. Quem nunca dançou ao som da música destes ícones da Música Popular Portuguesa?? Hum????
Quem nunca comeu uma sardinha assada na brasa, ou até um rojão ao som de uma das muitas músicas deste grupo???
Certamente que houve alguns que até deram os seus primeiros beijinhos ao som de "Anda cá Maria" ou de "O carrapito da D. Aurora".
Mas para a história ficam os clássicos: "Sete e pico", "Arrebita, arrebita, arrebita" e até "O Carteiro", imortalizada por outros tantos grupos deste Portugal.
Deixo-vos com uma parte de uma das suas músicas : "O Vinho da Clarinha"
Ó Clarinha
Eu sou levado da breca
Vais beber uma pinguinha
Aqui da minha caneca!
Tintos pessoal!!
Mene
Andava eu a nas minhas "inbestigaciones" quando descobri uma coisa fantástica. Quem não se lembra do mais que Verdadeiro e mais que Popular: Conjunto António Mafra???
Pois é.... grupo de música popular que percorreu já uns bons 50 anos de carreira (como indica no seu site) a alegrar terras, vilas e festas por este Portugal fora. Quem nunca dançou ao som da música destes ícones da Música Popular Portuguesa?? Hum????
Quem nunca comeu uma sardinha assada na brasa, ou até um rojão ao som de uma das muitas músicas deste grupo???
Certamente que houve alguns que até deram os seus primeiros beijinhos ao som de "Anda cá Maria" ou de "O carrapito da D. Aurora".
Mas para a história ficam os clássicos: "Sete e pico", "Arrebita, arrebita, arrebita" e até "O Carteiro", imortalizada por outros tantos grupos deste Portugal.
Deixo-vos com uma parte de uma das suas músicas : "O Vinho da Clarinha"
Ó Clarinha
Eu sou levado da breca
Vais beber uma pinguinha
Aqui da minha caneca!
Tintos pessoal!!
Mene
2004/03/14
O Senhor dos Bordeis - O Regresso do Rei
Aaoooouuuuuuu!
Carago! Já tinha saudades disto!
Andei desaparecido durante uns tempo aqui do burgo, porque me aconteceu uma cena muito chunga.
A Maria, quando andava aqui nas limpezas desligou-me a ficha da internet do meu computador, sem eu dar por ela. Estive estes dias todos a tentar resolver o problema, sem me lembrar que podia ser disto.
A minha primeira reacção, quando vi que não tinha internet, foi dar uma carga de porrada no rapaz. O miúdo onde mexe, estraga tudo, o diabo do rapaz. Depois fui com a máquina aqui ao meu vizinho que me levou 25 eiros por arranjar e quando voltei a casa, continuava avariado. Também vais-se lixar porque a mulher dele anda a meter-lhe os cornos. É a paga!
Depois fui à cidade e entrei numa loja de computadores e consegui resolver o meu problema. O gajo não me levou nada e consegui explicar que tinha que estar tudo muito bem ligado, com os cabos todos ligado e isso.
Chego a casa e "pumba"... liguei a máquina e já tava a funcionar... mas faltava internet. Da-se!!!! Parecia bruxaria. Quando no dia seguinte, vem o aviso da empresa da internet, a dizer que a minha linha tinha sido cortada por falta de pagamento. Ora isso não pode ser, porque eu não usei a internet durante um mês, por isso não posso pagar. Eles que se vão fo$%% todos. Chulos!!!
E foi aí que Maria me perguntou: "Oh Mor, mas este cabo aqui era para tár ligado?? Eu desliguei-o no outro dia a pensar que não servia para nada..."
E pronto..foi assim. Agora estou sozinho em casa com o puto. Daqui a pouco é a hora das consultas no hospital, onde a Maria está a restabelecer-se de um grande hematoma na cabeça, uma perna partida e um punhado de pisaduras no corpo.
Tintos!!
Hermenegildo Baptista
Carago! Já tinha saudades disto!
Andei desaparecido durante uns tempo aqui do burgo, porque me aconteceu uma cena muito chunga.
A Maria, quando andava aqui nas limpezas desligou-me a ficha da internet do meu computador, sem eu dar por ela. Estive estes dias todos a tentar resolver o problema, sem me lembrar que podia ser disto.
A minha primeira reacção, quando vi que não tinha internet, foi dar uma carga de porrada no rapaz. O miúdo onde mexe, estraga tudo, o diabo do rapaz. Depois fui com a máquina aqui ao meu vizinho que me levou 25 eiros por arranjar e quando voltei a casa, continuava avariado. Também vais-se lixar porque a mulher dele anda a meter-lhe os cornos. É a paga!
Depois fui à cidade e entrei numa loja de computadores e consegui resolver o meu problema. O gajo não me levou nada e consegui explicar que tinha que estar tudo muito bem ligado, com os cabos todos ligado e isso.
Chego a casa e "pumba"... liguei a máquina e já tava a funcionar... mas faltava internet. Da-se!!!! Parecia bruxaria. Quando no dia seguinte, vem o aviso da empresa da internet, a dizer que a minha linha tinha sido cortada por falta de pagamento. Ora isso não pode ser, porque eu não usei a internet durante um mês, por isso não posso pagar. Eles que se vão fo$%% todos. Chulos!!!
E foi aí que Maria me perguntou: "Oh Mor, mas este cabo aqui era para tár ligado?? Eu desliguei-o no outro dia a pensar que não servia para nada..."
E pronto..foi assim. Agora estou sozinho em casa com o puto. Daqui a pouco é a hora das consultas no hospital, onde a Maria está a restabelecer-se de um grande hematoma na cabeça, uma perna partida e um punhado de pisaduras no corpo.
Tintos!!
Hermenegildo Baptista
2004/03/11
Manchester Utd. - FC Porto
Hoje que já estou mais calmo das emoções fortes de terça-feira, é este o único comentário que me merecem os "cavalheiros" ingleses (adeptos, jogadores e treinador):
P.S.: Bá lá, pessoal! E hoje bamos lá torcer (às escondidas, carago!) pelos lampiões.
Os cães ladram, a caravana passa.Até para o ano meus senhores.
P.S.: Bá lá, pessoal! E hoje bamos lá torcer (às escondidas, carago!) pelos lampiões.
2004/03/08
Dia Mundial da Gaija
Da-se! Então não é que hoje é o Dia Mundial da Gaija? Eu quando soube até fiquei meio... da-se! Lembram-se de cada uma! Mas depois pus-me a pensar melhor e até disse: "É bem! Elas até merecem." E perguntam vocês: "Ó Nel! Tás a ficar rabeta, carago? Então porque é que achas que as gajas merecem um dia só pra elas?". Eu explico-vos.
Acho que ultimamente damos muito pouco valor às gaijas. E a culpa, em Portugal, é sempre do Governo ou das modernices. Neste caso é obviamente das modernices. Por exemplo, o telecomando foi uma invenção moderna que roubou muito do valor que damos à mulher. Longe vão os tempos em que um homem, sentado calmamente no sofá e entre uma coçadela no escroto e uma flatulência intestinal, se virava carinhosamente para a sua esposa e dizia: "Mulher, tira-me a novela da frente que eu quero é ver o bola!". Estes pequenos momentos de ternura conjugal foram irremediavelmente substituídos por um frio, impessoal e mudo pressionar de um simples botão.
Assim, populares de todo o Potugal, venho aqui fazer-vos um apelo. Durante o dia de hoje tirem as pilhas ao comando e ponham a patroa e ir-vos mudar de canal ou mexer no som da televisão. Aposto que até lhe vai vir a lágrima ao canto do olho.
Pataniscas e tinto pra todos.
Acho que ultimamente damos muito pouco valor às gaijas. E a culpa, em Portugal, é sempre do Governo ou das modernices. Neste caso é obviamente das modernices. Por exemplo, o telecomando foi uma invenção moderna que roubou muito do valor que damos à mulher. Longe vão os tempos em que um homem, sentado calmamente no sofá e entre uma coçadela no escroto e uma flatulência intestinal, se virava carinhosamente para a sua esposa e dizia: "Mulher, tira-me a novela da frente que eu quero é ver o bola!". Estes pequenos momentos de ternura conjugal foram irremediavelmente substituídos por um frio, impessoal e mudo pressionar de um simples botão.
Assim, populares de todo o Potugal, venho aqui fazer-vos um apelo. Durante o dia de hoje tirem as pilhas ao comando e ponham a patroa e ir-vos mudar de canal ou mexer no som da televisão. Aposto que até lhe vai vir a lágrima ao canto do olho.
Pataniscas e tinto pra todos.
Lá vaidoso não sou, mas...
Biba rapaziada....
Eu lá vaidoso não sou, mas que hoje estou satisfeito comó caraças... estou!
Acredito que um hóme é mais hóme a cada dia que passa, e ontem tive uma prova disso.
Ia eu cortar as unhas dos pés... calma, caralho! Eu sei que é rôto, mas a patroa estava farta de coser as meias que as minhas unhas rompiam... e eu estava farto de a aturar! Além disso, estava a ponderar a hipótese de comprar uns sapatos maiores, porque os meus estavam a ficar apertados... Mas estava eu a dizer, ia cortar as unhas dos pés quando uma lágrima espreitou no canto do meu olho... entre a unha (tive de a cortar em três vezes, tal era o tamanho) e o dedo grande propriamente dito estava um lindo rolo de cotão! É verdade, cambada, um rôlo de cotão!
Cá o Tóne não é saudosista (santinho!), mas peguei nele e guardei-o na gaveta, junto com as caricas de Super Bock, para um dia mais tarde mostrar aos meus netos.. Não juntei ao resto do cotão (rabo, umbigo, etc.), porque com esse estou a ver se junto suficiente para fazer um edredão. É que duas almofadas já fiz!
Bom rapaziada, desejo-vos bons copos!
Pataniscas e tinto a todos.
PS: Se não costumais guardar o cotão, digo-vos que serve muito bem para ter na garagem. Quando falta o "desperdício" para limpar as mãos o cotão é um bom substituto!
Eu lá vaidoso não sou, mas que hoje estou satisfeito comó caraças... estou!
Acredito que um hóme é mais hóme a cada dia que passa, e ontem tive uma prova disso.
Ia eu cortar as unhas dos pés... calma, caralho! Eu sei que é rôto, mas a patroa estava farta de coser as meias que as minhas unhas rompiam... e eu estava farto de a aturar! Além disso, estava a ponderar a hipótese de comprar uns sapatos maiores, porque os meus estavam a ficar apertados... Mas estava eu a dizer, ia cortar as unhas dos pés quando uma lágrima espreitou no canto do meu olho... entre a unha (tive de a cortar em três vezes, tal era o tamanho) e o dedo grande propriamente dito estava um lindo rolo de cotão! É verdade, cambada, um rôlo de cotão!
Cá o Tóne não é saudosista (santinho!), mas peguei nele e guardei-o na gaveta, junto com as caricas de Super Bock, para um dia mais tarde mostrar aos meus netos.. Não juntei ao resto do cotão (rabo, umbigo, etc.), porque com esse estou a ver se junto suficiente para fazer um edredão. É que duas almofadas já fiz!
Bom rapaziada, desejo-vos bons copos!
Pataniscas e tinto a todos.
PS: Se não costumais guardar o cotão, digo-vos que serve muito bem para ter na garagem. Quando falta o "desperdício" para limpar as mãos o cotão é um bom substituto!
2004/03/03
"Fui eu que os paguei!"
Não me cansa falar do Lino. Outro ponto alto da sua entrevista na SIC foi concerteza a resposta à pergunta sobre os pontapés de que foram vítimas os instrumentos do quarto árbitro. Não são esses instrumentos... não, os outros! Responta pronta do Lino: "Fui eu que os paguei!" Com essa é que tu os quilhaste, Lino!
Esta situação fez-me lembrar outro grande momento televisivo. A entrevista do José Cid no Cabaret da Coxa. A páginas tantas o Unas vira-se para o Cid e pergunta-lhe: "Ó Cid... eu tenho que te fazer esta pergunta. Esse cabelo é mesmo teu?" Resposta pronta: "Então não é Unas? Pois se o paguei!"
É de homens destes que se faz o nosso país, carago!
Esta situação fez-me lembrar outro grande momento televisivo. A entrevista do José Cid no Cabaret da Coxa. A páginas tantas o Unas vira-se para o Cid e pergunta-lhe: "Ó Cid... eu tenho que te fazer esta pergunta. Esse cabelo é mesmo teu?" Resposta pronta: "Então não é Unas? Pois se o paguei!"
É de homens destes que se faz o nosso país, carago!
2004/03/02
Palavras para quê? É um artista português!
E de quem é que eu estou a falar? É do Lino, pois claro! Esse autarca modelo, presidente da câmara do Marco de Canaveses e futuro candidato à câmara de Amarante. Os árbitros que apitam os jogos do Amarante que se cuidem! O Lino está a chegar.
Se eu já achava o Lino um "verdadeiro" com H grande hoje, e depois de ver a entrevista dele na SIC ontem à noite, é com emoção que o elevo à categoria de "verdadeiro" com dois HH muito grandes, esse patamar de sublevação da alma portuguesa criado pelo João Pinto do FCP, ícone da minha meninice. Agora ao Lino mais nada lhe falta. Talvez apenas uma pequena estátua simbólica numa qualquer rotunda do Marco o seu nome associado à maior praça da vila para complementarem o estádio que já o possui.
Pobre Paulo Camacho, achincalhado em directo na TV nacional pela figura popular mais mediática dos últimos tempos desde o Tino de Rans. Será com uma lágrima no canto do olho que concerteza reproduzirei aos meus netos, ou à minha piquena sobrinha Carolina, as frases: "Você deve ser é vesgo!", "Você é um mentiroso e um aldrabão!". Palavras para quê? É um artista português!
Actualização (carago!): Da-se que me ia esquecendo da melhor de todas de ontem do Lino: "Você quer me deixar falar? Na minha terra costuma-se dizer que quando um burro fala o outro baixa as orelhas!" Toma e embrulha Paulo Camacho!
Se eu já achava o Lino um "verdadeiro" com H grande hoje, e depois de ver a entrevista dele na SIC ontem à noite, é com emoção que o elevo à categoria de "verdadeiro" com dois HH muito grandes, esse patamar de sublevação da alma portuguesa criado pelo João Pinto do FCP, ícone da minha meninice. Agora ao Lino mais nada lhe falta. Talvez apenas uma pequena estátua simbólica numa qualquer rotunda do Marco o seu nome associado à maior praça da vila para complementarem o estádio que já o possui.
Pobre Paulo Camacho, achincalhado em directo na TV nacional pela figura popular mais mediática dos últimos tempos desde o Tino de Rans. Será com uma lágrima no canto do olho que concerteza reproduzirei aos meus netos, ou à minha piquena sobrinha Carolina, as frases: "Você deve ser é vesgo!", "Você é um mentiroso e um aldrabão!". Palavras para quê? É um artista português!
Actualização (carago!): Da-se que me ia esquecendo da melhor de todas de ontem do Lino: "Você quer me deixar falar? Na minha terra costuma-se dizer que quando um burro fala o outro baixa as orelhas!" Toma e embrulha Paulo Camacho!
2004/03/01
O Senhor do Marco
Cá no nosso futebol já nada me espanta! Ele é pancadaria no campo, cadeiras a voar para cima dos árbitros e eu sei lá mais o quê! E o que se passou ontem no Marco de Canaveses foi mais uma excelente iniciativa do presidente da câmara local para a promoção desse magnífico evento, dessa demonstração da grandeza do Império que vai ser o Euro 2004.
Porra... mas eu até compreendo o homem. A equipa dele (aqui "dele" assume um sentido muito abrangente) está empatada e a precisar desesperadamente de uns pontos para fugir à zona de despromoção. Ainda por cima, está a jogar no estádio dele, literalmente. O estádio tem o nome dele: Avelino Ferreira Torres. E não é que, com o jogo mesmo a acabar, o árbitro não assinala um penalty inexistente sobre um jogador do Marco? Não se faz uma desfeita destas ao senhor!
Ora vai daí, lá vem o senhor até a linha lateral lançar uns impropérios ao juiz da partida e aos seus auxiliares. Pois como ninguém lhe ligava nenhuma toca a enfiar mais uns pontapés nos instrumentos (não é nesses que pensastes primeiro!) do quarto árbitro. A partida termina e, não satisfeito ainda, eis que esse grande exemplo de cidadania e desportivismo, decide fazer uma espera ao árbitro nos túneis de acesso. Quais "Insane Guys" qual quê! O Avelino Ferrieira Torres é que é! Zaragata total instalada no relvado, várias pessoas a ameaçar o árbitro e quem é que vai impor a calma e escoltar o juiz até fora do relvado? O Lino, pois claro! Ah grande homem, carago! Faz a festa, lança os foguetes e ainda apanha as canas.
Venha de lá o Euro, porra, que cá já estamos todos prontos!
Porra... mas eu até compreendo o homem. A equipa dele (aqui "dele" assume um sentido muito abrangente) está empatada e a precisar desesperadamente de uns pontos para fugir à zona de despromoção. Ainda por cima, está a jogar no estádio dele, literalmente. O estádio tem o nome dele: Avelino Ferreira Torres. E não é que, com o jogo mesmo a acabar, o árbitro não assinala um penalty inexistente sobre um jogador do Marco? Não se faz uma desfeita destas ao senhor!
Ora vai daí, lá vem o senhor até a linha lateral lançar uns impropérios ao juiz da partida e aos seus auxiliares. Pois como ninguém lhe ligava nenhuma toca a enfiar mais uns pontapés nos instrumentos (não é nesses que pensastes primeiro!) do quarto árbitro. A partida termina e, não satisfeito ainda, eis que esse grande exemplo de cidadania e desportivismo, decide fazer uma espera ao árbitro nos túneis de acesso. Quais "Insane Guys" qual quê! O Avelino Ferrieira Torres é que é! Zaragata total instalada no relvado, várias pessoas a ameaçar o árbitro e quem é que vai impor a calma e escoltar o juiz até fora do relvado? O Lino, pois claro! Ah grande homem, carago! Faz a festa, lança os foguetes e ainda apanha as canas.
Venha de lá o Euro, porra, que cá já estamos todos prontos!
A Cabana do Pai Tóne
Ora biba rapaziada!!!
Cá o Tóne voltou da licença! Não, não estou a falar da condicional! O vosso companheiro de copos foi pai de uma catraia e a proveitou a licença para passar mais tempo a comemorar na Tasca do Quinquilhas com o resto do pessoal.
Pois é... uma catraia! Que alegrias nos vai trazer. Parece que já estou a vê-la em cima do balcão do Quinquilhas a cantorolar a músicas populares portuguesas de que tanto gostamos ("Ponho o carro, tiro o carro...") enquanto o pessoal bebe uns copos e bate palmas.
E que bela vida vai ter... quando tiver os seus sete anitos, vai para uma fábrica de calçado. É de pequenino que se começa a ganhar a vida!
Gente, vou continuar as comemorações! Ala para a Tasca!
Pataniscas a todos.
Cá o Tóne voltou da licença! Não, não estou a falar da condicional! O vosso companheiro de copos foi pai de uma catraia e a proveitou a licença para passar mais tempo a comemorar na Tasca do Quinquilhas com o resto do pessoal.
Pois é... uma catraia! Que alegrias nos vai trazer. Parece que já estou a vê-la em cima do balcão do Quinquilhas a cantorolar a músicas populares portuguesas de que tanto gostamos ("Ponho o carro, tiro o carro...") enquanto o pessoal bebe uns copos e bate palmas.
E que bela vida vai ter... quando tiver os seus sete anitos, vai para uma fábrica de calçado. É de pequenino que se começa a ganhar a vida!
Gente, vou continuar as comemorações! Ala para a Tasca!
Pataniscas a todos.
2004/02/27
Este país está louco...!
"Álcool a mais deixa espectadores à porta dos estádios do Euro2004
Os espectadores que acusem uma taxa de alcoolémia de 1,2 à entrada dos estádios do Europeu2004 serão impedidos de entrar nos recintos, anunciou hoje o coordenador-geral da Comissão de Segurança do evento."
in A bola, online....
Onde é que já se viu!!! Querem afastar os berdadeiros do futebol??? Querem que um ommê morra dezidratado? Querem só abstémios, esses panilas que não ingerem muito alcool (Não me acreditam que existam adultos, com mais de 12 anos, que não bebem alcool!) nos estádios de futebol??? É com indignação, revolta e completamente chateado da cornadura....que eu, Antonio Meireles Pompeu,...que trabalhei na construcção do Estádio Municipal do Mano Nunes, vejo estas noticias!
Espero que o infeliz gaizola, que teve esta ideia...como se diz na politica...RECUE....caso contrário, nós o GANG da Tasca Quinquilhas, ou os nossos amigos do Quinquillhington PUB, bamos ter que nos chatear...!
Um abraço e boas bejecas!
Os espectadores que acusem uma taxa de alcoolémia de 1,2 à entrada dos estádios do Europeu2004 serão impedidos de entrar nos recintos, anunciou hoje o coordenador-geral da Comissão de Segurança do evento."
in A bola, online....
Onde é que já se viu!!! Querem afastar os berdadeiros do futebol??? Querem que um ommê morra dezidratado? Querem só abstémios, esses panilas que não ingerem muito alcool (Não me acreditam que existam adultos, com mais de 12 anos, que não bebem alcool!) nos estádios de futebol??? É com indignação, revolta e completamente chateado da cornadura....que eu, Antonio Meireles Pompeu,...que trabalhei na construcção do Estádio Municipal do Mano Nunes, vejo estas noticias!
Espero que o infeliz gaizola, que teve esta ideia...como se diz na politica...RECUE....caso contrário, nós o GANG da Tasca Quinquilhas, ou os nossos amigos do Quinquillhington PUB, bamos ter que nos chatear...!
Um abraço e boas bejecas!
2004/02/18
Felicidade, quando é extrema não tem palavras!
