Aaoooouuuuuuu
Nesta época de Natal
Gosto de receber prendas
Como garrafões de vinho
Pra levar para as merendas.
P.S. Se pretendes ler os poemas da série "Poema de Inverno" tens ler os posts antigos.
P.S.1. Também posso enviar-te um fascículo com os mesmos....
2003/12/11
Profissões do meu país - Corretor
Ora pois, cá estamos de volta com mais uma profissão popular portuguesa e desta vez para falar dos corretores. Não, não são essas importações americanas abichanadas de fato e gravata que compram e vendem papéis na bolsa mas sim outro tipo completamente diferente de corretor.
É com grande prazer que registo que os dicionários de português ainda definem "corretor" com o significado da profissão popular a si associada:
Mas os tempos são outros e os visitantes na Guarda diminuem todos os anos. Muitos dos estabelecimentos para os quais o Lamegal encaminhava os visitantes já despareceram e com eles deseparecerá em breve o último corretor da Guarda. Com ele cairá também no esquecimento a sua frase que lança como isco: "Precisa de um restaurante para almoçar?"
É com grande prazer que registo que os dicionários de português ainda definem "corretor" com o significado da profissão popular a si associada:
corretor do Lat. curatore (?) s. m. [...] aquele que angaria fregueses para hotéis, à chegada dos comboios, dos navios ou outros meios de transporte; [...]E é exactamente de um desses que vos venho falar hoje: José Lamegal, 49 anos, corretor no centro da Guarda desde o Verão de 1969. O "Lamegal", como é popularmente conhecido, é uma figura emblemática da Praça Velha onde angaria clientes para vários estabelecimentos turísticos da cidade. É muitas vezes confundido com taxista, cauteleiro ou até mesmo arrumador de carros. Não se incomoda e assume a sua profissão com orgulho, afinco e educação.
Mas os tempos são outros e os visitantes na Guarda diminuem todos os anos. Muitos dos estabelecimentos para os quais o Lamegal encaminhava os visitantes já despareceram e com eles deseparecerá em breve o último corretor da Guarda. Com ele cairá também no esquecimento a sua frase que lança como isco: "Precisa de um restaurante para almoçar?"
2003/12/04
Vamos mudar, carago!
Pessoal! Já temos uma tasca nova. Agora já podeis ir até ao novo Popular Português em www.popularportugues.com. Enquanto ainda fazemos as obras no nosso novo establecimento as postas de bacalhau continuam a sair regularmente aqui. Quando sairmos de vez a gente deixa um aviso na porta.
Obrigados.
Obrigados.
2003/12/03
Cheirinho a lenha queimada...
O inverno tem destas coisas... Mal chega o frio, começamos a vestir as ceroulas, três meias dentro das botas de biqueira de aço.. .e começamos a sentir o cheirinho da lenha queimada. As chaminés fumegam, queima-se eucalipto, carvalho, castanheiro, contas da luz, da água, do gás, etc. Por cada ruela, beco e estrada sem saída, lá está uma chaminé a fumegar o aroma... que faz também lembrar o Natal. Ora aí, vem outro assunto a minha massa cinzenta... Natal! Esta época magnifica, em que sentimos a tesura que vai na carteira do Popular Português (PP). É um acto de inteligência conseguir com o mísero orçamento de meia dúzia de €'s oferecer uma prendinha para o sapatinho. Acham que mais algum país da Comunidade Europeia oferece meias e cuecas como nós?!? Nada disso... e não, pelo facto de sermos um país de cagões (Tóne e Nando, ah pois é! Porque estes nem mudam muito de cuecas), é sim que as cuecas/ezslipis e meias compradas ao Lelo, na feira dos 28...são 3 a 5 €. Essa é que é.
Voltando, aos cagões (Tóne e Nando, ah pois é! Os que não mudam muito de ezslipis) não existe nada melhor do que coçar as partes baixas, em frente da lareira...com a castanhinha a assar, e a caneca de jeropiga atestada.