Amigos de copos, companhias eternas, aqueles de quem nos lembramos quando estamos na merda agarrados a um copo de vinho em frente da lareira...
Não existe nada mais feliz do que estar em redor de uma mesa, a por a conversa em dia com a família ou amigos. Mas, se calhar esse momento só pode ser superado por outro...
...O nascimento de alguém da família, ou dos amigos que são como família. Quando uma criança, nasce...ela é perfeita, pura e a maior obra da Natureza. Deixa todos com um sorriso nos lábios e um sensação de conforto e bem estar, que faz esquecer todos os problemas.
Estou feliz. Tenho um sorriso nos lábios...penso nas coisas boas da minha vida, e desejo isso para ti. És especial, porque tens uns pais especiais, está-te na alma estampado o trilho da felicidade. E quando tropeçares, quanto comigo.
Para ti Carolina, um beijo.
Bolinhos de bacalhau e tinto para todos.
As crianças comam bolos e sumo...e divirtam-se.
Não existe nada mais feliz do que estar em redor de uma mesa, a por a conversa em dia com a família ou amigos. Mas, se calhar esse momento só pode ser superado por outro...
...O nascimento de alguém da família, ou dos amigos que são como família. Quando uma criança, nasce...ela é perfeita, pura e a maior obra da Natureza. Deixa todos com um sorriso nos lábios e um sensação de conforto e bem estar, que faz esquecer todos os problemas.
Estou feliz. Tenho um sorriso nos lábios...penso nas coisas boas da minha vida, e desejo isso para ti. És especial, porque tens uns pais especiais, está-te na alma estampado o trilho da felicidade. E quando tropeçares, quanto comigo.
Para ti Carolina, um beijo.
Bolinhos de bacalhau e tinto para todos.
As crianças comam bolos e sumo...e divirtam-se.
2004/02/10
Parede Popular*
* Não confundir com "parede para pular", que eu se vos apanho a pular o muro do meu quintal, fornico-vos a cabeça!
"O sódio metálico é aplicado em metalurgia, na manufatura de substâncias químicas, na fabricação de remédios e em lâmpadas de vapor de sódio. Além do sal comum, de ampla aplicação na indústria e em alimentação como conservante e condimento culinário, estão entre os principais compostos de sódio o nitrato de sódio, denominado Nitrato do Chile, importante fertilizante nitrogenado e componente da dinamite; o sulfato de sódio, empregado na confecção de papel kraft e cartão, além de vidros e detergentes."
Depois do Nel inaugurar (e bem) uma rúbrica de seu nome "TV Popular", decidi presentear-vos com a lembrança de um dos mais emblemáticos anúncios de parede de sempre. Tal como já devem ter percebido pela nota introdutória, falo-vos do Nitrato do Chile.

Ah... belos tempos aqueles em que se seguia estrada fora rumo à terra, sabendo que era certo que se encontraria aquele conjunto de azulejos amarelos e pretos com a silhueta de um homem a cavalo e onde se podia ler "Adubai com Nitrato do Chile". Isso sim, eram reclames de jeito. Agora são paineis electrónicos que mudam de publicidade a cada segundo. Com os azulejos isso não acontecia. Era certo que se eram lá postos (na parede), era para durar! E a prova é que estrada fora ainda se encontram alguns desses saudosos azulejos.
E o "Adubai"? Nada de "Adube" ou "Aduba"... "Adubai"! Até aqui se vê a diferença. O respeito pelo (potencial) cliente... Outros tempos!
Ainda por cima o Nitrato do Chile, e de acordo com o que diz no texto de cima, é como nós! É só dinamite!!!
Postas de bacalhau com tinto a todos.
PS: Não vos esqueceis: "Adubai com Nitrato do Chile!".
PS2: Um amigo para outro, ao vê-lo com malas de viagem, pergunta "Onde vais?". O outro responde "A Dubai!". (peço desculpa, mas acabei de "malhar" um copo de Nitrato do Chile, a ver se batia mais que o vinho a martelo do Quinquilhas. Hic! - pelos visto bate mais... esta foi tão seca que agora sim, vou ter de malhar um copito de três)
"O sódio metálico é aplicado em metalurgia, na manufatura de substâncias químicas, na fabricação de remédios e em lâmpadas de vapor de sódio. Além do sal comum, de ampla aplicação na indústria e em alimentação como conservante e condimento culinário, estão entre os principais compostos de sódio o nitrato de sódio, denominado Nitrato do Chile, importante fertilizante nitrogenado e componente da dinamite; o sulfato de sódio, empregado na confecção de papel kraft e cartão, além de vidros e detergentes."
Depois do Nel inaugurar (e bem) uma rúbrica de seu nome "TV Popular", decidi presentear-vos com a lembrança de um dos mais emblemáticos anúncios de parede de sempre. Tal como já devem ter percebido pela nota introdutória, falo-vos do Nitrato do Chile.

Ah... belos tempos aqueles em que se seguia estrada fora rumo à terra, sabendo que era certo que se encontraria aquele conjunto de azulejos amarelos e pretos com a silhueta de um homem a cavalo e onde se podia ler "Adubai com Nitrato do Chile". Isso sim, eram reclames de jeito. Agora são paineis electrónicos que mudam de publicidade a cada segundo. Com os azulejos isso não acontecia. Era certo que se eram lá postos (na parede), era para durar! E a prova é que estrada fora ainda se encontram alguns desses saudosos azulejos.
E o "Adubai"? Nada de "Adube" ou "Aduba"... "Adubai"! Até aqui se vê a diferença. O respeito pelo (potencial) cliente... Outros tempos!
Ainda por cima o Nitrato do Chile, e de acordo com o que diz no texto de cima, é como nós! É só dinamite!!!
Postas de bacalhau com tinto a todos.
PS: Não vos esqueceis: "Adubai com Nitrato do Chile!".
PS2: Um amigo para outro, ao vê-lo com malas de viagem, pergunta "Onde vais?". O outro responde "A Dubai!". (peço desculpa, mas acabei de "malhar" um copo de Nitrato do Chile, a ver se batia mais que o vinho a martelo do Quinquilhas. Hic! - pelos visto bate mais... esta foi tão seca que agora sim, vou ter de malhar um copito de três)
2004/02/09
Esperança na Juventude...
É com lágrimas de emoção, ainda frescas nos olhos, que vos escrevo/relato mais uma situação da vida real...que vivi neste fim-de-semana. Para quem não sabe, aqui o Neca, é Misteri. E pergunta boçes:
-"Misteri Neca??? Dasse, so se for de como tornar um gajo sem gases, num FARPADOR profissional...
Mas na realidade, eu sou treinador de basquetebol...para quem não acompanhou a minha carreira; ela começou com o lançamento da bisga na rua Álbaro Dória em Braga, do terceiro piso. Daí até aos distritais de basquetebol da A.B. Abeiro, foi um passo.
A estória que vos quero relatar, aconteceu após o derbi Anadia-GDG. Como é tradição um dos atletas lançadores de bisgas, ficou encarregue de levar as sandes. Desta vez calhou ao Edgar, que é filho de um PSP...dá sempre jeito conhecer estes tipos, para quem como eu às vezes abusa na tasca do Quinquilhas. Pois não é que o moço, levou sandes de presunto?!?! É claro que para quem está habituado a sande de queijo, fiambre ou no clássico fiambre e queijo...claro que foi uma festarola. Note-se que os pais dos meus atletas, tudo gente boa...começou loga a dizer..."Essa sandoca marchava era com uma cerveja preta gelada!!!!", eram 11h 30m, da bela manhã de domingo. Tudo Gente BOA!
Mas o espetacular da estória não reside nas sandes de presunto, mas sim, no comentário de um jovem de 13 anos (outro lançador de bisgas!) que tece o seguinte comentário aquando da entrega das duas sandes a que tinha direito:
"Presunto é fixe...e por este andar ainda vamos ter a sorte de alguem trazer sandes de TORRESMOS, um dia destes!!!!"
Com jobens assim, o futuro do país está assegurado.
Favas com carne frita para todos.
-"Misteri Neca??? Dasse, so se for de como tornar um gajo sem gases, num FARPADOR profissional...
Mas na realidade, eu sou treinador de basquetebol...para quem não acompanhou a minha carreira; ela começou com o lançamento da bisga na rua Álbaro Dória em Braga, do terceiro piso. Daí até aos distritais de basquetebol da A.B. Abeiro, foi um passo.
A estória que vos quero relatar, aconteceu após o derbi Anadia-GDG. Como é tradição um dos atletas lançadores de bisgas, ficou encarregue de levar as sandes. Desta vez calhou ao Edgar, que é filho de um PSP...dá sempre jeito conhecer estes tipos, para quem como eu às vezes abusa na tasca do Quinquilhas. Pois não é que o moço, levou sandes de presunto?!?! É claro que para quem está habituado a sande de queijo, fiambre ou no clássico fiambre e queijo...claro que foi uma festarola. Note-se que os pais dos meus atletas, tudo gente boa...começou loga a dizer..."Essa sandoca marchava era com uma cerveja preta gelada!!!!", eram 11h 30m, da bela manhã de domingo. Tudo Gente BOA!
Mas o espetacular da estória não reside nas sandes de presunto, mas sim, no comentário de um jovem de 13 anos (outro lançador de bisgas!) que tece o seguinte comentário aquando da entrega das duas sandes a que tinha direito:
"Presunto é fixe...e por este andar ainda vamos ter a sorte de alguem trazer sandes de TORRESMOS, um dia destes!!!!"
Com jobens assim, o futuro do país está assegurado.
Favas com carne frita para todos.
2004/02/06
"Eu pego às 7 horas!"
Calma, carago! Não tou a falar de mim. Olha às 7h... da-se! Até faz mal à vesícula começar a bulir a essa hora. Mas perguntam vocês a que propósito vem isto de pegar às 7: "Ó Nel, eu vi logo que era mentira! Conta lá onde caralho é que ouviste essa!" Pois eu conto-vos.
Ouvi esta frase por acaso enquanto ia a pé pela rua fora. Até aqui nada de especial na história. O que me deixou mesmo maravilhado foi ouvir esta fantástica expressão popular que, pensava eu, estava já extinta! E se "pega às 7" de certeza que "larga às 4". E até sou gajo para apostar que para ir da aldeia para o trabalho tem que "apanhar a carreira".
Enfim... Apeteceu-me partilhar esta pequena pérola com vocêzes! Como estas de certeza que ainda andam por aí muitas outras expressões populares mas já esquecidas pela maioria.
Pataniscas e tinto para todos.
Ouvi esta frase por acaso enquanto ia a pé pela rua fora. Até aqui nada de especial na história. O que me deixou mesmo maravilhado foi ouvir esta fantástica expressão popular que, pensava eu, estava já extinta! E se "pega às 7" de certeza que "larga às 4". E até sou gajo para apostar que para ir da aldeia para o trabalho tem que "apanhar a carreira".
Enfim... Apeteceu-me partilhar esta pequena pérola com vocêzes! Como estas de certeza que ainda andam por aí muitas outras expressões populares mas já esquecidas pela maioria.
Pataniscas e tinto para todos.
2004/02/03
Cacete, porrada, pancadaria e afins
Tou contente, carago!
Estava a ver que chegava o Euro e que não estávamos preparados para "oferecer" aos "camones" que cá virão algo de bem português!
Parece que os estou a ver: chegavam ao aeroporto, dirigiam-se ao estádio, viam o jogo e iam para o Hotel para depois regressar ao seu país. Os mais afoitos procurariam um snack-bar para beber um panache... Que recordações levavam de Portugal? Nada!
Felizmente, e numa altura em que tanta crítica anda à volta do futebol, adeptos popular portugueses decidiram transformar aquilo que seria um fraco jogo de futebol numa animada cena de "porrada velha". Como nos velhos tempos, cambada!
Assim é que o futebol é bonito! Um gajo passa no tasco antes de ir à bola, bebe uns canecos valentes e depois vai ver o jogo. Se estiver fraquito, ou se como em 99% dos casos acontece o arbitro estiver a roubar contra a nossa equipa... ZUMBA! É espetar uma bolhachada ao primeiro adversário (ou ao gajo do lado, ainda que seja da mesma equipa)! Desta forma, deu-se o mote para um arraial de pancadaria, que por certo irá animar a tarde... ou a noite!
Onde é que entram os entranjas? Entre uma cabeçada e um biqueiro na tomatada. Assim sempre levam uma recordação popular do nosso Portugal. "Quereis festa? Tomai lá!".
Valentes adeptos do Guimarães e do Boavista que face ao frio que fazia decidiram animar a noite!
Parece que estou a ver quando o ano passado fui ver o derbi GD Gafanha - GD Milheiroense. A alturas tantas eis que o arbitro decidiu marcar um pénalte contra o Gafanha. O Nico enervou-se, pegou na garrafa de Super Bock que tinha mais à mão e foi a correr campo fora atrás do "homem de negro". E foi graças a ele que passamos uma bela tarde. À parte das nódoas negras e das camisas manchadas de sangue, a malta divertiu-se.
Também não podemos esquecer o esforço do Governo ao querer assegurar que os adeptos têm acesso facilitado ao campo, uma vez que nos estádios novos não hà redes nem nada do género. Agora sim! Só pedia que espetassem umas naifas à entrada do relvado para o pessoal pegar quando lá passasse...
Pataniscas a todos!
PS: Com um bocado de sorte, ainda conseguimos apanhar o Sólare no campo... isso é que ia ser um ajuste de contas!
Estava a ver que chegava o Euro e que não estávamos preparados para "oferecer" aos "camones" que cá virão algo de bem português!
Parece que os estou a ver: chegavam ao aeroporto, dirigiam-se ao estádio, viam o jogo e iam para o Hotel para depois regressar ao seu país. Os mais afoitos procurariam um snack-bar para beber um panache... Que recordações levavam de Portugal? Nada!
Felizmente, e numa altura em que tanta crítica anda à volta do futebol, adeptos popular portugueses decidiram transformar aquilo que seria um fraco jogo de futebol numa animada cena de "porrada velha". Como nos velhos tempos, cambada!
Assim é que o futebol é bonito! Um gajo passa no tasco antes de ir à bola, bebe uns canecos valentes e depois vai ver o jogo. Se estiver fraquito, ou se como em 99% dos casos acontece o arbitro estiver a roubar contra a nossa equipa... ZUMBA! É espetar uma bolhachada ao primeiro adversário (ou ao gajo do lado, ainda que seja da mesma equipa)! Desta forma, deu-se o mote para um arraial de pancadaria, que por certo irá animar a tarde... ou a noite!
Onde é que entram os entranjas? Entre uma cabeçada e um biqueiro na tomatada. Assim sempre levam uma recordação popular do nosso Portugal. "Quereis festa? Tomai lá!".
Valentes adeptos do Guimarães e do Boavista que face ao frio que fazia decidiram animar a noite!
Parece que estou a ver quando o ano passado fui ver o derbi GD Gafanha - GD Milheiroense. A alturas tantas eis que o arbitro decidiu marcar um pénalte contra o Gafanha. O Nico enervou-se, pegou na garrafa de Super Bock que tinha mais à mão e foi a correr campo fora atrás do "homem de negro". E foi graças a ele que passamos uma bela tarde. À parte das nódoas negras e das camisas manchadas de sangue, a malta divertiu-se.
Também não podemos esquecer o esforço do Governo ao querer assegurar que os adeptos têm acesso facilitado ao campo, uma vez que nos estádios novos não hà redes nem nada do género. Agora sim! Só pedia que espetassem umas naifas à entrada do relvado para o pessoal pegar quando lá passasse...
Pataniscas a todos!
PS: Com um bocado de sorte, ainda conseguimos apanhar o Sólare no campo... isso é que ia ser um ajuste de contas!
2004/01/27
Em memória....
Aaooooooouuuuuu!!
Num sei!!!
Não querendo fazer disto um memorial de mensagens, porque para isso o SLB já o fez.... nesta hora de aperto no coração, uma dor sentida...tal e qual a que sentimos a quando da queda de um copo cheio de vinho, na tasca do Quinquilhas (mas esta mais passageira)... apetece-me dizer umas coisas.
Primeiro, salientar os Verdadeiros, que nestas alturas são as figuras que mais se destacam pela sua ânsia de curiosidade, e pela necessidade na busca de informações, quando as desgraças acontecem. Mas sobretudo pelo aspecto solidário que sempre caracterizou o povo português.
É extremamente triste o acontecimento....o facto....o momento.....as reacções...o tempo a esgotar-se...o fazer tudo-por-tudo...o não poder fazer nada a kilómetros de distância.....e as imagens. E é dessas imagens, de quem como eu vive de forma algo apaixonada o futebol, que eu irei recordar, o sorriso naquela cara momentos antes do seu coração dizer BASTA!!. Miklos Fehér morreu, mas morreu com um grande sorriso na cara.
Binhadalhos pra todos......
Num sei!!!
Não querendo fazer disto um memorial de mensagens, porque para isso o SLB já o fez.... nesta hora de aperto no coração, uma dor sentida...tal e qual a que sentimos a quando da queda de um copo cheio de vinho, na tasca do Quinquilhas (mas esta mais passageira)... apetece-me dizer umas coisas.
Primeiro, salientar os Verdadeiros, que nestas alturas são as figuras que mais se destacam pela sua ânsia de curiosidade, e pela necessidade na busca de informações, quando as desgraças acontecem. Mas sobretudo pelo aspecto solidário que sempre caracterizou o povo português.
É extremamente triste o acontecimento....o facto....o momento.....as reacções...o tempo a esgotar-se...o fazer tudo-por-tudo...o não poder fazer nada a kilómetros de distância.....e as imagens. E é dessas imagens, de quem como eu vive de forma algo apaixonada o futebol, que eu irei recordar, o sorriso naquela cara momentos antes do seu coração dizer BASTA!!. Miklos Fehér morreu, mas morreu com um grande sorriso na cara.
Binhadalhos pra todos......
2004/01/22
TV Popular
O Popular Português é um prodígio de secções. Depois de já inauguradas as "Profissões do Meu País" e "Lendas do Nosso Portugal Popular" hoje tem início a "TV Popular". E perguntam vocês: "Ó Nel, que caralho de porra é que te foste lembrar agora?" Ora pois eu digo-vos!
Passei eu noutro dia numa mercearia daquelas à antiga que ainda se vão encontrando cá por Braga. E, no meio de vários produtos de qualidade indubitavelmente popular, lá estava ele em todo o seu esplendor tal qual eu me lembrava dele: o Restaurador Olex! Quem não se lembra deste famoso produto que prometia restaurar a cor natural dos cabelos!
Verdadeiro clássico entre os clássicos populares - ou em latim "classicus inter populares" (da-se, dá me pra cada uma às vezes!) - era o reclamo publicitário ainda a preto e branco que passava na RTP. Se bem me lembro...
Passei eu noutro dia numa mercearia daquelas à antiga que ainda se vão encontrando cá por Braga. E, no meio de vários produtos de qualidade indubitavelmente popular, lá estava ele em todo o seu esplendor tal qual eu me lembrava dele: o Restaurador Olex! Quem não se lembra deste famoso produto que prometia restaurar a cor natural dos cabelos!
Verdadeiro clássico entre os clássicos populares - ou em latim "classicus inter populares" (da-se, dá me pra cada uma às vezes!) - era o reclamo publicitário ainda a preto e branco que passava na RTP. Se bem me lembro...
"Um branco de carapinha ou ou negro de cabelo louro não é normal. Normal é cada um ter a sua cor de cabelo natural. Restaurador Olex devolve aos cabelos a sua cor natural."Ah... eram momentos mágicos de televisão estes. E com este piqueno apontamento encerramos hoje a nova secção.
2004/01/21
Tradição com "cheirinho"...
Não vou voltar à temática dos gases. Creio que o Nando e o Neca já tiveram aqui protagonismo que chegue.
Ontem, quando deambulava pela Capital à procura de um tasco para matar a sede (malditas "mines"), vi dois anúncios publicitários que me fizeram arrepiar os pêlos do nariz.
Ia rua fora, quando se me apresentou-se-me-se um autedóre com a frase "A fazer a voz grossa desde 1946", logo seguido de um outro com a frase "A fazer crescer os pêlos do peito desde 1946" (as frases eram "mais ou menos" isto...). Da-se!, pensei eu... não querem lá ver que agora fazem publicidade às peixeiras do Bolhão? Mas não, meus amigos... logo ao lado da fase, estava - vistosa - uma garrafa de aguardente São Domingos. Nem mais, a velha garrafa de São Domingos, com um anúncio de fazer ver a muita bebida moderna de qualidade duvidosa - ou não (esta mania do "ou não" anda a deixar-me puto da vida).
E é precisamente aqui que entra (Salvo Seja) o "cheirinho". Ao contrário do outro cheirinho, este não sai... entra! Há lá alguma coisa mais tradicional do que chegar ao tasco e pedir um café com "cheirinho"? "CheirINHO" pode ser considerado um bocado rôto, mas com a origem é antiga, pode ser aceite sem problemas no linguajar popular. Ainda me lembro de um ritual do meu (saudoso) avô que depois de beber o "cheirinho" deixava cair duas pingas nas mãos e as esfregava, passando depois os dedos pelo nariz... Belo hábito esse!
Estou-me também a recordar de um empregado que o Quinquilhas teve lá uns tempos (era danado para a brincadeira), que quando o pessoal pedia o "café com cheirinho" se farpava e dizia "pronto... agora só falta o café!". Grande manganão...
E prontos, bem haja às Caves São Domingos pela brilhante publicidade e por irem buscar aquilo que de mais puro existe em Portugal - a nossa tradição, a nossa cultura, a nossa "pinga".
Cumprimentos "ardentes",
PS: De que esperais para colocar o Popular Português nos vossos favoritos, carago?
PS2: Também me lembro do tasco daquele brasileiro (o "Mangas") que tinha à porta a placa com os dizeres: "Lá fora chove, cá dentro só pinga". Tá bonito, o trocadilho...
Ontem, quando deambulava pela Capital à procura de um tasco para matar a sede (malditas "mines"), vi dois anúncios publicitários que me fizeram arrepiar os pêlos do nariz.
Ia rua fora, quando se me apresentou-se-me-se um autedóre com a frase "A fazer a voz grossa desde 1946", logo seguido de um outro com a frase "A fazer crescer os pêlos do peito desde 1946" (as frases eram "mais ou menos" isto...). Da-se!, pensei eu... não querem lá ver que agora fazem publicidade às peixeiras do Bolhão? Mas não, meus amigos... logo ao lado da fase, estava - vistosa - uma garrafa de aguardente São Domingos. Nem mais, a velha garrafa de São Domingos, com um anúncio de fazer ver a muita bebida moderna de qualidade duvidosa - ou não (esta mania do "ou não" anda a deixar-me puto da vida).
E é precisamente aqui que entra (Salvo Seja) o "cheirinho". Ao contrário do outro cheirinho, este não sai... entra! Há lá alguma coisa mais tradicional do que chegar ao tasco e pedir um café com "cheirinho"? "CheirINHO" pode ser considerado um bocado rôto, mas com a origem é antiga, pode ser aceite sem problemas no linguajar popular. Ainda me lembro de um ritual do meu (saudoso) avô que depois de beber o "cheirinho" deixava cair duas pingas nas mãos e as esfregava, passando depois os dedos pelo nariz... Belo hábito esse!
Estou-me também a recordar de um empregado que o Quinquilhas teve lá uns tempos (era danado para a brincadeira), que quando o pessoal pedia o "café com cheirinho" se farpava e dizia "pronto... agora só falta o café!". Grande manganão...
E prontos, bem haja às Caves São Domingos pela brilhante publicidade e por irem buscar aquilo que de mais puro existe em Portugal - a nossa tradição, a nossa cultura, a nossa "pinga".
Cumprimentos "ardentes",
PS: De que esperais para colocar o Popular Português nos vossos favoritos, carago?
PS2: Também me lembro do tasco daquele brasileiro (o "Mangas") que tinha à porta a placa com os dizeres: "Lá fora chove, cá dentro só pinga". Tá bonito, o trocadilho...
2004/01/20
Cerveja saudável, anti-envelhecimento?
Da-se, amigos! Isto... um home nesta vida às vezes vê cada uma! Ontem estava eu muito sossegado a ler o Pravda da Igreja Bracarense quando na última página sou atingido nas bentas com grande violência por uma notícia sobre uma nova cerveja saudável que ainda por cima é anti-envelhecimento.
Então não é que uma cervejeira alemã - e eu que até gostava da cerveja dos gajos! - resolveu misturar algae spirulina (da-se!) com o malte? Algas?! Mas isto está tudo maluco ou quê? Se calhar já me estão a ver a beber uma bejeca lá na tasca e a ficar com as algas presas nos dentes e penduradas pelo queixo abaixo a pingar, não? Já me parece é a Consoada com a couve galega encharcada de azeite e a pingar-me pela barbela para as calças.
Pior, pior é que esta alga para além de fazer bem à saúde é a mesma que é usada nos cremes anti-envelhecimento para alisar as rugas. O que eu não percebo é: se aquilo vai entrar tudo para o estômago de um gajo (e mais tarde sair, quem sabe?) que raio de rugas é que vai alisar? Eu gosto do meu intestino como ele é, carago! Além disso se eu quisesse ser saudável comia era sopa! Home que é home bebe cerveja para arrotar e fazer crescer a barriga!
Mas - e há sempre um "mas" nestas coisas - há boas notícias. Eu bem me parecia que gostava dos alemães por alguma coisa. Então não é que estes grandes humanistas têm uma lei que é a lei da Pureza da Cerveja de 1516? Vejam só ao tempo que eles já se lembraram disto! Segundo esta lei qualquer produto denominado "cerveja" só pode ter na sua constituição lúpulo, malte, fermento e água.
Por isso aos senhores que se lembraram de meter spirulina (da-se, que esta não me passa mesmo na goela!) nesse nobre líquido vão mas é chamar "remédio-amarelado-que-não-engana-ninguém" à vossa mixórdia e parem de enganar os consumidores!
Então não é que uma cervejeira alemã - e eu que até gostava da cerveja dos gajos! - resolveu misturar algae spirulina (da-se!) com o malte? Algas?! Mas isto está tudo maluco ou quê? Se calhar já me estão a ver a beber uma bejeca lá na tasca e a ficar com as algas presas nos dentes e penduradas pelo queixo abaixo a pingar, não? Já me parece é a Consoada com a couve galega encharcada de azeite e a pingar-me pela barbela para as calças.
Pior, pior é que esta alga para além de fazer bem à saúde é a mesma que é usada nos cremes anti-envelhecimento para alisar as rugas. O que eu não percebo é: se aquilo vai entrar tudo para o estômago de um gajo (e mais tarde sair, quem sabe?) que raio de rugas é que vai alisar? Eu gosto do meu intestino como ele é, carago! Além disso se eu quisesse ser saudável comia era sopa! Home que é home bebe cerveja para arrotar e fazer crescer a barriga!
Mas - e há sempre um "mas" nestas coisas - há boas notícias. Eu bem me parecia que gostava dos alemães por alguma coisa. Então não é que estes grandes humanistas têm uma lei que é a lei da Pureza da Cerveja de 1516? Vejam só ao tempo que eles já se lembraram disto! Segundo esta lei qualquer produto denominado "cerveja" só pode ter na sua constituição lúpulo, malte, fermento e água.
Por isso aos senhores que se lembraram de meter spirulina (da-se, que esta não me passa mesmo na goela!) nesse nobre líquido vão mas é chamar "remédio-amarelado-que-não-engana-ninguém" à vossa mixórdia e parem de enganar os consumidores!
2004/01/15
O Cachecol da Discussão
Aaooooooouuuuuuu!!
Continuando a minha problemática de falar de coisas que não têm nada a ver com o título da posta, aqui vai um para contrariar.
De há uns tempos para cá, surgiu uma moda pela terras lusas, a qual aprecio, tanto quanto um bom Reguengos de 1999. Ou uma Caili Minogue desnudada. Para mim é BOM na mesma. Estou-vos falando dos Cachecois de Clubes na parte traseira das viaturas-auto-próprias que percorrem as ruas das nossas povoações.
Junto ao vidro traseiro, é ve-los estendidos a reflectir para o mais distraído do transeunte. A grande maioria é do FCP. Talvez devido aos recentes exitos deste clube de provincia, o alvo habitual da inveja dos mediocres. Mas é ver também do Boavista, do Sporting e do SLB, do Milheiroense, do Manhouce e também já vi do Bermadães FC. Parece que andam em competição pelas ruas.
Mas a ideia é boa. Senão reparem. Aquela parte do carro, normalmente é muito propícia para acumular lixo, pó e outros degredos. Assim, para limpar essa zona dos estofos, nada melhor do que sacar o cachecol, dar uma abanadelas e o pó liberta-se no ar. Coloca-se de novo o "tapete" (virado já do outro lado, um esquema de rotatividade. Ou então pró lado que tem dado mais sorte ao clube ultimamente) e já tá pronto para mais umas viagens.
Há aqueles mais radicais. Colocam o cachecol no "tablier" da viatura para que os outros condutores se afastem quando reparam nos retrovisores que: "Ai vem mais um louco do futebol, logo louco na estrada". Uma espécie de ameaça. "Oube lá!! Ou sais da frente, oh murcão, ou chamo já os SD para te fazer um risco no carro!".
E há também os que continuam com das mais velhas tradições dos Verdadeiros: As mini-chuteiras do clube, penduradas no retrovisor. Quem já não teve umas??? Ahhhhh.... Que lindo biblot, amigos!
Um dia destes, falarei das garrafas de vinho do clube e das garrafas de cerveja clubísticas!!
Abraços Tintos!
Continuando a minha problemática de falar de coisas que não têm nada a ver com o título da posta, aqui vai um para contrariar.
De há uns tempos para cá, surgiu uma moda pela terras lusas, a qual aprecio, tanto quanto um bom Reguengos de 1999. Ou uma Caili Minogue desnudada. Para mim é BOM na mesma. Estou-vos falando dos Cachecois de Clubes na parte traseira das viaturas-auto-próprias que percorrem as ruas das nossas povoações.
Junto ao vidro traseiro, é ve-los estendidos a reflectir para o mais distraído do transeunte. A grande maioria é do FCP. Talvez devido aos recentes exitos deste clube de provincia, o alvo habitual da inveja dos mediocres. Mas é ver também do Boavista, do Sporting e do SLB, do Milheiroense, do Manhouce e também já vi do Bermadães FC. Parece que andam em competição pelas ruas.
Mas a ideia é boa. Senão reparem. Aquela parte do carro, normalmente é muito propícia para acumular lixo, pó e outros degredos. Assim, para limpar essa zona dos estofos, nada melhor do que sacar o cachecol, dar uma abanadelas e o pó liberta-se no ar. Coloca-se de novo o "tapete" (virado já do outro lado, um esquema de rotatividade. Ou então pró lado que tem dado mais sorte ao clube ultimamente) e já tá pronto para mais umas viagens.
Há aqueles mais radicais. Colocam o cachecol no "tablier" da viatura para que os outros condutores se afastem quando reparam nos retrovisores que: "Ai vem mais um louco do futebol, logo louco na estrada". Uma espécie de ameaça. "Oube lá!! Ou sais da frente, oh murcão, ou chamo já os SD para te fazer um risco no carro!".
E há também os que continuam com das mais velhas tradições dos Verdadeiros: As mini-chuteiras do clube, penduradas no retrovisor. Quem já não teve umas??? Ahhhhh.... Que lindo biblot, amigos!
Um dia destes, falarei das garrafas de vinho do clube e das garrafas de cerveja clubísticas!!
Abraços Tintos!
2004/01/14
Um bigode mete respeito
Carago, hoje estou tão contente que nem posso! Enquanto acordava (devagar que o trabalho não foge!) e ouvia as notícias no transistor lá saiu uma, no meio das pedófilas, que me faz ganhar a semana.
Ao contrário de certas mentes tacanhas na ilha de Malta que querem obrigar os taxistas a depilar os pelos do peito ou, pelo menos, andar com as camisas fechadas, a polícia indiana vai começar a pagar aos seus bravos rapazes para deixarem crescer o bigode! Sim, lestes bem, PA-GA-RE! Foi preciso vir um indiano, o chefe Mayank Jain, para ter uma ideia destas e passar à nossa frente numa arte em que somos, ou melhor éramos, os maiores. Ponham os olhos neste homem, porra! Segundo as palavras do próprio:
Ao contrário de certas mentes tacanhas na ilha de Malta que querem obrigar os taxistas a depilar os pelos do peito ou, pelo menos, andar com as camisas fechadas, a polícia indiana vai começar a pagar aos seus bravos rapazes para deixarem crescer o bigode! Sim, lestes bem, PA-GA-RE! Foi preciso vir um indiano, o chefe Mayank Jain, para ter uma ideia destas e passar à nossa frente numa arte em que somos, ou melhor éramos, os maiores. Ponham os olhos neste homem, porra! Segundo as palavras do próprio:
"Os bigodes estão a melhorar a personalidade dos nossos guardas. Eles estão a adquirir uma aura própria. Estão a criar uma imagem positiva na população local e a conquistar muito respeito."Ah pois é! Quem fala assim não é gago! Até me veio a lágrima ao canto do olho com a expressão "Estão a adquirir uma aura própria." É um poeta popular este chefe Jain. Mas não se fica por aqui o chefe. Este homem é um verdadeiro connaisseur da arte de deixar crescer um belo bigode. O chefe já se comprometeu em manter um olhar atento na forma dos bigodes de maneira a que não se tornem intimidatórios e tenham o efeito contrário sobre a população. Atentem nas suas palavras:
"É preciso tempo para manter um bigode condigno. Um bom bigode tem que fazer uma pequena curva perto do ângulo do lábio superior.""...pequena curva perto do ângulo do lábio superior..." Estou sem palavras... Daqui por muitos anos, qual Miguel Ângelo e a Capela Sistina, também o chefe Mayank Jain irá ser recordado como o maior artista renascentista da arte do bigode.
2004/01/11
Os Tapetes do Chão
Aaooooooouuuuuuu!!!
Irei começar esta minha rubrica de colocar um título que nada tem a ver com o conteúdo textual que vos irei apresentar. Já repararem que o vinho me subiu à cabeça depois de ter descido ao estômago...um dia falarei desta problemática.
Este ano, depois da consoada fui passar umas férias à vizinha Espanha e passei lá o ano... Os putos queriam ver a neve e lá fomos. Estavamos numa pensão, no meio da montanha. Quando chegamos estavam uns "portugas" a sair. Fixe!! Depois de 2 dias, chegaram mais uns. 3 casais, com 3 filhos cada um deles; ao todo 3*3 = 11 pessoas. "Nove esfora 2...tá certo". Que barulheira, meu Deus. Aquela malta não se calava. Não aguentamos e tivemos que vir embora, depois de ter dado dois chapos no puto mais novo que se recusava a sair do buraco de neve, onde o enterramos dois dias antes. O mais velho, ainda conseguiu arranjar uns euros, fazendo de boneco de neve, à entrada da pensão. Fugimos para uma cidade próxima e estavamos a sair da pensão para irmos ao Corte Inglês, e aparece a mesma seita à nossa frente.....Andavam atrás de nós.
Na serra, estavamos a tentar realizar as várias provas de equilibrio na neve, nomeadamente a descida de sku em acrobacias e também o "Vê se te seguras" em 2 fases.... Avançar...travar. No meio daquela espanholada toda ouvimos: "Oh Manel...tenha cuidado, viu??" Uma portuga a pedir atenção ao seu filhote de 10 anos. Família chique, nada de Verdadeira. "Oh Manel...veja lá se cai, tá". Quando o puto consolou-se de andar de sky sem problemas e a mão foi recordista em trambolhões, serra abaixo!!
Depois fomos para as verdadeiras pistas. Daquelas que descem a pique. Era só rir...sobretudo porque enquanto os espanholes não se ouviam falar, só conseguíamos discurtinar os sons dos Portugas:" Fujam" ...ou "Da-se!!"...Ah....esse DA-SE!!!!
Da-se pra isto...será que um gajo num pode ir de férias para lado nenhum??...É só portugueses em todo o lado.....A colonizar desta forma estes países, um dia regressaremos aos tempos da colonização!!!!
Abraços tintos!
Irei começar esta minha rubrica de colocar um título que nada tem a ver com o conteúdo textual que vos irei apresentar. Já repararem que o vinho me subiu à cabeça depois de ter descido ao estômago...um dia falarei desta problemática.
Este ano, depois da consoada fui passar umas férias à vizinha Espanha e passei lá o ano... Os putos queriam ver a neve e lá fomos. Estavamos numa pensão, no meio da montanha. Quando chegamos estavam uns "portugas" a sair. Fixe!! Depois de 2 dias, chegaram mais uns. 3 casais, com 3 filhos cada um deles; ao todo 3*3 = 11 pessoas. "Nove esfora 2...tá certo". Que barulheira, meu Deus. Aquela malta não se calava. Não aguentamos e tivemos que vir embora, depois de ter dado dois chapos no puto mais novo que se recusava a sair do buraco de neve, onde o enterramos dois dias antes. O mais velho, ainda conseguiu arranjar uns euros, fazendo de boneco de neve, à entrada da pensão. Fugimos para uma cidade próxima e estavamos a sair da pensão para irmos ao Corte Inglês, e aparece a mesma seita à nossa frente.....Andavam atrás de nós.
Na serra, estavamos a tentar realizar as várias provas de equilibrio na neve, nomeadamente a descida de sku em acrobacias e também o "Vê se te seguras" em 2 fases.... Avançar...travar. No meio daquela espanholada toda ouvimos: "Oh Manel...tenha cuidado, viu??" Uma portuga a pedir atenção ao seu filhote de 10 anos. Família chique, nada de Verdadeira. "Oh Manel...veja lá se cai, tá". Quando o puto consolou-se de andar de sky sem problemas e a mão foi recordista em trambolhões, serra abaixo!!
Depois fomos para as verdadeiras pistas. Daquelas que descem a pique. Era só rir...sobretudo porque enquanto os espanholes não se ouviam falar, só conseguíamos discurtinar os sons dos Portugas:" Fujam" ...ou "Da-se!!"...Ah....esse DA-SE!!!!
Da-se pra isto...será que um gajo num pode ir de férias para lado nenhum??...É só portugueses em todo o lado.....A colonizar desta forma estes países, um dia regressaremos aos tempos da colonização!!!!
Abraços tintos!
2004/01/10
Um Verdadeiro(?) e uma VerdadeirA em Portugal
Foi com curiosidade que aqui o Tóne, enquanto trincava uma patanisca na Tasca, viu pela televisão (um aparelho Radiola de 83) a primeira-dama do primeiro-damo Barroso a verter algumas lágrimas "em directo".
"Olha que porra!" - pensei eu. Então o povo já anda desanimado e ela vai chorar para a televisão? Para toda a gente ver? Para ficarmos mais deprimidos? DA-SE! Mas depois da terceira malga comecei a "raçocinar". Porque é que ela chorava?? Hipóteses:
1 - Nas ofertas do grupo coral de Travanca e de Armamar (que brindou o casal com as Janeiras) para além do salpicão e da morcela, havia um cesto com cebolas.
2 - As ofertas eram tão boas, que eram de comer e "chorar por mais".
3 - A senhora começou a recordar a infância, olhou para o marido e... chorou (como os portugueses a compreendem).
4 - Entrou-lhe um cisco no olho (motivo muito "batido").
5 - Lembrou-se que o marido tinha cancelado a viagem de 50 dias pela Nova Zelândia e teria de os passar com ele. (Da-se! Até eu chorava!)
Apesar das críticas, o primeiro-ministro redimiu-se ao prometer que, e passo a citar, "vamos alcançar resultados bons, vamos criar um melhor futuro para os jovens, para a agricultura e para o vinho". Disse ainda acreditar que a vinicultura é uma das áreas "com mais futuro" no país. Da-se! Isto sim são boas notícias!!! Qual emprego, qual recuperação económica! Que melhor forma de motivar o povo português do que dizer que "o futuro é o vinho" (citação adaptada). Cá para mim, estava-se a fazer ao voto! Ou pior, estava-se a fazer a sócio honorário do Popular Português. É que para além das afirmações, escolheu para sua esposa uma senhora chamada Margarida de Sousa Uva! Uva!
Mas esperem... Ora o vinho vem da Uva, logo o futuro do país está dependente da mulher dele... que chora na televisão - Foda-se! Por esta ordem de ideias afinal estamos lixados!
Estou deprimido outra vez! Vou ao Quinquilhas malhar mais uns príncipes...
"Rais ma parta... não tenho sorte nenhuma na vida!"
"Olha que porra!" - pensei eu. Então o povo já anda desanimado e ela vai chorar para a televisão? Para toda a gente ver? Para ficarmos mais deprimidos? DA-SE! Mas depois da terceira malga comecei a "raçocinar". Porque é que ela chorava?? Hipóteses:
1 - Nas ofertas do grupo coral de Travanca e de Armamar (que brindou o casal com as Janeiras) para além do salpicão e da morcela, havia um cesto com cebolas.
2 - As ofertas eram tão boas, que eram de comer e "chorar por mais".
3 - A senhora começou a recordar a infância, olhou para o marido e... chorou (como os portugueses a compreendem).
4 - Entrou-lhe um cisco no olho (motivo muito "batido").
5 - Lembrou-se que o marido tinha cancelado a viagem de 50 dias pela Nova Zelândia e teria de os passar com ele. (Da-se! Até eu chorava!)
Apesar das críticas, o primeiro-ministro redimiu-se ao prometer que, e passo a citar, "vamos alcançar resultados bons, vamos criar um melhor futuro para os jovens, para a agricultura e para o vinho". Disse ainda acreditar que a vinicultura é uma das áreas "com mais futuro" no país. Da-se! Isto sim são boas notícias!!! Qual emprego, qual recuperação económica! Que melhor forma de motivar o povo português do que dizer que "o futuro é o vinho" (citação adaptada). Cá para mim, estava-se a fazer ao voto! Ou pior, estava-se a fazer a sócio honorário do Popular Português. É que para além das afirmações, escolheu para sua esposa uma senhora chamada Margarida de Sousa Uva! Uva!
Mas esperem... Ora o vinho vem da Uva, logo o futuro do país está dependente da mulher dele... que chora na televisão - Foda-se! Por esta ordem de ideias afinal estamos lixados!
Estou deprimido outra vez! Vou ao Quinquilhas malhar mais uns príncipes...
"Rais ma parta... não tenho sorte nenhuma na vida!"
2004/01/08
Anadia, com uma excelente iniciativa...
Anadia promove Feira do Vinho
Como forma de atrair os turistas que se deslocam a Portugal para o Euro/2004, Anadia vai avançar com um certame dedicado ao Vinho e à Vinha, justamente no mês da realização dos jogos. A iniciativa decorre num espaço privilegiado da vila, onde não faltará um écran gigante, para acompanhar os jogos, ao mesmo tempo que se saboreiam os néctares e o famoso Leitão da Bairrada.
...
http://www.diarioaveiro.pt/5083.htm
in, Diario de Aveiro de 08 de Janeiro de 2004, www.diarioaveiro.pt
É bom verificar que algumas pessoas ainda sabem conciliar algumas coisas na vida:
Leitão
Binho
Futebol
As letonias (gaijas da Letónia)
Já me estou a ver com o resto dos PP's, a malhar em Anadia em Julho.
Nem sei de que partido, é o Presidente da Camara de Anadia...mas este ômme, devia ser presidente da republica.
Inte...
Neca.
Como forma de atrair os turistas que se deslocam a Portugal para o Euro/2004, Anadia vai avançar com um certame dedicado ao Vinho e à Vinha, justamente no mês da realização dos jogos. A iniciativa decorre num espaço privilegiado da vila, onde não faltará um écran gigante, para acompanhar os jogos, ao mesmo tempo que se saboreiam os néctares e o famoso Leitão da Bairrada.
...
http://www.diarioaveiro.pt/5083.htm
in, Diario de Aveiro de 08 de Janeiro de 2004, www.diarioaveiro.pt
É bom verificar que algumas pessoas ainda sabem conciliar algumas coisas na vida:
Leitão
Binho
Futebol
As letonias (gaijas da Letónia)
Já me estou a ver com o resto dos PP's, a malhar em Anadia em Julho.
Nem sei de que partido, é o Presidente da Camara de Anadia...mas este ômme, devia ser presidente da republica.
Inte...
Neca.
2004/01/07
O Bingo
Ora viva e Bom Ano Novo meus amigos! Pois é, mais um ano que começa e lá voltamos nós às postas de bacalhau como convém. E desta vez até vos vou falar de uma actividade tipicamente de Ano Novo: jogar o bingo! Cá o Nel é um ferveroso adepto do jogo do bingo a feijões pela noite de Ano Novo fora mas desta vez cansei-me dos feijões e decidi dar um pulinho ao Bingo do SC Braga para destrocar umas notas de Euro.
Confesso que estava um bocado receoso. Há uns anos atrás o bingo era numa zona de fama duvidosa da cidade onde até havia meninas trabalhadoras liberais (das que não passam recibo) ali mesmo ao lado. Ir ao bingo era coisa de home, porra! Infelizmente o bingo mudou-se há uns tempos para o centro da cidade num shopping abichanado rebaptizado de "Galerias do Bingo". Coisa de roto!
Ainda receoso do que poderia encontrar, lá me dirigi mais uns compinchas no fim-de-semana passado. Então, tal qual caverna do Ali Babá e dos Quarenta Ladrões a desvendar os seus tesouros, um achado popular (um verdadeiro tesouro nacional atrevo-me a dizer!), ali à frente dos meus olhos revelou-se o novo e magnífico bingo do SC Braga em tudo igual, aparentemente, ao antigo: o mesmo ar poluído de tabaco e os jogadores habituais de t-shirt branca, casaco de cabedal preto e fio de ouro.
No entanto, não deixava de me assaltar o pensamento a ideia de que o abichanado sítio tivesse de alguma forma moderado os comportamentos populares portugueses dos jogadores. Já sentado e a preparar-me para comprar uns cartões lá foram uns populares das mesas ao lado pedindo umas cervejas para digerir melhor os cartões já gastos. Bom sinal mas ainda assim... Sentado numa mesa com os meus sócios e mais três convivas lá fomos jogando calmamente o nosso primeiro jogo.
"Linha!", sai de uma mesa lá do meio. O jogo continua, cá o Nel só com dois ou três números assinalados, e um "Bingo!" algures lá para um canto. No mesmo momento, um dos populares com quem dividíamos a mesa enfia valente murro na mesma e larga um sonoro: "Ah, foda-se! Filha duma granda puta!" para todas as mesas ouvirem. Depois, virando-se para nós: "Só me faltava uma, puta que a pariu!"
É bom saber que certas coisas nunca mudam.
Confesso que estava um bocado receoso. Há uns anos atrás o bingo era numa zona de fama duvidosa da cidade onde até havia meninas trabalhadoras liberais (das que não passam recibo) ali mesmo ao lado. Ir ao bingo era coisa de home, porra! Infelizmente o bingo mudou-se há uns tempos para o centro da cidade num shopping abichanado rebaptizado de "Galerias do Bingo". Coisa de roto!
Ainda receoso do que poderia encontrar, lá me dirigi mais uns compinchas no fim-de-semana passado. Então, tal qual caverna do Ali Babá e dos Quarenta Ladrões a desvendar os seus tesouros, um achado popular (um verdadeiro tesouro nacional atrevo-me a dizer!), ali à frente dos meus olhos revelou-se o novo e magnífico bingo do SC Braga em tudo igual, aparentemente, ao antigo: o mesmo ar poluído de tabaco e os jogadores habituais de t-shirt branca, casaco de cabedal preto e fio de ouro.
No entanto, não deixava de me assaltar o pensamento a ideia de que o abichanado sítio tivesse de alguma forma moderado os comportamentos populares portugueses dos jogadores. Já sentado e a preparar-me para comprar uns cartões lá foram uns populares das mesas ao lado pedindo umas cervejas para digerir melhor os cartões já gastos. Bom sinal mas ainda assim... Sentado numa mesa com os meus sócios e mais três convivas lá fomos jogando calmamente o nosso primeiro jogo.
"Linha!", sai de uma mesa lá do meio. O jogo continua, cá o Nel só com dois ou três números assinalados, e um "Bingo!" algures lá para um canto. No mesmo momento, um dos populares com quem dividíamos a mesa enfia valente murro na mesma e larga um sonoro: "Ah, foda-se! Filha duma granda puta!" para todas as mesas ouvirem. Depois, virando-se para nós: "Só me faltava uma, puta que a pariu!"
É bom saber que certas coisas nunca mudam.
2004/01/06
A primeira posta de 2004
Cabe ao NECA, a estreia em postas no ano de 2004. Ano magnifico do euro 2004 (que suspeito vai ser um fiasco para os afilhados do Scolari!), ano do processo Casa Pia e das criancinhas, ano de afirmação dos Tigres do Zêzere.
Mas colegas de vinho, não pensei que é só coisas boas. É um ano também de merda, isto porque os feriados decidiram tramar a classe operária (Avante Camarada, Avante!). Temos mais 8 dias de trabalho este ano, como se diz na tasca do Quinquilhas, DA-SE, só exploram a classe trabalhadora.
Deixo os meus botos, para 2004.
Boto no Derlei, para Ninja do Ano.
Boto no Bush, para palhaço do Ano.
Boto na Luna, para gata do Ano.
Boto no Caldo Berde, para melhor prato português do Ano.
Boto nos meus amigos, para melhores amigos do mundo.
Boto nos Populares Portugueses, para melhores conservadores da mística de ser português e melhores acrobatas na arte do sexo.
Boto num bom ano de 2004, para todos.
Neca, o botador.
Mas colegas de vinho, não pensei que é só coisas boas. É um ano também de merda, isto porque os feriados decidiram tramar a classe operária (Avante Camarada, Avante!). Temos mais 8 dias de trabalho este ano, como se diz na tasca do Quinquilhas, DA-SE, só exploram a classe trabalhadora.
Deixo os meus botos, para 2004.
Boto no Derlei, para Ninja do Ano.
Boto no Bush, para palhaço do Ano.
Boto na Luna, para gata do Ano.
Boto no Caldo Berde, para melhor prato português do Ano.
Boto nos meus amigos, para melhores amigos do mundo.
Boto nos Populares Portugueses, para melhores conservadores da mística de ser português e melhores acrobatas na arte do sexo.
Boto num bom ano de 2004, para todos.
Neca, o botador.
2003/12/30
Aviso para o ano novo
Caríssimos, deixo-vos aqui um pequeno aviso.
Amanhã é o dia da passagem de ano (ou a noite da passagem de ano). Neste dia, e por volta da meia-noite, hà muito quem goste de soltar a cortiça das garrafas dessa bebida bichona que é o chaumpânhe. É bebida de rôto. Ponto final. As "borbulhinhas" dizem tudo! A única vantagem delas é ajudarem o pessoal a formar as "bombas silenciosas" (se calhar é este o truque do Nel).
Assim sendo, juntem-se a mim e amanhã à meia noite abram a (sétima) garrafa de tinto!
Um 2004 cheio de petiscos e tinto para todos!
Em vez de "tchim, tchim" façam "Hip! Hip! Uva!"!
Amanhã é o dia da passagem de ano (ou a noite da passagem de ano). Neste dia, e por volta da meia-noite, hà muito quem goste de soltar a cortiça das garrafas dessa bebida bichona que é o chaumpânhe. É bebida de rôto. Ponto final. As "borbulhinhas" dizem tudo! A única vantagem delas é ajudarem o pessoal a formar as "bombas silenciosas" (se calhar é este o truque do Nel).
Assim sendo, juntem-se a mim e amanhã à meia noite abram a (sétima) garrafa de tinto!
Um 2004 cheio de petiscos e tinto para todos!
Em vez de "tchim, tchim" façam "Hip! Hip! Uva!"!
2003/12/28
Quadra rapideira
Já passou o Natal,
Recebi muitos presentes,
Mas do que gostei mais,
Foi das passas no meio dos dentes.
Estivemos todos reunidos,
Que alegria tão grande!
Agora vamo-nos juntar de novo...
Quereis que vos diga quande?
"Quande" - já disse.
Recebi muitos presentes,
Mas do que gostei mais,
Foi das passas no meio dos dentes.
Estivemos todos reunidos,
Que alegria tão grande!
Agora vamo-nos juntar de novo...
Quereis que vos diga quande?
"Quande" - já disse.
2003/12/24
Natal
Aaooooouuuuuuu
Estamos no Natal. Hoje é dia de consoada!
A Maria já foi ao galinheiro, para apanhar o pito mais gorducho que lá havia. Coitado do pito. Mal ele sabe que logo à noite vai estar cá no bucho a jogar umas cartas com o bacalhau!
A Maria faz um arroz de frango , daqueles.... Os miúdos estufadinhos...ui... Os miudos do frango, claro.
Na mesa de consoada, temos sempre um arroz de frango, bacalhau cozido com batatas e um vinho. Enquanto a Maria depenava o pito, fui à Tasca e pedi ao Quinquilhas uma "botelha" do seu melhor vinho. Uma colheita de 1999, do Ti Bairros, que me custou (imaginem lá) a módica quantia de 2,80€. Mas também estamos no Natal e a família merece do melhor.
No caminho parei numa loja do euro-e-meio. Comprei uma brincadeira pró puto..ele vai gostar. Queria uma máquina de cálcular para ir prá escola, mas eu já o fui avisando que ele pode muito bem ir a pé. Comprei-lhe uma daquelas coisas de plástico, onde podemos colocar o detergente com água. depois tem uma argola onde a gente assopra e sai bolas de sabão. Um fenómeno...o que estes cientistas inventam hoje em dia. A minha mulher comprou-lhe dois pares de meias brancas...ahhhhh...mas desta ves não tem raquetes. Tem as palavras "SPORT".
Tudo iria correr bem, se não fossem os meus sogros irem consoar lá em casa. Da-se!! O que vale é que o vinho que trouxe, vai pôr a velha logo bêbada. Aquilo é pinga valente. A única maneira de a aturar é emborrachá-la. Começa a cantar sozinha e em frente à lareira peida-se como gente grande....Uma risota. Serve para animar o nosso querido Natal.
Bom.... Depois contarei o rescaldo destes dias Natalícios.
Bom Natal a Todos...com muitas prendas, especialmente se forem de beber.
Bem-Haja!!!!
Estamos no Natal. Hoje é dia de consoada!
A Maria já foi ao galinheiro, para apanhar o pito mais gorducho que lá havia. Coitado do pito. Mal ele sabe que logo à noite vai estar cá no bucho a jogar umas cartas com o bacalhau!
A Maria faz um arroz de frango , daqueles.... Os miúdos estufadinhos...ui... Os miudos do frango, claro.
Na mesa de consoada, temos sempre um arroz de frango, bacalhau cozido com batatas e um vinho. Enquanto a Maria depenava o pito, fui à Tasca e pedi ao Quinquilhas uma "botelha" do seu melhor vinho. Uma colheita de 1999, do Ti Bairros, que me custou (imaginem lá) a módica quantia de 2,80€. Mas também estamos no Natal e a família merece do melhor.
No caminho parei numa loja do euro-e-meio. Comprei uma brincadeira pró puto..ele vai gostar. Queria uma máquina de cálcular para ir prá escola, mas eu já o fui avisando que ele pode muito bem ir a pé. Comprei-lhe uma daquelas coisas de plástico, onde podemos colocar o detergente com água. depois tem uma argola onde a gente assopra e sai bolas de sabão. Um fenómeno...o que estes cientistas inventam hoje em dia. A minha mulher comprou-lhe dois pares de meias brancas...ahhhhh...mas desta ves não tem raquetes. Tem as palavras "SPORT".
Tudo iria correr bem, se não fossem os meus sogros irem consoar lá em casa. Da-se!! O que vale é que o vinho que trouxe, vai pôr a velha logo bêbada. Aquilo é pinga valente. A única maneira de a aturar é emborrachá-la. Começa a cantar sozinha e em frente à lareira peida-se como gente grande....Uma risota. Serve para animar o nosso querido Natal.
Bom.... Depois contarei o rescaldo destes dias Natalícios.
Bom Natal a Todos...com muitas prendas, especialmente se forem de beber.
Bem-Haja!!!!
2003/12/23
Só peço a Deus que me dê um Bom Natal
Só peço a Deus que me dê um Bom Natal
Só peço a Deus que me dê Natal Feliz
Só peço a Deus que para a próxima que eu possa,
Passar o Natal, passar o Natal no meu país.
Artista popular português desconhecido
2003/12/22
Um Verdadeiro na Lapónia!
É de mais um Verdadeiro a história que vos venho contar.
Verdadeiro porquê? - podeis perguntar. E eu digo-vos porquê:
Estamos numa época em que se costumam dar coisas. Por isso, Quinquilhas, vê lá se ofereces uns copos à malta!
Boas festas para todos, regadas com tinto!
PS: Só ainda não percebo porque é que as pessoas gostam tanto do Pai Natal por ele deixar prendas... O meu cão deixa-me presentes todos os dias no quintal e eu não gosto mais dele por isso...
Verdadeiro porquê? - podeis perguntar. E eu digo-vos porquê:
- Tem uma barriga que impõe respeito! Muita isca e muita broa com chouriço estarão alojadas naquela pança!
- Mais do que bigode, tem barba! Isso traduz-se em muito mais sítio para deixar o molho das moelas ou as migalhas do pão
- Anda sempre com a mesma roupa (a côr é que deixa um bocado a desejar... ou é de um clube de segunda e da 2ª... circular, ou é amigo do "camarada" Cassete Cunhal)
- Anda sempre de um lado para o outro, procurando tascas onde possa saciar a fome e a sede
- Carrega sempre a merenda no seu saco. Imagino... deve estar cheio de sandes de presunto, bola de carne, queijo e torresmos
- Consta que o nome dele vem de "Nicolau" e diga-se que "Nico" é um nome "à Verdadeiro"
- Finalmente, "a cereja no topo", tem nariz de pinga, ninguém pode negar. Aquele nariz grande e vermelho (algumas semelhanças com Rodolfo - a rena gay - são pura coincidência) não engana! É de pinga! Conheço muitos assim!
Estamos numa época em que se costumam dar coisas. Por isso, Quinquilhas, vê lá se ofereces uns copos à malta!
Boas festas para todos, regadas com tinto!
PS: Só ainda não percebo porque é que as pessoas gostam tanto do Pai Natal por ele deixar prendas... O meu cão deixa-me presentes todos os dias no quintal e eu não gosto mais dele por isso...
2003/12/16
Poema de Inverno (encore)
Aaooooouuuuuuu
Neste dia de Inverno
Queria escrever um "pouste"
Mas o Tóne feito esperto
"Antecipouste"
Agora para matar o frio
Bebo um copito do vinho
E deixo as ideias de lado
Ali...naquele cantinho.
Da-se lá pro frio
Não para de aparecer
Oh Neca, ajuda a malta
E peida-te para aquecer!
E tu Nando das Pitas
Bais levar uma "abada"
Quando te meteres na lerpa
Aqui com o resto da cambada
Oh Nel das Fisgas
Meu ganda caralho,
'Cando é que me trazes o garrafão
Pra eu levar pró trabalho?
Do frio não reza a história
Se o Tó se embebedar
Pois a tasca fica bem quente
Com o bafo que deixa no ar
Cheira a vinho no ar
Esse cheiro tão chique
Brruuup...ai que não posso
Tou bêbado....hic...
Corro lá pra fora
Faço uma mijinha num carro
Hic...entro e peço
Brruuppp...mais vinho no jarro.
Despeço-me com amizade
E prometo cá voltar
Pra mandar mais uns bitaites
Ou uns poemas declarar
Meus amigos....até mais "bere"
Hermenegildo Baptista - poeta popular, reconhecido em terras do Cambojda, Vietname e Estados Unidos, onde foi missionário do vinho verde. Congregado neste último país, com a gran rolha do Texas, em 2003, sucedendo ao Tri Campeão Mundial do vinho - George W. Bush, herdeiro de um tradição de pais. Segundo prémio para a "Bochecha mais corada", atrás do GWB, no festival do tintol em Monte Guateu de Cima, Biseu. Medalha de Prata nos Jogos Olimpicos do Gargalo de 2002, na prova do vinho a martelo, atrás também do GWB. Da-se pró gajo!!!
Neste dia de Inverno
Queria escrever um "pouste"
Mas o Tóne feito esperto
"Antecipouste"
Agora para matar o frio
Bebo um copito do vinho
E deixo as ideias de lado
Ali...naquele cantinho.
Da-se lá pro frio
Não para de aparecer
Oh Neca, ajuda a malta
E peida-te para aquecer!
E tu Nando das Pitas
Bais levar uma "abada"
Quando te meteres na lerpa
Aqui com o resto da cambada
Oh Nel das Fisgas
Meu ganda caralho,
'Cando é que me trazes o garrafão
Pra eu levar pró trabalho?
Do frio não reza a história
Se o Tó se embebedar
Pois a tasca fica bem quente
Com o bafo que deixa no ar
Cheira a vinho no ar
Esse cheiro tão chique
Brruuup...ai que não posso
Tou bêbado....hic...
Corro lá pra fora
Faço uma mijinha num carro
Hic...entro e peço
Brruuppp...mais vinho no jarro.
Despeço-me com amizade
E prometo cá voltar
Pra mandar mais uns bitaites
Ou uns poemas declarar
Meus amigos....até mais "bere"
Hermenegildo Baptista - poeta popular, reconhecido em terras do Cambojda, Vietname e Estados Unidos, onde foi missionário do vinho verde. Congregado neste último país, com a gran rolha do Texas, em 2003, sucedendo ao Tri Campeão Mundial do vinho - George W. Bush, herdeiro de um tradição de pais. Segundo prémio para a "Bochecha mais corada", atrás do GWB, no festival do tintol em Monte Guateu de Cima, Biseu. Medalha de Prata nos Jogos Olimpicos do Gargalo de 2002, na prova do vinho a martelo, atrás também do GWB. Da-se pró gajo!!!
Um Verdadeiro no Iraque
Anda nas bocas do Mundo!
Não falo do pão com bifana e molho picante, mas sim do Sá Dáme Ússeine.
Falo também da perseguição que foi preparada pelos amaricanos (que de "bom" - relativo - têm o vinho, e pouco mais)!
Eles, que pretendem inundar o Mundo com comidas do Demo, aquelas a que chamam fáste-fude (o nome é adequado - aquilo "fude" mesmo o estomâgo a um gaijo)! Eles que andam a encher o nosso Planeta com cadeias dessas comidas modernas, que só provocaram cáries ao miúdos (sai mais um prato de miúdos, Quinquilhas!) e úlceras aos adultos.
Passo a explicar: o Bush e os seus camaradas armaram uma cilada ao Sá para o apanharem. Desculpa utilizada: armas químicas. Método: Apanhada. Motivo real: Enfiarem-lhe um hamburguer do McDonáldes pela goela abaixo.
Não estavam a contar é que a comunidade de Verdadeiros não se deixa intimidar (ficar intímo) por esses fachonos que se dizem sobrinhos de um tal Sam. Ora esse Tio Sam não podia ter tantos sobrinhos, por isso isto não passa tudo de uma cegada!
Voltando ao Iraque... Os amaricanos apanham o Sá. Ele que como verdadeiro Verdadeiro tinha o seu bigode bem "montado", nariz de "pinga" e frequentava as melhores tascas ("Quinquilhas Oil" e tantas outras). Para ver se ele tinha estado na tasca puseram-se logo a inspeccionar-lhe a boca, com lanterna e tudo, procurando restos de coirato, pataniscas ou polvo com molho verde! - Todo o Mundo viu, que eles fizeram questão de transmitir em tudo o que era televisão!
Perante isto, eu digo: "Sá! Se precisares de alguma coisa, avisa pá! A malta do PP já tratou de te enviar um contentor cheio de pataniscas, moelas e chamuças! Que te façam bom proveito!!!".
Amaricanos, começa aqui o nosso embargo aos vossos "alimentos"!
Uma patanisca ressentida para todos.
PS1: Até o nome dele é de verdadeiro. SA dáme Ússeine. SAÚ - fazendo lembrar esse portento da música popular portuguesa que é o pequeno SAÚL.
PS2: Ele armas químicas tem, de facto. Mas depois de malhar cinco malgas de tinto e comer um feijoada "à moda do Quinqas" quem é que não se transforma numa verdadeira arma química. O Nando e o Neca que o digam. Da-se!
Não falo do pão com bifana e molho picante, mas sim do Sá Dáme Ússeine.
Falo também da perseguição que foi preparada pelos amaricanos (que de "bom" - relativo - têm o vinho, e pouco mais)!
Eles, que pretendem inundar o Mundo com comidas do Demo, aquelas a que chamam fáste-fude (o nome é adequado - aquilo "fude" mesmo o estomâgo a um gaijo)! Eles que andam a encher o nosso Planeta com cadeias dessas comidas modernas, que só provocaram cáries ao miúdos (sai mais um prato de miúdos, Quinquilhas!) e úlceras aos adultos.
Passo a explicar: o Bush e os seus camaradas armaram uma cilada ao Sá para o apanharem. Desculpa utilizada: armas químicas. Método: Apanhada. Motivo real: Enfiarem-lhe um hamburguer do McDonáldes pela goela abaixo.
Não estavam a contar é que a comunidade de Verdadeiros não se deixa intimidar (ficar intímo) por esses fachonos que se dizem sobrinhos de um tal Sam. Ora esse Tio Sam não podia ter tantos sobrinhos, por isso isto não passa tudo de uma cegada!
Voltando ao Iraque... Os amaricanos apanham o Sá. Ele que como verdadeiro Verdadeiro tinha o seu bigode bem "montado", nariz de "pinga" e frequentava as melhores tascas ("Quinquilhas Oil" e tantas outras). Para ver se ele tinha estado na tasca puseram-se logo a inspeccionar-lhe a boca, com lanterna e tudo, procurando restos de coirato, pataniscas ou polvo com molho verde! - Todo o Mundo viu, que eles fizeram questão de transmitir em tudo o que era televisão!
Perante isto, eu digo: "Sá! Se precisares de alguma coisa, avisa pá! A malta do PP já tratou de te enviar um contentor cheio de pataniscas, moelas e chamuças! Que te façam bom proveito!!!".
Amaricanos, começa aqui o nosso embargo aos vossos "alimentos"!
Uma patanisca ressentida para todos.
PS1: Até o nome dele é de verdadeiro. SA dáme Ússeine. SAÚ - fazendo lembrar esse portento da música popular portuguesa que é o pequeno SAÚL.
PS2: Ele armas químicas tem, de facto. Mas depois de malhar cinco malgas de tinto e comer um feijoada "à moda do Quinqas" quem é que não se transforma numa verdadeira arma química. O Nando e o Neca que o digam. Da-se!
2003/12/11
Poema de Natal
Aaoooouuuuuuu
Nesta época de Natal
Gosto de receber prendas
Como garrafões de vinho
Pra levar para as merendas.
P.S. Se pretendes ler os poemas da série "Poema de Inverno" tens ler os posts antigos.
P.S.1. Também posso enviar-te um fascículo com os mesmos....
Nesta época de Natal
Gosto de receber prendas
Como garrafões de vinho
Pra levar para as merendas.
P.S. Se pretendes ler os poemas da série "Poema de Inverno" tens ler os posts antigos.
P.S.1. Também posso enviar-te um fascículo com os mesmos....
Profissões do meu país - Corretor
Ora pois, cá estamos de volta com mais uma profissão popular portuguesa e desta vez para falar dos corretores. Não, não são essas importações americanas abichanadas de fato e gravata que compram e vendem papéis na bolsa mas sim outro tipo completamente diferente de corretor.
É com grande prazer que registo que os dicionários de português ainda definem "corretor" com o significado da profissão popular a si associada:
Mas os tempos são outros e os visitantes na Guarda diminuem todos os anos. Muitos dos estabelecimentos para os quais o Lamegal encaminhava os visitantes já despareceram e com eles deseparecerá em breve o último corretor da Guarda. Com ele cairá também no esquecimento a sua frase que lança como isco: "Precisa de um restaurante para almoçar?"
É com grande prazer que registo que os dicionários de português ainda definem "corretor" com o significado da profissão popular a si associada:
corretor do Lat. curatore (?) s. m. [...] aquele que angaria fregueses para hotéis, à chegada dos comboios, dos navios ou outros meios de transporte; [...]E é exactamente de um desses que vos venho falar hoje: José Lamegal, 49 anos, corretor no centro da Guarda desde o Verão de 1969. O "Lamegal", como é popularmente conhecido, é uma figura emblemática da Praça Velha onde angaria clientes para vários estabelecimentos turísticos da cidade. É muitas vezes confundido com taxista, cauteleiro ou até mesmo arrumador de carros. Não se incomoda e assume a sua profissão com orgulho, afinco e educação.
Mas os tempos são outros e os visitantes na Guarda diminuem todos os anos. Muitos dos estabelecimentos para os quais o Lamegal encaminhava os visitantes já despareceram e com eles deseparecerá em breve o último corretor da Guarda. Com ele cairá também no esquecimento a sua frase que lança como isco: "Precisa de um restaurante para almoçar?"
2003/12/04
Vamos mudar, carago!
Pessoal! Já temos uma tasca nova. Agora já podeis ir até ao novo Popular Português em www.popularportugues.com. Enquanto ainda fazemos as obras no nosso novo establecimento as postas de bacalhau continuam a sair regularmente aqui. Quando sairmos de vez a gente deixa um aviso na porta.
Obrigados.
Obrigados.
2003/12/03
Cheirinho a lenha queimada...
O inverno tem destas coisas... Mal chega o frio, começamos a vestir as ceroulas, três meias dentro das botas de biqueira de aço.. .e começamos a sentir o cheirinho da lenha queimada. As chaminés fumegam, queima-se eucalipto, carvalho, castanheiro, contas da luz, da água, do gás, etc. Por cada ruela, beco e estrada sem saída, lá está uma chaminé a fumegar o aroma... que faz também lembrar o Natal. Ora aí, vem outro assunto a minha massa cinzenta... Natal! Esta época magnifica, em que sentimos a tesura que vai na carteira do Popular Português (PP). É um acto de inteligência conseguir com o mísero orçamento de meia dúzia de €'s oferecer uma prendinha para o sapatinho. Acham que mais algum país da Comunidade Europeia oferece meias e cuecas como nós?!? Nada disso... e não, pelo facto de sermos um país de cagões (Tóne e Nando, ah pois é! Porque estes nem mudam muito de cuecas), é sim que as cuecas/ezslipis e meias compradas ao Lelo, na feira dos 28...são 3 a 5 €. Essa é que é.
Voltando, aos cagões (Tóne e Nando, ah pois é! Os que não mudam muito de ezslipis) não existe nada melhor do que coçar as partes baixas, em frente da lareira...com a castanhinha a assar, e a caneca de jeropiga atestada.
Bem é melhor, parar por aqui...que já parou de chover e vou voltar para a massa, para o viaduto. Está um frio de rachar, e o co$% do encarregado (o Arrebitado) já está a pressionar de novo.
É verdade, a próxima posta de pescada é sobre o Arrebitado, e o poder do encarregado nas obras!
Papas de sarrabulho e tinto maduro da casa, para todos...
Neca
Voltando, aos cagões (Tóne e Nando, ah pois é! Os que não mudam muito de ezslipis) não existe nada melhor do que coçar as partes baixas, em frente da lareira...com a castanhinha a assar, e a caneca de jeropiga atestada.
Bem é melhor, parar por aqui...que já parou de chover e vou voltar para a massa, para o viaduto. Está um frio de rachar, e o co$% do encarregado (o Arrebitado) já está a pressionar de novo.
É verdade, a próxima posta de pescada é sobre o Arrebitado, e o poder do encarregado nas obras!
Papas de sarrabulho e tinto maduro da casa, para todos...
Neca
2003/11/29
Poema de Inverno 5
(7) Aaooooouuuuuuuuuuu
Neste dia de Inverno
Vou-vos ser muito franco
Prá aquecer bebo um copo
Seja tinto ou seja branco.
(7) "O Poeta Popular" - em Nadorenguês
Neste dia de Inverno
Vou-vos ser muito franco
Prá aquecer bebo um copo
Seja tinto ou seja branco.
(7) "O Poeta Popular" - em Nadorenguês
2003/11/28
Poema de Inverno 4
(6) Aaoooouuuuuuuuu
Neste dia de Inverno
Tou com frio nos colhões
Ninguém me manda sair à rua
De t'shirt e calções
(6) ...
Neste dia de Inverno
Tou com frio nos colhões
Ninguém me manda sair à rua
De t'shirt e calções
(6) ...
Pataniscas de bacalhau com arroz de feijão II
Hoje voltei lá mais uma vez para um arroz de polvo. Só mais um pormenor de classe que não podia deixar passar em branco. Enquanto passava os olhos pelo tintol em exposição lá estava ela: uma garrafa de tinto engarrafada pelo próprio popular (o da unhaca!) com a marca do establecimento. É classe!
2003/11/27
Pataniscas de bacalhau com arroz de feijão
Não amigos, não é de uma receita que vos vou falar hoje mas de outra coisa que ainda vos vai deixar a salivar mais da boca. Até porque salivar de outro sítio qualquer que não a boca é mais difícil. E daí... bem, adiante!
Se há coisa que eu não dispenso é um bom almoço regado por uma boa pinga servida à taça. E não vou cá nessas rotices de sandezinhas, saladinhas e nectarzinhos a fazer de conta que são refeições. Foi por isso com grande alegria que descobri cá em Braga um novo tasco para almoçar. Apesar de ficar num centro comercial e do aspecto abichanado percebi logo que se tratava de uma verdadeira casa de pasto à paisana.
A ementa típica é sempre composta por pratos bem populares portugueses:
Como bem popular que é, esta casa de pasto é uma operação familiar: o homem atende e socializa com a freguesia e a mulher trata da cozinha. E ora imaginem lá o aspecto da figura do popular. Se estão a pensar que tem farta bigodaça, fio de ouro ao pescoço, unhas encardidadas e unhaca do dedo mindinho só vos digo uma coisa: "Estão completamente certos!" Carago, há lá coisa melhor!
Quando, já depois do café com cheirinho, pagamos e ouvimos o inevitável "Obrigados." então aí, e se dúvidas ainda houvesse, ficamos definitivamente a saber que estamos mesmo no sítio certo.
Se há coisa que eu não dispenso é um bom almoço regado por uma boa pinga servida à taça. E não vou cá nessas rotices de sandezinhas, saladinhas e nectarzinhos a fazer de conta que são refeições. Foi por isso com grande alegria que descobri cá em Braga um novo tasco para almoçar. Apesar de ficar num centro comercial e do aspecto abichanado percebi logo que se tratava de uma verdadeira casa de pasto à paisana.
A ementa típica é sempre composta por pratos bem populares portugueses:
- Pataniscas de bacalhau com arroz de feijão;
- Dourada na brasa com arroz de grelos;
- Robalo grelhado com batata cozida e grelos;
- Petinga frita com feijão frade e arroz;
Como bem popular que é, esta casa de pasto é uma operação familiar: o homem atende e socializa com a freguesia e a mulher trata da cozinha. E ora imaginem lá o aspecto da figura do popular. Se estão a pensar que tem farta bigodaça, fio de ouro ao pescoço, unhas encardidadas e unhaca do dedo mindinho só vos digo uma coisa: "Estão completamente certos!" Carago, há lá coisa melhor!
Quando, já depois do café com cheirinho, pagamos e ouvimos o inevitável "Obrigados." então aí, e se dúvidas ainda houvesse, ficamos definitivamente a saber que estamos mesmo no sítio certo.
Poema de Inverno III
(5) Aaoooouuuuuu
Neste dia de Inverno
Está um frio de morrer
Bebo um copo de vinho
Nem que seja, prá aquecer
(5) Já sabem para que serve....
Neste dia de Inverno
Está um frio de morrer
Bebo um copo de vinho
Nem que seja, prá aquecer
(5) Já sabem para que serve....
2003/11/26
Poema de Inverno 2
(5) Aaoooouuuuuuuu
Bebo um copo de vinho
Antes de ir para o trabalho
Neste dia de Inverno
Com um frio do caralho
(5) Forma de cumprimentar a malta
Bebo um copo de vinho
Antes de ir para o trabalho
Neste dia de Inverno
Com um frio do caralho
(5) Forma de cumprimentar a malta
2003/11/25
"Azul e verde, escarro na parede."
Lembrei-me hoje deste enigmático provérbio. Nunca percebi muito bem (nem muito mal, não percebo é nada!) o que porra quer dizer mas o facto de ter "escarro" faz dele um concerteza um provérbio popular português. Há lá coisa mais popular do que ir pela rua fora, puxar meio pulmão e alguns brônquios de arrasto até ao nariz, mistura-los com a substância ranhosa nasal, envolver a garganta no complicado mas bem dominado exercício de passar o produto combinado até a boca e, depois de puxar bem a cabeça atrás, projectar tudo no chão do passeio com violência, precisão e de preferência a mais de 5 metros. Pontuação extra para o popular que depois de examinar o produto de tão intrincado exercício solta um sonoro: "DA-SE!!".
E lembrei-me eu disto a propósito de quê? Ia eu hoje pela rua fora, a pé, diga-se, que o motor do Fiat 128 voltou a berrar, quando vejo passar por mim um dos novos táxis portugueses da cor dos velhos! Então não é que os nossos táxis voltaram a ser verde escarro em cima de preto alcatrão?
"Ora aí está uma bela homenagem aos nossos nossos homens do volante!", pensei eu. A associação lógia é por demais evidente. Portugal/Taxi - Escarro/Alcatrão! Porque é que alguma vez mudamos sequer a cor, pergunto-me eu. É que... carago! Quem foi o abichanado que se lembrou de pintar os nossos taxis pilotados por bons pais de família, portadores de bigode e unhaca do mindinho de meter respeito de bege? Bege! Isso lá é cor sequer? E se é, é cor de José Castelo Branco, porra!
Hoje até vou a Flor dos Congregados beber uma malga em honra do iluminado que voltou a repor a dignidade aos nossos taxis.
E lembrei-me eu disto a propósito de quê? Ia eu hoje pela rua fora, a pé, diga-se, que o motor do Fiat 128 voltou a berrar, quando vejo passar por mim um dos novos táxis portugueses da cor dos velhos! Então não é que os nossos táxis voltaram a ser verde escarro em cima de preto alcatrão?
"Ora aí está uma bela homenagem aos nossos nossos homens do volante!", pensei eu. A associação lógia é por demais evidente. Portugal/Taxi - Escarro/Alcatrão! Porque é que alguma vez mudamos sequer a cor, pergunto-me eu. É que... carago! Quem foi o abichanado que se lembrou de pintar os nossos taxis pilotados por bons pais de família, portadores de bigode e unhaca do mindinho de meter respeito de bege? Bege! Isso lá é cor sequer? E se é, é cor de José Castelo Branco, porra!
Hoje até vou a Flor dos Congregados beber uma malga em honra do iluminado que voltou a repor a dignidade aos nossos taxis.
Poema de Inverno
(4) Aaaoooouuuuuuuuuuu
Neste dia de Inverno
Está um frio de rachar
Vou beber um copo de tinto
Antes de começar a trabalhar.
(4) Forma de cumprimentar a malta
Neste dia de Inverno
Está um frio de rachar
Vou beber um copo de tinto
Antes de começar a trabalhar.
(4) Forma de cumprimentar a malta
2003/11/18
Lendas do Nosso Portugal Popular - III
Constituindo nome ímpar, Carrapichana, freguesia de Celourico da Beira, conta a tradição que deve o seu nome a uma senhora, chamada Ana, figura típica e conhecida pela Carrapichana e lugares circunvizinhos.
Conhecida pela sua voz aguda e forte de corpo, não se ficava atrás no que toca a beber. Sendo grande apreciadora de vinho, devorava de uma vez só, qualquer copo de vinho que lhe oferecessem.
Ao darem-lhe um copo de vinho a beber, os homens incentivavam-na dizendo:
- Escorropicha esse copo, Ana! (Escorropicha designa o acto de beber).
Com o correr do tempo a terra passou a designar-se Carrapichana, por via erudita de "Escarrapicha, Ana!", para designar a terra onde " Escarrapicha Ana!" um copo de vinho sem parar.
Num prédio da rua da Amoreira, encontra-se uma figura de pedra, que o povo chama Carrapichana, mulher que deu o nome à sua terra.
Escorropichadelas a todos!
PS: Pergunto-me qual a origem desta palavra... seria alguma dama (com problemas de dicção) em apuros a gritar: "Es'corro! Es'corro! Picha!"
Conhecida pela sua voz aguda e forte de corpo, não se ficava atrás no que toca a beber. Sendo grande apreciadora de vinho, devorava de uma vez só, qualquer copo de vinho que lhe oferecessem.
Ao darem-lhe um copo de vinho a beber, os homens incentivavam-na dizendo:
- Escorropicha esse copo, Ana! (Escorropicha designa o acto de beber).
Com o correr do tempo a terra passou a designar-se Carrapichana, por via erudita de "Escarrapicha, Ana!", para designar a terra onde " Escarrapicha Ana!" um copo de vinho sem parar.
Num prédio da rua da Amoreira, encontra-se uma figura de pedra, que o povo chama Carrapichana, mulher que deu o nome à sua terra.
Escorropichadelas a todos!
PS: Pergunto-me qual a origem desta palavra... seria alguma dama (com problemas de dicção) em apuros a gritar: "Es'corro! Es'corro! Picha!"
2003/11/16
Quem eu encontrei???
(3) Aaaoooouuuuuuuuuuuuuu
Imaginem quem eu encontrei!?!?!?!? O Ti Bairros!!!!...eheheheh é verdade.
Ônte fui ao Porto a uma consulta no hospital, por causa de umas hemorroidas e gases que me atormentam nesta época de castanha e vinho. Atão eram praí sete e pico...da tarde quando vou a passar naquela rua grande....os Alinhados, onde se fazem as festas de S. João no Porto. Umas vezes em Maio, outras em Junho e já vi em Julho.
Bom...ia a passar, como ia dizendo, e há lá um local com muitas camionetas. Tou eu a percorrer o paralelo da calçada, quando encostado a uma camioneta, está o Ti Bairros. Mão colada à viatura, boné na cabeça, gabardine pelos ombros e pernas semi-abertas. Dei por ela porque ele puxou uma daquelas suas "verdes" (que o tornaram penta campeão do atiranço da bisga, lá na Tasca do Nunes) e com o barulho do costume amanda-a pró chão. Paro. E qual é o meu espanto, vejo o Ti Bairros agarrado à mangueira pessoal, e a tentar lavar a camioneta, pela zona das rodas traseiras. Que quadro!
Por momentos não soube o que fazer, mas decidi apertar-lhe o bacalhau e aproveitei (que ainda tinha tempo para a carreira das sete e meia), para também eu, dar uma regadela na camioneta dos STCP, que ia partir naquele instante rumo à Avenida daquele clube de camisolas esquisitas.
E pronto...era só para saberem que, enquando libertávamos líquido e embelezávamos a calçada de verde, conversamos um bocado e fiquei a saber que está tudo bem com ele e com os seus.
Um bem haja pró Ti Bairros. Se me estiveres a ouvir, vai a um posto de Net e lê o que acabei de escrever.
Bisgas a todos!!!
(3) Foi como cumprimentei o Ti Bairros assim que o encontrei....
Imaginem quem eu encontrei!?!?!?!? O Ti Bairros!!!!...eheheheh é verdade.
Ônte fui ao Porto a uma consulta no hospital, por causa de umas hemorroidas e gases que me atormentam nesta época de castanha e vinho. Atão eram praí sete e pico...da tarde quando vou a passar naquela rua grande....os Alinhados, onde se fazem as festas de S. João no Porto. Umas vezes em Maio, outras em Junho e já vi em Julho.
Bom...ia a passar, como ia dizendo, e há lá um local com muitas camionetas. Tou eu a percorrer o paralelo da calçada, quando encostado a uma camioneta, está o Ti Bairros. Mão colada à viatura, boné na cabeça, gabardine pelos ombros e pernas semi-abertas. Dei por ela porque ele puxou uma daquelas suas "verdes" (que o tornaram penta campeão do atiranço da bisga, lá na Tasca do Nunes) e com o barulho do costume amanda-a pró chão. Paro. E qual é o meu espanto, vejo o Ti Bairros agarrado à mangueira pessoal, e a tentar lavar a camioneta, pela zona das rodas traseiras. Que quadro!
Por momentos não soube o que fazer, mas decidi apertar-lhe o bacalhau e aproveitei (que ainda tinha tempo para a carreira das sete e meia), para também eu, dar uma regadela na camioneta dos STCP, que ia partir naquele instante rumo à Avenida daquele clube de camisolas esquisitas.
E pronto...era só para saberem que, enquando libertávamos líquido e embelezávamos a calçada de verde, conversamos um bocado e fiquei a saber que está tudo bem com ele e com os seus.
Um bem haja pró Ti Bairros. Se me estiveres a ouvir, vai a um posto de Net e lê o que acabei de escrever.
Bisgas a todos!!!
(3) Foi como cumprimentei o Ti Bairros assim que o encontrei....
2003/11/12
"O saber é como a dobrada, ocupa lugar mas não é nada que uma malga de vinho não resolva."
Todos nós sabemos que a verdadeira cultura popular está a desaparecer a cada dia que passa... É verdade hoje em dia dá-se muito mais importância às coisas etéreas e superficiais do que ao saber dos anos feito e passado de avós para pais e de pais para filhos ao longo de muitas gerações.
Foi por isso que fiquei tão contente quando descobri a existência da Universidade Popular do Porto. E mais contente ainda fiquei quando descobri que eles tinham seminários como este. No entanto não posso deixar de reparar que esta oficina (muito má designação, oficina lembra trabalho e trabalho não tem nada a ver com cultura popular) aborda principalmente a teoria e a discussão de ideias e opiniões, o que, apesar de ser legítimo e necessário, não abrange os temas realmente importantes, como por exemplo:
E se mais ninguém pegar nestas ideias, não há problema. São temas que já ficam alinhavados para quando abrirmos a Universidade Popular Portuguesa !!!
Foi por isso que fiquei tão contente quando descobri a existência da Universidade Popular do Porto. E mais contente ainda fiquei quando descobri que eles tinham seminários como este. No entanto não posso deixar de reparar que esta oficina (muito má designação, oficina lembra trabalho e trabalho não tem nada a ver com cultura popular) aborda principalmente a teoria e a discussão de ideias e opiniões, o que, apesar de ser legítimo e necessário, não abrange os temas realmente importantes, como por exemplo:
- Do bacalhau até à patanisca - ciclo de vida
- Cozido à Portuguesa - confecção e deglutição
- A vinha e o vinho - castas, história e enfardanço
- Lendas e tradições do nosso Portugal Popular
- Vestimentas, estilo e teoria comportamental
- A casa e a tasca - diferenças e semelhanças
- Futebol, sueca e restantes jogos e entretenimentos
- O insulto e o piropo - diferenças estilísticas e casos práticos
E se mais ninguém pegar nestas ideias, não há problema. São temas que já ficam alinhavados para quando abrirmos a Universidade Popular Portuguesa !!!
2003/11/11
11 de Novembro, Dia de S. Martinho
Ora aqui está um daqueles dias que é mesmo popular português! Há lá coisa melhor do que um dia especialmente dedicado a uma actividade destas. Comer umas castanhas assadas empurradas pela goela abaixo pelo tinto da pipa (escondida, claro! que os nossos burocratas emproados já ilegalizaram mais esta prática saudável) da tasca dos Peões.
Mas há um significado mais profundo e religioso por trás deste dia. E não estou a falar do concurso de farpas depois das castanhas, considerado por alguns uma verdadeira experiência religiosa! Este até já perdeu o verdadeiro significado de competição desportiva desde que o Neca e o Nando sistematicamente ganham por desistência devido a intoxicação do resto do pessoal lá da tasca.
Do que eu estou a falar é da lenda de S. Martinho. Pois concerteza que já a deveis conhecer mas aqui fica este pequeno texto que encontrei no jornal "O Perdigoto" da Escola EB 2-3 de Castelo Branco:
Mas há um significado mais profundo e religioso por trás deste dia. E não estou a falar do concurso de farpas depois das castanhas, considerado por alguns uma verdadeira experiência religiosa! Este até já perdeu o verdadeiro significado de competição desportiva desde que o Neca e o Nando sistematicamente ganham por desistência devido a intoxicação do resto do pessoal lá da tasca.
Do que eu estou a falar é da lenda de S. Martinho. Pois concerteza que já a deveis conhecer mas aqui fica este pequeno texto que encontrei no jornal "O Perdigoto" da Escola EB 2-3 de Castelo Branco:
Antes de baptizado e convertido ao Cristianismo, S. Martinho foi na mocidade soldado das legiões do Imperador Juliano. Certo dia, sob o vendaval e a neve, equipado e armado, montado a cavalo, S. Martinho viu um mendigo seminu, tiritando de frio, estendendo para ele a sua pobre mão ossuda e congelada.Como não podia deixar de ser também encontrei uns provérbios de S. Martinho. Ora aqui vão uns bem populares portugueses.
O Santo parou o cavalo, tomou com caridade a mão desse abandonado e, em seguida, tomou da espada, cortou pelo meio a sua capa de agasalho, deu metade dela a esse miserável peregrino e, envolto na outra metade, sacudiu a rédea e prosseguiu através da tormenta, do vento e da neve.
Subitamente, porém, no caminho do soldado, a tempestade desfez-se, amainou o tufão e a geada, o céu descobriu instantaneamente, como por encanto, a sua profundi-dade límpida e azul, e um sol acariciante e resplandecente inundou a terra de alegria e vestiu de luz e calor esse cavaleiro caridoso.
Deus, reconhecido, para que não se apagasse da memória dos homens a notícia deste acto de bondade, praticado por um dos seus eleitos, dispôs que em cada ano, na mesma época em que S. Martinho se desfez da metade da capa, por alguns dias se interrompesse o Inverno, cessasse o frio, sorrisse o céu e a terra, e um calor saudasse a natureza, sempre insensível à vontade dos homens, em memória daquele que, em certo dia, humilde soldado, trotando a sós por um caminho, desafiou e venceu a fúria insuperável dos elementos.
- "No S. Martinho assam-se as castanhas e prova-se o vinho." (Ou noutro dia qualquer, o que interessa é meter pró bucho!)
- "Depois do S. Martinho bebe o vinho e deixa a água para o moinho." (Ora nem mais, água é para levar os pés e os dentes, e mesmo para os dentes eu uso cerveja que faz mais espuma!)
- "Pelo S. Martinho mata o porco e semeia o cebolinho." (Ou planta o nabo!)
- "No S. Martinho vai-se à adega e fura-se o pipinho. Mas quem for honrado já deve ter furado." (Ah, pois! Isto quem sabe já anda a furar há muito tempo!)
- "Queres espantar o vizinho? Lavra e estruma no S. Martinho." (Carago! Se me viessem cagar à porta até eu ficava espantado!)
2003/11/10
É tão bom... tão bom, que até dá para cozinhar.
Durante o intervalo da manhã aqui nas obras do novo estádio de Aveiro, após mais uns baldes de cimento e de areia terem atravessado o costado paramos como sempre para beber umas bejecas (só duas, é que no inverno não apetece tanto) e para comer um bife de cebolada no pão da avó. Demos por nós na futura sala de imprensa onde tem dois PC's com acesso à Neti (acho que é assim que se diz!), estava eu e os meus manos africanos (O Zulu, de Cabo Verde e o Jimbra de Luanda, Angola) e o Boris (da Moldávia). E encontramos um daqueles sitios na Internet muito interessantes (Não, por acaso não é tipo GANG BANG, nem Bocetinha Quente!), mas sim é um sitio educativo.
Aqui fica a referência:
http://www.beercook.com
Meus colegas de tinto, a cerveja...é tão boa que até dá para cozinhar! É como dizer, aquela freira é tão boa... que até dá para pinar! É o chamado dois em um!
Puta que.... lá ia eu soltar a língua... olha, soltei antes uma bufa!
Fiquei satisfeto de saber que agora posso comer cozido à portuguesa (o meu prato favorito), com a bejeca no copo e a bejeca no tacho!
O único senão é que a página está em amaricano, mas o Boris arranha umas coisas de amaricano.
Amigos, só mais uma coisa... já sabem a inauguração do estádio de Aveiro... é sábado. Eu, o Zulu, o Jimbra e o Boris.... lá estaremos a chamar filho da... Ai, que eu soltar a língua... olha, soltei antes mais uma bufa. Encontramo-nos na praça, depois de almoço para nos embubadarmos!!!
Um abraço,
Neca
Aqui fica a referência:
http://www.beercook.com
Meus colegas de tinto, a cerveja...é tão boa que até dá para cozinhar! É como dizer, aquela freira é tão boa... que até dá para pinar! É o chamado dois em um!
Puta que.... lá ia eu soltar a língua... olha, soltei antes uma bufa!
Fiquei satisfeto de saber que agora posso comer cozido à portuguesa (o meu prato favorito), com a bejeca no copo e a bejeca no tacho!
O único senão é que a página está em amaricano, mas o Boris arranha umas coisas de amaricano.
Amigos, só mais uma coisa... já sabem a inauguração do estádio de Aveiro... é sábado. Eu, o Zulu, o Jimbra e o Boris.... lá estaremos a chamar filho da... Ai, que eu soltar a língua... olha, soltei antes mais uma bufa. Encontramo-nos na praça, depois de almoço para nos embubadarmos!!!
Um abraço,
Neca
Lendas do Nosso Portugal Popular - II
Há muitos, muitos anos atrás houve uma batalha chamada Alcácer-Quibir (que parece o nome de uma música da Maria João e do Mário Laginha).
Nesse tempo havia um Rei chamado D.Sebastião que reinava em Portugal (e que comia muito - daí o "Sebastião come tudo, tudo, tudo...").
O D. Sebastião não se podia negar de ir a essa batalha (senão poderiam pensar que ele era rôto).
Juntou a sua tropa preparada para tudo (para *quase* tudo...).
O Rei D. Sebastião deu o sinal de fogo e os soldados correram (a ver quem chegava primeiro).
Sangue derramava nas suas espadas, caiam no chão cobertos de sangue (e gritavam "Ai Jasus Senhor... que não volto a ver a tasca do Quinquilhas!").
Era uma manhã coberta de nevoeiro, a tropa de Portugal venceu mas o Rei D. Sebastião tinha desaparecido (mal eles sabiam onde ele andava).
As pessoas sabiam que ele tinha desaparecido mas não sabiam como ele desapareceu (mas eu sei, tinha ficado com sede e decidiu ir ao Quinquilhas malhar um copo de três).
Pensaram que como essa manhã estava nevoeiro que ele voltava a aparecer um dia (só que o bebedeirão foi tamanho que quando acordou estava deitado na cama com um "tráveque" espanhol... a vergonha foi tanta que teve de saltar a fronteira para Espanha, onde junto com o "trávéque" viveu feliz para sempre...).
Torresmos com tinto a todos!
Nesse tempo havia um Rei chamado D.Sebastião que reinava em Portugal (e que comia muito - daí o "Sebastião come tudo, tudo, tudo...").
O D. Sebastião não se podia negar de ir a essa batalha (senão poderiam pensar que ele era rôto).
Juntou a sua tropa preparada para tudo (para *quase* tudo...).
O Rei D. Sebastião deu o sinal de fogo e os soldados correram (a ver quem chegava primeiro).
Sangue derramava nas suas espadas, caiam no chão cobertos de sangue (e gritavam "Ai Jasus Senhor... que não volto a ver a tasca do Quinquilhas!").
Era uma manhã coberta de nevoeiro, a tropa de Portugal venceu mas o Rei D. Sebastião tinha desaparecido (mal eles sabiam onde ele andava).
As pessoas sabiam que ele tinha desaparecido mas não sabiam como ele desapareceu (mas eu sei, tinha ficado com sede e decidiu ir ao Quinquilhas malhar um copo de três).
Pensaram que como essa manhã estava nevoeiro que ele voltava a aparecer um dia (só que o bebedeirão foi tamanho que quando acordou estava deitado na cama com um "tráveque" espanhol... a vergonha foi tanta que teve de saltar a fronteira para Espanha, onde junto com o "trávéque" viveu feliz para sempre...).
Torresmos com tinto a todos!
2003/11/06
DesNORTE...
Estava no outro dia agarrado a um prato de presunto e a beber um jarro de tinto, enquanto via o Boavista-FCP, quando assisti a uma cena lamentável:
Na mesa ao lado da minha estava um casal com o filhote, acompanhados de dois amigos. Discutiam futebol (falavam mal do Boavista e do Porto - foi no Centro-Sul de Portugal), quando um dos ditos "amigos" se virou para o miúdo e perguntou:
"Olha lá, tu és do Benfica ou do Sporting?", que é como quem pergunta "Queres levar um murro na cara ou um pontapé no cú?!?". Da-se! E as outras opções?
Um dia destes entro na tasca do Quinquilhas e perguntam-me: "Queres torresmos com bolor ou dois rissóis de moscardo?". Rais parta a ignorância!
PS: Pelo menos eu perguntaria "És do Porto, não és?" (enquanto segurava numa faca). Assim sempre reduzia o leque de respostas...
Na mesa ao lado da minha estava um casal com o filhote, acompanhados de dois amigos. Discutiam futebol (falavam mal do Boavista e do Porto - foi no Centro-Sul de Portugal), quando um dos ditos "amigos" se virou para o miúdo e perguntou:
"Olha lá, tu és do Benfica ou do Sporting?", que é como quem pergunta "Queres levar um murro na cara ou um pontapé no cú?!?". Da-se! E as outras opções?
Um dia destes entro na tasca do Quinquilhas e perguntam-me: "Queres torresmos com bolor ou dois rissóis de moscardo?". Rais parta a ignorância!
PS: Pelo menos eu perguntaria "És do Porto, não és?" (enquanto segurava numa faca). Assim sempre reduzia o leque de respostas...
2003/11/02
O Elevador do Tio Mene
Aouuuuuuuuuuuuuu (2)
Meus Amigos!
Já lá vai algum tempo que não vos escrevinho qualquer coisita. A labuta diária impede-me de juntar dois dos meus neurónios a trabalhar para o Popular.
Mas a alegria que me invade a alma e os acontecimentos recentes fizeram com que me libertasse desta prisão e me fizesse deslocar à tasca para passar um bom tempo junto desta televisão à minha frente e carregar numas letras.
Isto não está relacionado com o facto de finalmente durante esta semana se ter anunciado que este é ano de bom Vinho!!! Naaaaaa... Melhor do que isso! Esta semana, após horas de esforço, dores incríveis e exercícios de respiração....fui TIO.
Uma moçoila de 3,450 kg de peso bruto passou a fazer parte da minha vida. Já marquei a boda do baptizado na Tasca do Nunes, com binhaça à descrição pró pessoal.
Mas falando da rapariga, tenho a anunciar que já começa a perceber as coisas da vida. Para além de ter dado a sua primeira cagada após lhe ter dito a palavra Benfica, viu na sexta-feira passada o primeiro golo do seu clube do coração, enquanto, de boca aberta (deslumbrada com o sucedido), procurava a torneirinha do nectar branco da mãe. Pode-se dizer que é Portista desde pequenina .......... e mamona.
Fui vê-la no outro dia. Sexto andar do hospital, lá fui eu com duas garrafas de vinho, uma broa e um tacho de rojões para a mãe, dentro de um saco. Chego perto do elevador e chamei por ele: "Oh Elevador???". Um homem ao meu lado ficou pasmado, mas o que é certo é que ele apareceu. Entrei. A meio da viajem, entram dois casais de Verdadeiros. Com uma média de idades entre os 40 anos, começaram a carregar nos números. Eu ia para o sexto, um dos casais para o 8º e o outro para o rés-do-chão, ou seja, 0.
-"Estranho - diz uma das mulheres - Atão eu carreguei aqui neste e isto está a ir pra cima??.
Pensei:"Está a bricar com a gente, tipo... desbloqueador de conversa".
-"És burra - responde o marido - tu carregaste no -3 e queres ir pra baixo? Não percebes nada disto. Eu carrego - e carregou no zero.
-" Não, mas ele vai pra cima e depois vem para baixo" - respondeu a outra senhora.
- "Atão se eu carreguei para baixo como é que ele vai para cima?"
- Cala-te, pôssa (que palavra gira que eu nunca soube como se escrevia). Isto vai lá dar" - respondeu o marido - Segura-te ai de lado que isto está a andar.
Passados 5 minutos (pelo menos pareceu) chegamos ao sexto andar. As portas abriram. Os casais à minha frente de plantão a tapar a porta. Eu a pedir licença pra sair e vira-se a ignorante: "Ai vai sair aqui??"
" Não, sua besta quadrada, eu nem quero sair. Tenho um fetiche por elevadores, sabia: cima, baixo, baixo, cima. Ohhhh..... Eu moro num elevador sabia? Até vim com comida e bebida para passar aqui um bom bocado. Aliás até escolhi o 6 porque me pareceu ser um bom número para carregar. Além disso eu já fiz muitos amigos num sito como este. Ou então sou o empregdo do hospital para levar as pessoas para os andares e dizer: Piso 6 - Obstetricia e Pediatria", Piso 3 - Psiquiatria para pessoas que não sabem andar de elevador! DA-SE!!!!!" - pensei eu com uma vontade de ter dito. Mas não disse.
Saí.
No caminho para o quarto, consegui perceber que, por momentos, dentro daquele elevador, senti-me um primata superior.
Inté!!!
(2) - Forma para cumprimentar o pessoal quando se chega à Tasca do Nunes.
Meus Amigos!
Já lá vai algum tempo que não vos escrevinho qualquer coisita. A labuta diária impede-me de juntar dois dos meus neurónios a trabalhar para o Popular.
Mas a alegria que me invade a alma e os acontecimentos recentes fizeram com que me libertasse desta prisão e me fizesse deslocar à tasca para passar um bom tempo junto desta televisão à minha frente e carregar numas letras.
Isto não está relacionado com o facto de finalmente durante esta semana se ter anunciado que este é ano de bom Vinho!!! Naaaaaa... Melhor do que isso! Esta semana, após horas de esforço, dores incríveis e exercícios de respiração....fui TIO.
Uma moçoila de 3,450 kg de peso bruto passou a fazer parte da minha vida. Já marquei a boda do baptizado na Tasca do Nunes, com binhaça à descrição pró pessoal.
Mas falando da rapariga, tenho a anunciar que já começa a perceber as coisas da vida. Para além de ter dado a sua primeira cagada após lhe ter dito a palavra Benfica, viu na sexta-feira passada o primeiro golo do seu clube do coração, enquanto, de boca aberta (deslumbrada com o sucedido), procurava a torneirinha do nectar branco da mãe. Pode-se dizer que é Portista desde pequenina .......... e mamona.
Fui vê-la no outro dia. Sexto andar do hospital, lá fui eu com duas garrafas de vinho, uma broa e um tacho de rojões para a mãe, dentro de um saco. Chego perto do elevador e chamei por ele: "Oh Elevador???". Um homem ao meu lado ficou pasmado, mas o que é certo é que ele apareceu. Entrei. A meio da viajem, entram dois casais de Verdadeiros. Com uma média de idades entre os 40 anos, começaram a carregar nos números. Eu ia para o sexto, um dos casais para o 8º e o outro para o rés-do-chão, ou seja, 0.
-"Estranho - diz uma das mulheres - Atão eu carreguei aqui neste e isto está a ir pra cima??.
Pensei:"Está a bricar com a gente, tipo... desbloqueador de conversa".
-"És burra - responde o marido - tu carregaste no -3 e queres ir pra baixo? Não percebes nada disto. Eu carrego - e carregou no zero.
-" Não, mas ele vai pra cima e depois vem para baixo" - respondeu a outra senhora.
- "Atão se eu carreguei para baixo como é que ele vai para cima?"
- Cala-te, pôssa (que palavra gira que eu nunca soube como se escrevia). Isto vai lá dar" - respondeu o marido - Segura-te ai de lado que isto está a andar.
Passados 5 minutos (pelo menos pareceu) chegamos ao sexto andar. As portas abriram. Os casais à minha frente de plantão a tapar a porta. Eu a pedir licença pra sair e vira-se a ignorante: "Ai vai sair aqui??"
" Não, sua besta quadrada, eu nem quero sair. Tenho um fetiche por elevadores, sabia: cima, baixo, baixo, cima. Ohhhh..... Eu moro num elevador sabia? Até vim com comida e bebida para passar aqui um bom bocado. Aliás até escolhi o 6 porque me pareceu ser um bom número para carregar. Além disso eu já fiz muitos amigos num sito como este. Ou então sou o empregdo do hospital para levar as pessoas para os andares e dizer: Piso 6 - Obstetricia e Pediatria", Piso 3 - Psiquiatria para pessoas que não sabem andar de elevador! DA-SE!!!!!" - pensei eu com uma vontade de ter dito. Mas não disse.
Saí.
No caminho para o quarto, consegui perceber que, por momentos, dentro daquele elevador, senti-me um primata superior.
Inté!!!
(2) - Forma para cumprimentar o pessoal quando se chega à Tasca do Nunes.
2003/10/31
Profissões do meu país II
Tal como prometido aqui já há uns tempos, esta secção de "Profissões do meu país" veio mesmo para ficar. Hoje vou dedicar mais algumas linhas a duas delas que espero não fazerem ainda apenas parte da memória de alguns de nós.
Já há algum tempo que não me desloco com frequência ao centro da cidade de Braga onde moro. A transformação de todo o centro histórico (e não só) numa zona pedonal aqui há uns anos atrás veio tirar parte do buliço característico dessa zona da cidade. Há uns dias atrás, numa das agora raras ocasiões em que posso andar a passear pelo centro durante a manhã, tive uma agradável surpresa. Ali perto da Arcada, entre a Casa da Sorte e o Banco de Portugal, ouvi um pregão que já me tinha desabituado de ouvir: "Olha a Lotaria Popular! Anda hoje à roda!". Uns metros mais ao lado, já debaixo da Arcada, um outro: "Olha a lotaria! É pra hoje!". Ali, no coração da cidade de Braga, a menos de dez metros um do outro, em pleno século XXI, e onde sempre me lembrara de os ver, lá estavam um cauteleiro e um ardina, duas profissões que sempre se misturaram e confundiram ao longo dos tempos.
Claro que tanto um como o outro estavam um pouco longe da imagem do ardina e do cauteleiro clássico. O cauteleiro clássico com a sua farda e chapéu distintos e apenas com a sua "fazenda" na mão já há muito desapareceu. Ainda bem que para prazer da memória colectiva de todos a sua figura tradicional tenha para sempre sido preservada numa estátua em (Cruzes credo canhoto!) Lisboa (Benze! Benze!) defronte da Santa Casa da Misericórdia.
Os ardinas da Arcada em Braga lá estavam, tal como sempre os conheci, nas suas esquinas com a mesa desdobrável que montavam ao início da manhã e onde tinham sempre os jornais diários e umas cautelas de lotaria para acompanhar. Aquele ardina de jornal na mão e sacola ao ombro já não me lembro ver. A última vez que me recordo de ver um foi há muitos anos atrás - era eu ainda um petiz espigadote - nos semáforos da Circunvalação no Porto. Felizmente, e para a memória das gerações futuras, esta figura tão característica foi imortalizada numa estátua na Praça da Liberdade, ao fundo dos Aliados no Porto.
Para o próximo "Profissões do meu país" fica prometida a história do último corretor português.
Já há algum tempo que não me desloco com frequência ao centro da cidade de Braga onde moro. A transformação de todo o centro histórico (e não só) numa zona pedonal aqui há uns anos atrás veio tirar parte do buliço característico dessa zona da cidade. Há uns dias atrás, numa das agora raras ocasiões em que posso andar a passear pelo centro durante a manhã, tive uma agradável surpresa. Ali perto da Arcada, entre a Casa da Sorte e o Banco de Portugal, ouvi um pregão que já me tinha desabituado de ouvir: "Olha a Lotaria Popular! Anda hoje à roda!". Uns metros mais ao lado, já debaixo da Arcada, um outro: "Olha a lotaria! É pra hoje!". Ali, no coração da cidade de Braga, a menos de dez metros um do outro, em pleno século XXI, e onde sempre me lembrara de os ver, lá estavam um cauteleiro e um ardina, duas profissões que sempre se misturaram e confundiram ao longo dos tempos.
Claro que tanto um como o outro estavam um pouco longe da imagem do ardina e do cauteleiro clássico. O cauteleiro clássico com a sua farda e chapéu distintos e apenas com a sua "fazenda" na mão já há muito desapareceu. Ainda bem que para prazer da memória colectiva de todos a sua figura tradicional tenha para sempre sido preservada numa estátua em (Cruzes credo canhoto!) Lisboa (Benze! Benze!) defronte da Santa Casa da Misericórdia.
Os ardinas da Arcada em Braga lá estavam, tal como sempre os conheci, nas suas esquinas com a mesa desdobrável que montavam ao início da manhã e onde tinham sempre os jornais diários e umas cautelas de lotaria para acompanhar. Aquele ardina de jornal na mão e sacola ao ombro já não me lembro ver. A última vez que me recordo de ver um foi há muitos anos atrás - era eu ainda um petiz espigadote - nos semáforos da Circunvalação no Porto. Felizmente, e para a memória das gerações futuras, esta figura tão característica foi imortalizada numa estátua na Praça da Liberdade, ao fundo dos Aliados no Porto.
Para o próximo "Profissões do meu país" fica prometida a história do último corretor português.
2003/10/29
Taxi! Taxi!
É com um bife panado dentro de um pada de Vale de Ílhavo (ou Baldeilhavo), com uma malga de tinto na frente e com os olhos postos nos escândalos no noticiário da TVI que dou por mim a pensar numa nobre profissão recheado de "Berdadeiros". Como já devem ter deduzido, estou a falar dos Taxistas. Esses Airtonis Cenas do asfalto, buracos com alcatrão e estradas de terra lusas. Os Taxistas são do melhor que existe na sociedade portuguesa, passo a inumerar o porquê:
Enfim, a todos os senhores dos Taxis, um bem haja! Continuai a insultar os outros condutores na estrada, sempre com dois copitos de tinto no bucho para conservar a calma no inferno das estradas lusas.
E como diria o Tóne....Boas Viagens, que o táximetro não para!
- Aldrabões - Quem nunca sentiu ao viajar num Táxi, que estava a andar à volta do sitio para onde pretendia ir... e mesmo assim, o Snr. Joaquim lá continuava com um sorriso nos lábios e falar do tempo. Na realidade, estes senhores são embaixadores de Portugal e servem de guias turísticos nacionais, dos melhores que temos. Uma vez aqui o Neca, foi à moirama e não é que o Sr. Taxista tinha um pano por cima do táximetro. Quando lhe perguntei pelo mesmo e lhe tirei o pano, disse que não estava a trabalhar. Ele devia pensar que na província não existiam Taxis. Estes homens são uma referencia na Arte da Aldrabice e Corrupção.
- Connoisseurs de Alternadeiras - Não existe nenhum Sr. Dos Carros Amarelos (quem é que escolheu a cor dos táxis?) que não domine onde se passa toda a acção a partir das 4h da madrugada. Eles sabem os locais, as maroscas, os preços, o que de melhor existe de carne para consumo, importada desde o Nordeste Brasileiro às planícies geladas da Ucrânia.
- Conhecimentos Futebolísticos - Quem não teve conversas com estas enciclopédias de 4 rodas sobre os grandes clubes nacionais. Eles lembram-se do plantel do SLB de 65/66, do SCP de 73/74 e do FCP de Pedroto. E alguns, até sabem onde é que o Jardel se portava mal! :)
- Golpistas Natos - Quantas vezes vemos manobras radicais (360º, Passa em forth fila, halp pipe em túneis, Grand Ultrapassagem, Semáforos à la RED a bombar, e por aí fora...) feitas por estes peritos do alcatrão. Por de trás dos 120 kilos de taxista, eles são uns Ganda Malucos amantes de actividades radicais.
- Pilotos por excelência - Quem nunca andou 15 minutos dentro de um Taxi, e o dito piloto só usou 2 mudanças: a segunda e a quarta. É que usar a caixa de velocidades dá trabalho como o caraças!
Enfim, a todos os senhores dos Taxis, um bem haja! Continuai a insultar os outros condutores na estrada, sempre com dois copitos de tinto no bucho para conservar a calma no inferno das estradas lusas.
E como diria o Tóne....Boas Viagens, que o táximetro não para!
O "Verdadeiro" ataca de novo
È com uma pinga de tinto no canto da boca que vos "falo". Assisti no outro dia a uma daquelas cenas que são capazes de mexer com um homem (não estou a falar de terramotos, nem dos filmes da Angelina Jolinda). Fiquei mesmo emocionado...
Esta eu a atestar o depósito do meu veículo (Fiat 127 Turbo) com gota, quando a cena ocorreu. Acabei de verter a gota, dei uma sacudidela ao tubo (tá pago, tá pago!! A gota que está no tubo já foi contabilizada!) - os homens fazem isto muito melhor que as mulheres, ainda não entendi porquê, mas tenho as minhas suspeitas. Um dia destes debruço-me sobre este assunto - quando me dirijo ao caixa para pagar. De repente, reparo na porta de acesso à loja da estação de serviço - nesse preciso momento, um raio de sol iluminou a porta e assim que ela abriu (é uma daquelas modernas, que se abrem sozinhas - dizem "eles", cá para mim, está lá um gajo escondido a abrir e a fechar a porta) eis que se vejo um Verdadeiro. Camisola interior de alças, uma camisa aberta a esvoaçar (estava vento - não sei se era disso ou de algum descuido do homem), uma bigodaça de fazer inveja a muitos, uma calças sujas de óleo e uma cabeleira despenteada, como deve ser.
Esta visão já de si agradável, uma vez que gosto sempre de encontrar Verdadeiros pelo país fora (este episódio passou-se em Ceide), melhorou quando de repente o homem - que parou por breves instantes na porta - "sacou" de uma botelha de Martini (daquelas pequenas) e a "mandou abaixo" de golada! Ah valente! Fiquei logo com sede!
A seguir, atirou a garrafa vazia para o lixo (isso da reciclagem é para os fanchonos), meteu-se dentro camião que conduzia e seguiu viagem.
Bonito, pensei.
É bom saber que "eles andem aí".
Fiquei tão entusiasmado com a cena, que acelerei o passo, paguei a gota, e com o resto do dinheiro comprei também umas garrafitas de Martini. Dão sempre jeito. Às vezes apanha-se muito trânsito, temos de parar, e beber uma garrafita sempre ajuda a passar o tempo. Também comprei uma embalagem de torresmos. Não são a mesma coisa que os do Quinquilhas, mas dão para enganar o bucho!
Boas viagens!
Esta eu a atestar o depósito do meu veículo (Fiat 127 Turbo) com gota, quando a cena ocorreu. Acabei de verter a gota, dei uma sacudidela ao tubo (tá pago, tá pago!! A gota que está no tubo já foi contabilizada!) - os homens fazem isto muito melhor que as mulheres, ainda não entendi porquê, mas tenho as minhas suspeitas. Um dia destes debruço-me sobre este assunto - quando me dirijo ao caixa para pagar. De repente, reparo na porta de acesso à loja da estação de serviço - nesse preciso momento, um raio de sol iluminou a porta e assim que ela abriu (é uma daquelas modernas, que se abrem sozinhas - dizem "eles", cá para mim, está lá um gajo escondido a abrir e a fechar a porta) eis que se vejo um Verdadeiro. Camisola interior de alças, uma camisa aberta a esvoaçar (estava vento - não sei se era disso ou de algum descuido do homem), uma bigodaça de fazer inveja a muitos, uma calças sujas de óleo e uma cabeleira despenteada, como deve ser.
Esta visão já de si agradável, uma vez que gosto sempre de encontrar Verdadeiros pelo país fora (este episódio passou-se em Ceide), melhorou quando de repente o homem - que parou por breves instantes na porta - "sacou" de uma botelha de Martini (daquelas pequenas) e a "mandou abaixo" de golada! Ah valente! Fiquei logo com sede!
A seguir, atirou a garrafa vazia para o lixo (isso da reciclagem é para os fanchonos), meteu-se dentro camião que conduzia e seguiu viagem.
Bonito, pensei.
É bom saber que "eles andem aí".
Fiquei tão entusiasmado com a cena, que acelerei o passo, paguei a gota, e com o resto do dinheiro comprei também umas garrafitas de Martini. Dão sempre jeito. Às vezes apanha-se muito trânsito, temos de parar, e beber uma garrafita sempre ajuda a passar o tempo. Também comprei uma embalagem de torresmos. Não são a mesma coisa que os do Quinquilhas, mas dão para enganar o bucho!
Boas viagens!
2003/10/24
QUATRO VÍRGULA CINQUENTA E CINCO !!!!!!!!!
Foi este fim-de-semana apanhado, em Oliveira do Hospital um incauto condutor, que calmamente conduzia a sua viatura enquanto carregava uma carga etílica de precisamente 4,55 gramas de álcool por litro de sangue...
Quatro Vírgula Cinquenta e Cinco !!!!!!!!!!!!! Até a nós Populares Portugueses, habituados ao convívio com a garrafa e com a máquina de tirar finos este número impressiona, pois não é todos os dias que se vêm prestações deste calibre... É um valor que se aproximou perigosamente do recorde oficial registrado nas estradas portuguesas, e que pertence actualmente ao intrépido Serpense (???) Nuno Leocádio, que atingiu uns brilhantes 4,97 g/l de álcool no sangue, e é também uma marca que já não fica assim tão longe dos estratosféricos 6,27 g/l conseguidos pelo Tó Mané há algum tempo atrás mas que infelizmente não é uma marca oficial, pois o Tó enganou-se e em vez de bufar ao balão bufou para a cara do polícia responsável pela homologação da marca, instantaneamente tombando-o ao chão.
Quanto a este amigo de Oliveira-do-Hospital, infelizmente a GNR da Lousã, talvez com ciúmes de não conseguirem chegar ao nível deste verdadeiro Popular Português, demonstraram uma total incompreensão pelo seu estatuto de atleta de alta competição e em vez de o congratularem pelos seus brilhantes resultados, puseram-no na prisão... Que fique já registrado o nosso protesto formal contra esta forma de actuar por parte das nossas autoridades... Isto não é forma de tratar gente que tanto dá ao nosso país !!!
Queria por fim deixar uma palavra de apreço pela proeza deste "Verdadeiro"... São pessoas destas que nos incentivam a melhorar cada vez mais !!!
Quatro Vírgula Cinquenta e Cinco !!!!!!!!!!!!! Até a nós Populares Portugueses, habituados ao convívio com a garrafa e com a máquina de tirar finos este número impressiona, pois não é todos os dias que se vêm prestações deste calibre... É um valor que se aproximou perigosamente do recorde oficial registrado nas estradas portuguesas, e que pertence actualmente ao intrépido Serpense (???) Nuno Leocádio, que atingiu uns brilhantes 4,97 g/l de álcool no sangue, e é também uma marca que já não fica assim tão longe dos estratosféricos 6,27 g/l conseguidos pelo Tó Mané há algum tempo atrás mas que infelizmente não é uma marca oficial, pois o Tó enganou-se e em vez de bufar ao balão bufou para a cara do polícia responsável pela homologação da marca, instantaneamente tombando-o ao chão.
Quanto a este amigo de Oliveira-do-Hospital, infelizmente a GNR da Lousã, talvez com ciúmes de não conseguirem chegar ao nível deste verdadeiro Popular Português, demonstraram uma total incompreensão pelo seu estatuto de atleta de alta competição e em vez de o congratularem pelos seus brilhantes resultados, puseram-no na prisão... Que fique já registrado o nosso protesto formal contra esta forma de actuar por parte das nossas autoridades... Isto não é forma de tratar gente que tanto dá ao nosso país !!!
Queria por fim deixar uma palavra de apreço pela proeza deste "Verdadeiro"... São pessoas destas que nos incentivam a melhorar cada vez mais !!!
2003/10/21
Estou convocado!
Pronto, eu confesso! Eu não gosto do Scolari! Ou melhor, eu não gostava do Scolari. Rais'ma parta se eu me lembro de alguma vez a selecção ter andado a jogar tão mal como tem jogado ultimamente. Assim de repente só me lembro do Mundial da Coreia... e dos tempos do poeta Jorge Artur... e é melhor ficar por aqui!
Mas perguntam vocês porque eu agora comecei a gostar do Scolari: "Ó Nel, mas porque caralho é que tu agora já gostas do begueiro do Scolari?" E eu digo-vos: "É que eu já percebi qual é a táctica do homem para ganharmos o Euro!" E que grande táctica é esta! Só ao alcance de alguns iluminados. Eu passo a explicar.
O homem anda a fazer estes jogos de preparação com Figos, Ruis Costas, Ricardos e outros cepos do género para enganar a estrangeirada que vem jogar contra nós. A verdade é que a lista dos convocados para o Euro 2004 é outra! Ah, pois é! Posso-vos anunciar aqui em primeira mão que eu sou um dos convocados! Duvidais? Olhem que eu tenho o autocolante colado no vidro de trás do meu Fiat 128 para provar! E o Nando, o Tóne, o Mene, o Neca e o Tó Mané também vão! Já começais a perceber a táctica do homem? Não? Carago! É assim:
Mas perguntam vocês porque eu agora comecei a gostar do Scolari: "Ó Nel, mas porque caralho é que tu agora já gostas do begueiro do Scolari?" E eu digo-vos: "É que eu já percebi qual é a táctica do homem para ganharmos o Euro!" E que grande táctica é esta! Só ao alcance de alguns iluminados. Eu passo a explicar.
O homem anda a fazer estes jogos de preparação com Figos, Ruis Costas, Ricardos e outros cepos do género para enganar a estrangeirada que vem jogar contra nós. A verdade é que a lista dos convocados para o Euro 2004 é outra! Ah, pois é! Posso-vos anunciar aqui em primeira mão que eu sou um dos convocados! Duvidais? Olhem que eu tenho o autocolante colado no vidro de trás do meu Fiat 128 para provar! E o Nando, o Tóne, o Mene, o Neca e o Tó Mané também vão! Já começais a perceber a táctica do homem? Não? Carago! É assim:
- A estrangeirada vê aqueles trepos todos a jogar e julga que isto cá vai ser favas contadas contra Portugal.
- O Scolari, em vez de os convocar a eles, convocou-me a mim e ao resto dos Populares Portugueses. E também sei que mais malta lá do café do bairro que joga connosco à bola ao sábado a tarde também vai.
- Depois no Euro, antes de cada jogo, vamos conviver com as equipas adversárias. Já nos estou a imaginar "Ó camone, anda aqui to eat umas moeles com jeropig!" ou "Ó franciu, vien ici prover este vinho tinto avec presunto!" ou até "Comie mias iuma patianisca, espanhiol. Riega a goelia com um vierde brianco!"
- Pomos os gajos a comer tanto petisco e beber tanto vinho que no dia seguinte só conseguem cagar de esguicho!
- Como nós somos uns gajos muito mais rijos nisto da petiscada e vinhaça, no dia seguinte só precisamos de aparecer no jogo depois de malhar mais uns finos que até com a pança marcamos golos à estrangeirada que nem arrastar-se pelo campo consegue.
2003/10/18
Um homem, uma carreira !!!
Ora viva caros amigos !!!
É verdade, estou de volta após uma ausência (demasiado) prolongada...
A verdade é que estive ausente na Alemanha a trabalhar na construção civil. No entanto as saudades do nosso Portugal foram maiores e tive de voltar antes de acabar a minha comissão de serviço. Para além disso toda aquela cerveja que eles lá têm, e que em parte foi um dos motivos que me levou até lá, foi uma grande desilusão... Valeram-me os amigos portugueses que por lá encontrei que através de artimanhas e estratagemas vários (afinal de contas são portugueses) me foram abastecendo o bucho de Super Bock e sandes de orelha de porco e de coiratos.
Pois é, apesar de tudo as saudades bateram mais forte e ainda para mais sabendo dos próximos acontecimentos que se vão realizar por cá (como o campeonato de sueca que se vai realizar na tasca do Quinquilhas e outro grande acontecimento que é o que me leva a escrever este post) não poderia tomar outra atitude...Ainda assim queria aqui deixar a todos os emigrantes um grande abraço de agradecimento e fica já a promessa de um dia aqui aparecer um textozito de homenagem a todos os nossos amigos que andam a ganhar a vida por esse mundo fora...
No entanto o que me leva a escrever hoje não são as peripécias que me aconteceram na Alemanha, mas sim outro acontecimento de grande dimensão que se realiza cá no burgo (mais precisamente nas terras mais a sul). Como é óbvio estou a referir-me ao grande concerto que o enorme Emanuel vai dar amanhã à tarde no Coliseu dos Recreios em Lisboa.
Realizado sobre o tema "Ontem, hoje e sempre", este concerto promete encher o Coliseu e revisitar 10 anos de carreira (e de sucessos) deste nosso amigo e espera-se que seja em todos os aspectos superior ao concerto, já aqui referido num post anterior, que o Emanuel deu em Famalicão e que compreende-se agora, terá servido de preparação para o dia de amanhã.
Sendo assim deixo-vos com esta sugestão para uma tarde de domigo muito bem passada.
Encontramo-nos a partir das 17 horas no Coliseu dos Recreios para este concerto que promete perdurar nas nossas memórias...
Até amanhã e um abraço deste vosso amigo !!!
P.S.: Para todos aqueles que queiram saber ou pouco mais sobre o Emanuel, sobre as suas actividades e tudo o que lhe diga respeito aconselho a visita ao site oficial do artista, que podem encontrar aqui.
É verdade, estou de volta após uma ausência (demasiado) prolongada...
A verdade é que estive ausente na Alemanha a trabalhar na construção civil. No entanto as saudades do nosso Portugal foram maiores e tive de voltar antes de acabar a minha comissão de serviço. Para além disso toda aquela cerveja que eles lá têm, e que em parte foi um dos motivos que me levou até lá, foi uma grande desilusão... Valeram-me os amigos portugueses que por lá encontrei que através de artimanhas e estratagemas vários (afinal de contas são portugueses) me foram abastecendo o bucho de Super Bock e sandes de orelha de porco e de coiratos.
Pois é, apesar de tudo as saudades bateram mais forte e ainda para mais sabendo dos próximos acontecimentos que se vão realizar por cá (como o campeonato de sueca que se vai realizar na tasca do Quinquilhas e outro grande acontecimento que é o que me leva a escrever este post) não poderia tomar outra atitude...Ainda assim queria aqui deixar a todos os emigrantes um grande abraço de agradecimento e fica já a promessa de um dia aqui aparecer um textozito de homenagem a todos os nossos amigos que andam a ganhar a vida por esse mundo fora...
No entanto o que me leva a escrever hoje não são as peripécias que me aconteceram na Alemanha, mas sim outro acontecimento de grande dimensão que se realiza cá no burgo (mais precisamente nas terras mais a sul). Como é óbvio estou a referir-me ao grande concerto que o enorme Emanuel vai dar amanhã à tarde no Coliseu dos Recreios em Lisboa.
Realizado sobre o tema "Ontem, hoje e sempre", este concerto promete encher o Coliseu e revisitar 10 anos de carreira (e de sucessos) deste nosso amigo e espera-se que seja em todos os aspectos superior ao concerto, já aqui referido num post anterior, que o Emanuel deu em Famalicão e que compreende-se agora, terá servido de preparação para o dia de amanhã.
Sendo assim deixo-vos com esta sugestão para uma tarde de domigo muito bem passada.
Encontramo-nos a partir das 17 horas no Coliseu dos Recreios para este concerto que promete perdurar nas nossas memórias...
Até amanhã e um abraço deste vosso amigo !!!
P.S.: Para todos aqueles que queiram saber ou pouco mais sobre o Emanuel, sobre as suas actividades e tudo o que lhe diga respeito aconselho a visita ao site oficial do artista, que podem encontrar aqui.
O cheiro inconfundível a castanhas (e não só) no ar...
É Outono!
O frio começa a dar mostras de si. Com ele chega meia dúzia de coisas boas que tornam esta estação tão especial. Ainda assim não tão especial como a estação... de serviço da Mealhada (aquelas sandochas de leitão...).
Uma das coisas boas são as castanhas. Vamos na rua em direcção à tasca e sentimos aquele cheiro fantástico no ar. Mandamos vir uma dúzia, que nos são entregues num cone de papel de jornal da semana anterior... Tomando atenção ainda conseguimos distinguir entre as letras o número de telefone da "mulatinha peito 44... muito gostosa". Anota-se o número. As mãos enfarruscadas da velhinha que nos entrega as castanhas mostram também as gretas causadas pelo sal. São a prova de anos e anos passados na assada das castanhas (para todas elas, o meu "muito obrigado").
Comemos as castanhas. Sabem a Outono. Fazem-nos reviver Outonos passados... e histórias que a seu tempo serão aqui contadas. Mais que tudo, vão-nos fazer ganhar o dia! Porquê? Por vários motivos. Passo a citar:
- As mãos enfarruscadas permitem que se pinte a cara alguém lá da tasca sem que dê por isso - risota geral (ou quase - o "enfarruscado" nunca acha muita piada);
- Os gases que as castanhas produzem vão fazer com que se ganhe uns pontos preciosos no concurso "cu arrotador" - o Neca vai à frente, logo seguido do Nando;
- Os putos que levam as cascas das castanhas no capucho dos casacos. Só gostava de ver as caras deles (e das mães) quando chegam a casa e atiram o casaco para o sofá...
- Como toda a gente sabe, com castanhas marcha muito bem a bela da jeropiga! Pois bem, eu gosto muito de castanhas, logo como muitas, logo bebo muita jeropiga (sim, sim... também tenho muitos gases - vou em terceiro no "ranking")!
São Martinho é quando um homem quiser... é que agora já hà castanhas congeladas.
Da-se! Um dia destes inventam torresmos em pó (daqueles que é só juntar água - ainda se fosse vinho). "Óh moço, traz-me aí meio quilo de torresmos em pó, um litro de água, uma colher para mexer, dois pães e um quartilho de tinto!"
PS: Voltar a ler o título...
O frio começa a dar mostras de si. Com ele chega meia dúzia de coisas boas que tornam esta estação tão especial. Ainda assim não tão especial como a estação... de serviço da Mealhada (aquelas sandochas de leitão...).
Uma das coisas boas são as castanhas. Vamos na rua em direcção à tasca e sentimos aquele cheiro fantástico no ar. Mandamos vir uma dúzia, que nos são entregues num cone de papel de jornal da semana anterior... Tomando atenção ainda conseguimos distinguir entre as letras o número de telefone da "mulatinha peito 44... muito gostosa". Anota-se o número. As mãos enfarruscadas da velhinha que nos entrega as castanhas mostram também as gretas causadas pelo sal. São a prova de anos e anos passados na assada das castanhas (para todas elas, o meu "muito obrigado").
Comemos as castanhas. Sabem a Outono. Fazem-nos reviver Outonos passados... e histórias que a seu tempo serão aqui contadas. Mais que tudo, vão-nos fazer ganhar o dia! Porquê? Por vários motivos. Passo a citar:
- As mãos enfarruscadas permitem que se pinte a cara alguém lá da tasca sem que dê por isso - risota geral (ou quase - o "enfarruscado" nunca acha muita piada);
- Os gases que as castanhas produzem vão fazer com que se ganhe uns pontos preciosos no concurso "cu arrotador" - o Neca vai à frente, logo seguido do Nando;
- Os putos que levam as cascas das castanhas no capucho dos casacos. Só gostava de ver as caras deles (e das mães) quando chegam a casa e atiram o casaco para o sofá...
- Como toda a gente sabe, com castanhas marcha muito bem a bela da jeropiga! Pois bem, eu gosto muito de castanhas, logo como muitas, logo bebo muita jeropiga (sim, sim... também tenho muitos gases - vou em terceiro no "ranking")!
São Martinho é quando um homem quiser... é que agora já hà castanhas congeladas.
Da-se! Um dia destes inventam torresmos em pó (daqueles que é só juntar água - ainda se fosse vinho). "Óh moço, traz-me aí meio quilo de torresmos em pó, um litro de água, uma colher para mexer, dois pães e um quartilho de tinto!"
PS: Voltar a ler o título...
2003/10/17
A matança, a febra e o chouriço! - Parte I
Cozida manhã de Outono... No horizonte, o fumo da neblina daquele raiar do galo matinal.
A velha, com meias pretas, que suavemente lhe tocam as partes reservadas, temperadas com a astúcia secular de invernos passados no recôndito da sua lareira, deambula graciosamente, em manobras rotineiras, com balde de lavagem na mão direita, couves na esquerda...
Nos currais, os coelhos - recebem com graciosidade a frescura verde... Mais à frente, por entre as portinholas seguidas, o abruto chocalhar dos pitos de feira, já despertos, que se agitam ainda mais, na sua sinfonia irritante de sons anímicos, com o aproximar da comida que parece sempre tardar...
Na última porta, sentença final de um grande calvário, mora a personagem desta prosa.
Nesse dia, passa por abstinência, que assim obriga a matança... É o porco de animal, cozedura ou assado, que motivo melhor para encher de gordura o bom bigode farfalhudo....
Horas passadas, e com sol por nascente, parece surgir alguns suspensórios no meio da vegetação... São os senhores que se preparam. Trazem, debaixo de braços, cuidadosamente enroladas em pano manchado, as várias facas de um ofício de artistas.
Preparam com rigor, o banco de deleite, manchado de carvão preto, fruto de usos passados... Na cozinha, as meninas de avental, cozem panelas de água, sobre o lume de lenha, no chão consumido...
De fora chegam grupos de gente, de idades várias, entre putos curiosos, aos reservados familiares, que nas suas palhotas de cesto, fazem transportar a broa de cozedura fresca, e o melhor das colheitas de vinho do Setembro recente.
Depois do trocar de comprimentos, tempo para anedotas várias... Riso generalizado, enquanto se forma a comitiva. Junta-se o melhor da frescura em cinco homens de corpo avantajado... O mais novo ainda carrega borbulhas várias, que de outra experiência parece necessitar...
Seguem trajecto pelo quintal vasto, por entre couves e tomatais devidamente estacados, carreiros corridos e alinhados, que no bagaço do pequeno almoço, serve de orientação à porta do aido.
Mais duas de treta corrida, enquanto se agrupam na porta... Combinam uma estratégia decorada. Dois entram com cordas em punho... No foucinho o fazem segurar... O animal parece ter muita genica... Talvez tenha passado num mês, a sua altura de matança...
No lombo de presunto, dois são o que o empurram, enquanto os restantes, pelas duas pontas da corda, o tentam encaminhar para o banco.
Coices em seco, o carreiro não os parece enganar, que de perdidos no quintal, só da força do bicho, o parece transmitir...
Chegam por fim ao alinhamento do banco, que sobre ele, o tentam deitar, por força de braços, o animal quase extasiado...
Força nas cordas, que de excesso de confiança, fica remetida a dois homens... Na retaguarda, outros dois abraçam as pernas, que em sofrido movimento lutam para o erguer...
Lá ao perto, as mulheres vão chegando com as panelas quentes e alguidares vários, em fila organizada, na sua ordem combinada...
O ancestral, desvenda, por entre o desenrolar dos panos vários, a faca da matança, que ajuíza a afinidade, e com ela tempera o gume e afia o desejo.
Suados de raiva pelos movimentos do animal, os jovens fazem descair os suspensórios, aglutinam raivas passadas, e juram vencer a batalha... Mas, para o cenário montado, a palha amontoada a um canto, faz escorregar um dos obreiros... A sua penca enfia-se sem hesitação por entre o rabo contorcido do animal.
Enquanto pestaneja a maleita, as cordas ficam pendentes com o espanto, e o animal sai desvairado do cenário... que de adivinha parecia premeditar o seu fado... Corre pela quinteira, derruba a comitiva de senhoras, e enche de pânico as restantes, que no seu desespero largam salpicos de água e louça, pela passagem rápida...
No trote dos cascos, corre pelo quintal, desvairado, levando o alinhamento, e a tomatada, que sem regras, parece o animal possuído... galga meio muro, e segue a destruição...
Lá longe, um dos homens lava a cara em água escaldada na tentativa de tirar o cheiro da ponta da penca... Queima-se, e mais inchado fica, que muita luxação já tinha da bebida...
Os restantes quatro seguem como necas a abanar, para o tentar desviar das plantações organizadas...
Já o bicho se encontrava mais calmo, regalando-se com os nabos que arranca em série do fundo da terra quando, com ares extasiados, chegam os heróis em banda dispersa. Tentam-no cercar... mas os olhos miúdos não se deixam consumir, e de arena se faz o recinto, pois de séries seguidas de fintas, os fazem todos aterrar por terra...
Enraivecidos, os homens reorganizam-se... Sentam-se numa sombra e contemplam o porco à distância. É servida meia côdea a cada um dos presentes, dois pasteis de bacalhau, e uma vintena de malgas de vinho - sob a forma de dois garrafões de tinto.
No cruzar de olhares, a relação criada entre quem não manda, e quem não quer ser mandado...
O sol curtia meia distância entre o amanhecer e o meio-dia. O grupo de valentes interrogava-se sobre a hora, que por altura, já devia ser de limpeza... E sonham com os chispes e dobradas bem cozidas... Pois, se de força era a besta capaz, bom paladar teria de trazer à mesa, por certeza!...
Nova meia hora passou até que, possuídos por uma sorna invulgar, a trupe de matadores se deixa adormecer na sobra da macieira seca...
Nem o gizado do barulho ensurdecedor da matilha de putos que se devertiam em redor do porco os fez acordar...
Na Eira, as mulheres preparam o almoço, enquanto trespassam novamente os paus de marmeleiro, ou "vira-tripas", pela água fresca, que de pó já se fazia notar as suas pontas...
No pasto longícuo, o chefe acorda, com a faca da matança cruzada sobre o peito, com o barulho de mais uma passagem do porco que chiava aguçado, pelo facto de transportar no lombo, um dos miúdos divertidos...
É o alerta geral, que na missão se fazem todos despertar...
Sem regra, seguem o encalço... mas rapidamente se cansam, pois longo parece ser o caminho que, nesta perseguição sem rumo, os fazem abandonar novamente o destino do dia...
Enlameados e humilhados, seguem afiando os bigodes, de reencontro ás mulheres...
Sentam-se refastelados nos bancos de madeira, enquanto são servidas couves e batatas cozidas, que de guarnição parecem eles contentes, pois de mais nada fora o preparo da refeição, a não ser do Porco que não fora morto, juz de carne que falta...
Mas a boa pinga depressa os remeteu ao esquecimento, e à sonolência... E depressa se sentaram em jogos de sueca seguidos por intervalos de sesta animada...
No fim a promessa, de que no termo da semana que começa, a vingança seria realizada... e de tripa lavada se iriam regalar as mulheres, e de rojões quentes se iriam saciar os homens...
A velha, com meias pretas, que suavemente lhe tocam as partes reservadas, temperadas com a astúcia secular de invernos passados no recôndito da sua lareira, deambula graciosamente, em manobras rotineiras, com balde de lavagem na mão direita, couves na esquerda...
Nos currais, os coelhos - recebem com graciosidade a frescura verde... Mais à frente, por entre as portinholas seguidas, o abruto chocalhar dos pitos de feira, já despertos, que se agitam ainda mais, na sua sinfonia irritante de sons anímicos, com o aproximar da comida que parece sempre tardar...
Na última porta, sentença final de um grande calvário, mora a personagem desta prosa.
Nesse dia, passa por abstinência, que assim obriga a matança... É o porco de animal, cozedura ou assado, que motivo melhor para encher de gordura o bom bigode farfalhudo....
Horas passadas, e com sol por nascente, parece surgir alguns suspensórios no meio da vegetação... São os senhores que se preparam. Trazem, debaixo de braços, cuidadosamente enroladas em pano manchado, as várias facas de um ofício de artistas.
Preparam com rigor, o banco de deleite, manchado de carvão preto, fruto de usos passados... Na cozinha, as meninas de avental, cozem panelas de água, sobre o lume de lenha, no chão consumido...
De fora chegam grupos de gente, de idades várias, entre putos curiosos, aos reservados familiares, que nas suas palhotas de cesto, fazem transportar a broa de cozedura fresca, e o melhor das colheitas de vinho do Setembro recente.
Depois do trocar de comprimentos, tempo para anedotas várias... Riso generalizado, enquanto se forma a comitiva. Junta-se o melhor da frescura em cinco homens de corpo avantajado... O mais novo ainda carrega borbulhas várias, que de outra experiência parece necessitar...
Seguem trajecto pelo quintal vasto, por entre couves e tomatais devidamente estacados, carreiros corridos e alinhados, que no bagaço do pequeno almoço, serve de orientação à porta do aido.
Mais duas de treta corrida, enquanto se agrupam na porta... Combinam uma estratégia decorada. Dois entram com cordas em punho... No foucinho o fazem segurar... O animal parece ter muita genica... Talvez tenha passado num mês, a sua altura de matança...
No lombo de presunto, dois são o que o empurram, enquanto os restantes, pelas duas pontas da corda, o tentam encaminhar para o banco.
Coices em seco, o carreiro não os parece enganar, que de perdidos no quintal, só da força do bicho, o parece transmitir...
Chegam por fim ao alinhamento do banco, que sobre ele, o tentam deitar, por força de braços, o animal quase extasiado...
Força nas cordas, que de excesso de confiança, fica remetida a dois homens... Na retaguarda, outros dois abraçam as pernas, que em sofrido movimento lutam para o erguer...
Lá ao perto, as mulheres vão chegando com as panelas quentes e alguidares vários, em fila organizada, na sua ordem combinada...
O ancestral, desvenda, por entre o desenrolar dos panos vários, a faca da matança, que ajuíza a afinidade, e com ela tempera o gume e afia o desejo.
Suados de raiva pelos movimentos do animal, os jovens fazem descair os suspensórios, aglutinam raivas passadas, e juram vencer a batalha... Mas, para o cenário montado, a palha amontoada a um canto, faz escorregar um dos obreiros... A sua penca enfia-se sem hesitação por entre o rabo contorcido do animal.
Enquanto pestaneja a maleita, as cordas ficam pendentes com o espanto, e o animal sai desvairado do cenário... que de adivinha parecia premeditar o seu fado... Corre pela quinteira, derruba a comitiva de senhoras, e enche de pânico as restantes, que no seu desespero largam salpicos de água e louça, pela passagem rápida...
No trote dos cascos, corre pelo quintal, desvairado, levando o alinhamento, e a tomatada, que sem regras, parece o animal possuído... galga meio muro, e segue a destruição...
Lá longe, um dos homens lava a cara em água escaldada na tentativa de tirar o cheiro da ponta da penca... Queima-se, e mais inchado fica, que muita luxação já tinha da bebida...
Os restantes quatro seguem como necas a abanar, para o tentar desviar das plantações organizadas...
Já o bicho se encontrava mais calmo, regalando-se com os nabos que arranca em série do fundo da terra quando, com ares extasiados, chegam os heróis em banda dispersa. Tentam-no cercar... mas os olhos miúdos não se deixam consumir, e de arena se faz o recinto, pois de séries seguidas de fintas, os fazem todos aterrar por terra...
Enraivecidos, os homens reorganizam-se... Sentam-se numa sombra e contemplam o porco à distância. É servida meia côdea a cada um dos presentes, dois pasteis de bacalhau, e uma vintena de malgas de vinho - sob a forma de dois garrafões de tinto.
No cruzar de olhares, a relação criada entre quem não manda, e quem não quer ser mandado...
O sol curtia meia distância entre o amanhecer e o meio-dia. O grupo de valentes interrogava-se sobre a hora, que por altura, já devia ser de limpeza... E sonham com os chispes e dobradas bem cozidas... Pois, se de força era a besta capaz, bom paladar teria de trazer à mesa, por certeza!...
Nova meia hora passou até que, possuídos por uma sorna invulgar, a trupe de matadores se deixa adormecer na sobra da macieira seca...
Nem o gizado do barulho ensurdecedor da matilha de putos que se devertiam em redor do porco os fez acordar...
Na Eira, as mulheres preparam o almoço, enquanto trespassam novamente os paus de marmeleiro, ou "vira-tripas", pela água fresca, que de pó já se fazia notar as suas pontas...
No pasto longícuo, o chefe acorda, com a faca da matança cruzada sobre o peito, com o barulho de mais uma passagem do porco que chiava aguçado, pelo facto de transportar no lombo, um dos miúdos divertidos...
É o alerta geral, que na missão se fazem todos despertar...
Sem regra, seguem o encalço... mas rapidamente se cansam, pois longo parece ser o caminho que, nesta perseguição sem rumo, os fazem abandonar novamente o destino do dia...
Enlameados e humilhados, seguem afiando os bigodes, de reencontro ás mulheres...
Sentam-se refastelados nos bancos de madeira, enquanto são servidas couves e batatas cozidas, que de guarnição parecem eles contentes, pois de mais nada fora o preparo da refeição, a não ser do Porco que não fora morto, juz de carne que falta...
Mas a boa pinga depressa os remeteu ao esquecimento, e à sonolência... E depressa se sentaram em jogos de sueca seguidos por intervalos de sesta animada...
No fim a promessa, de que no termo da semana que começa, a vingança seria realizada... e de tripa lavada se iriam regalar as mulheres, e de rojões quentes se iriam saciar os homens...
2003/10/16
Contrafacção algo realmente interessante.
Ora biba, chegado aqui à obra (Estádio para o euro 2004, em Aveiro) depois de um almoçito na tasca da TiMaria em Mataduços. Depois das belas das fanecas fritas, do arroz de feijão e dos três copos de tinto. Não se pode ingerir bebidas alcoólicas em demasia, os andaimes são altos para ca#$"#$. Dei por mim a pensar em algo Português*, e o principal motor da economia nacional ...
A Contrafacção.
A contrafacção, consistindo na reprodução ou imitação de forma fraudulenta de um bem, com prejuízo do autor ou inventor e também com prejuízos evidentes para o Estado, vem justificando uma acção sistemática por parte desta Inspecção-Geral.
Não existe nada mais bonito do que um gajo ao domingo à tarde, pegar na cachopa, e ir por exemplo, à Tocha ver as calcinhas Lewi's Fashiun. O Polozinho Rafael Louren (ou Lourenço), o cinto de couro dos marroquinos, as sapatilhas Retruck (que são contrafeitas por uma marca Amaricana a Reebok!)...etc.
Eu pessoalmente tenho a dizer-vos que sou totalmente a favor da legalização da contrafacção. Não existe nada mais triste do que um Neca estar na feira, e aparecer uma comitiva de policias, e ver os vendedores (gente boa e trabalhadora) a fugir pela feira afora.
Mesmo quando um tipo estava a regatear a camisinha Saccur por 15 Euros. E o coitado do vendedor (gente boa e trabalhadora) desata a correr em frente do GNR Barrigudo! É motivo para um gajo dizer:
Dasse!
* Existem outros países que contrafactuam (palavra bonita), mas meto as minhas unhacas pretas no lume em como os Portugas, foram os primeiros.
Quem paga a próxima rodada??? Nando???
A Contrafacção.
A contrafacção, consistindo na reprodução ou imitação de forma fraudulenta de um bem, com prejuízo do autor ou inventor e também com prejuízos evidentes para o Estado, vem justificando uma acção sistemática por parte desta Inspecção-Geral.
Não existe nada mais bonito do que um gajo ao domingo à tarde, pegar na cachopa, e ir por exemplo, à Tocha ver as calcinhas Lewi's Fashiun. O Polozinho Rafael Louren (ou Lourenço), o cinto de couro dos marroquinos, as sapatilhas Retruck (que são contrafeitas por uma marca Amaricana a Reebok!)...etc.
Eu pessoalmente tenho a dizer-vos que sou totalmente a favor da legalização da contrafacção. Não existe nada mais triste do que um Neca estar na feira, e aparecer uma comitiva de policias, e ver os vendedores (gente boa e trabalhadora) a fugir pela feira afora.
Mesmo quando um tipo estava a regatear a camisinha Saccur por 15 Euros. E o coitado do vendedor (gente boa e trabalhadora) desata a correr em frente do GNR Barrigudo! É motivo para um gajo dizer:
Dasse!
* Existem outros países que contrafactuam (palavra bonita), mas meto as minhas unhacas pretas no lume em como os Portugas, foram os primeiros.
Quem paga a próxima rodada??? Nando???
2003/10/14
Lendas do Nosso Portugal Popular - I
Inicio aqui uma nova rubrica do Popular Português. Baptizei-a de "Lendas do Nosso Portugal Popular". Para começar, nada melhor do que escolher um simbolo que representa quase como nenhum a faceta popular deste país à beira-mar plantado: O Galo de Barcelos.
Segundo a lenda do Galo de Barcelos, os habitantes do burgo andavam alarmados com um crime e, mais ainda, por não se ter descoberto o criminoso que o cometera.
Certo dia, apareceu um galego que se tornou suspeito. As autoridades resolveram prendê-lo e, apesar dos seus juramentos de inocência, ninguém o acreditou. Ninguém julgava crível que o galego se dirigisse a S. Tiago de Compostela em cumprimento duma promessa; que fosse fervoroso devoto do santo que em Compostela se venerava, assim como de São Paulo e de Nossa Senhora. Por isso, foi condenado à forca.
Antes de ser enforcado, pediu que o levassem à presença do juiz que o condenara. Concedida a autorização, levaram-no à residência do magistrado, que nesse momento se banqueteava com alguns amigos. O galego voltou a afirmar a sua inocência e, perante a incredulidade dos presentes, apontou para um galo assado que estava sobre a mesa e exclamou:
- É tão certo eu estar inocente, como certo é esse galo cantar quando me enforcarem.
Risos e comentários não se fizeram esperar, mas pelo sim e pelo não, ninguém tocou no galo. O que parecia impossível, tornou-se, porém, realidade! Quando o peregrino estava a ser enforcado, o galo assado ergueu-se na mesa e cantou. Já ninguém duvidava das afirmações de inocência do condenado. O juiz corre à forca e com espanto vê o pobre homem de corda ao pescoço, mas o nó lasso, impedindo o estrangulamento. Imediatamente solto, foi mandado em paz.
Passados anos, voltou a Barcelos e fez erguer o monumento em louvor à Virgem e a São Tiago.
PS: Será que não estava toda a gente com um bebedeirão danado e julgaram ouvir o galo cantar, quando na realidade era um puto a dizer que tinha sujado as calças: "cóco.. (fiz) cócó"?
Segundo a lenda do Galo de Barcelos, os habitantes do burgo andavam alarmados com um crime e, mais ainda, por não se ter descoberto o criminoso que o cometera.
Certo dia, apareceu um galego que se tornou suspeito. As autoridades resolveram prendê-lo e, apesar dos seus juramentos de inocência, ninguém o acreditou. Ninguém julgava crível que o galego se dirigisse a S. Tiago de Compostela em cumprimento duma promessa; que fosse fervoroso devoto do santo que em Compostela se venerava, assim como de São Paulo e de Nossa Senhora. Por isso, foi condenado à forca.
Antes de ser enforcado, pediu que o levassem à presença do juiz que o condenara. Concedida a autorização, levaram-no à residência do magistrado, que nesse momento se banqueteava com alguns amigos. O galego voltou a afirmar a sua inocência e, perante a incredulidade dos presentes, apontou para um galo assado que estava sobre a mesa e exclamou:
- É tão certo eu estar inocente, como certo é esse galo cantar quando me enforcarem.
Risos e comentários não se fizeram esperar, mas pelo sim e pelo não, ninguém tocou no galo. O que parecia impossível, tornou-se, porém, realidade! Quando o peregrino estava a ser enforcado, o galo assado ergueu-se na mesa e cantou. Já ninguém duvidava das afirmações de inocência do condenado. O juiz corre à forca e com espanto vê o pobre homem de corda ao pescoço, mas o nó lasso, impedindo o estrangulamento. Imediatamente solto, foi mandado em paz.
Passados anos, voltou a Barcelos e fez erguer o monumento em louvor à Virgem e a São Tiago.
PS: Será que não estava toda a gente com um bebedeirão danado e julgaram ouvir o galo cantar, quando na realidade era um puto a dizer que tinha sujado as calças: "cóco.. (fiz) cócó"?
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