Bem é melhor, parar por aqui...que já parou de chover e vou voltar para a massa, para o viaduto. Está um frio de rachar, e o co$% do encarregado (o Arrebitado) já está a pressionar de novo.
É verdade, a próxima posta de pescada é sobre o Arrebitado, e o poder do encarregado nas obras!
Papas de sarrabulho e tinto maduro da casa, para todos...
Neca
Voltando, aos cagões (Tóne e Nando, ah pois é! Os que não mudam muito de ezslipis) não existe nada melhor do que coçar as partes baixas, em frente da lareira...com a castanhinha a assar, e a caneca de jeropiga atestada.
Bem é melhor, parar por aqui...que já parou de chover e vou voltar para a massa, para o viaduto. Está um frio de rachar, e o co$% do encarregado (o Arrebitado) já está a pressionar de novo.
É verdade, a próxima posta de pescada é sobre o Arrebitado, e o poder do encarregado nas obras!
Papas de sarrabulho e tinto maduro da casa, para todos...
Neca
2003/11/29
Poema de Inverno 5
(7) Aaooooouuuuuuuuuuu
Neste dia de Inverno
Vou-vos ser muito franco
Prá aquecer bebo um copo
Seja tinto ou seja branco.
(7) "O Poeta Popular" - em Nadorenguês
Neste dia de Inverno
Vou-vos ser muito franco
Prá aquecer bebo um copo
Seja tinto ou seja branco.
(7) "O Poeta Popular" - em Nadorenguês
2003/11/28
Poema de Inverno 4
(6) Aaoooouuuuuuuuu
Neste dia de Inverno
Tou com frio nos colhões
Ninguém me manda sair à rua
De t'shirt e calções
(6) ...
Neste dia de Inverno
Tou com frio nos colhões
Ninguém me manda sair à rua
De t'shirt e calções
(6) ...
Pataniscas de bacalhau com arroz de feijão II
Hoje voltei lá mais uma vez para um arroz de polvo. Só mais um pormenor de classe que não podia deixar passar em branco. Enquanto passava os olhos pelo tintol em exposição lá estava ela: uma garrafa de tinto engarrafada pelo próprio popular (o da unhaca!) com a marca do establecimento. É classe!
2003/11/27
Pataniscas de bacalhau com arroz de feijão
Não amigos, não é de uma receita que vos vou falar hoje mas de outra coisa que ainda vos vai deixar a salivar mais da boca. Até porque salivar de outro sítio qualquer que não a boca é mais difícil. E daí... bem, adiante!
Se há coisa que eu não dispenso é um bom almoço regado por uma boa pinga servida à taça. E não vou cá nessas rotices de sandezinhas, saladinhas e nectarzinhos a fazer de conta que são refeições. Foi por isso com grande alegria que descobri cá em Braga um novo tasco para almoçar. Apesar de ficar num centro comercial e do aspecto abichanado percebi logo que se tratava de uma verdadeira casa de pasto à paisana.
A ementa típica é sempre composta por pratos bem populares portugueses:
Como bem popular que é, esta casa de pasto é uma operação familiar: o homem atende e socializa com a freguesia e a mulher trata da cozinha. E ora imaginem lá o aspecto da figura do popular. Se estão a pensar que tem farta bigodaça, fio de ouro ao pescoço, unhas encardidadas e unhaca do dedo mindinho só vos digo uma coisa: "Estão completamente certos!" Carago, há lá coisa melhor!
Quando, já depois do café com cheirinho, pagamos e ouvimos o inevitável "Obrigados." então aí, e se dúvidas ainda houvesse, ficamos definitivamente a saber que estamos mesmo no sítio certo.
Se há coisa que eu não dispenso é um bom almoço regado por uma boa pinga servida à taça. E não vou cá nessas rotices de sandezinhas, saladinhas e nectarzinhos a fazer de conta que são refeições. Foi por isso com grande alegria que descobri cá em Braga um novo tasco para almoçar. Apesar de ficar num centro comercial e do aspecto abichanado percebi logo que se tratava de uma verdadeira casa de pasto à paisana.
A ementa típica é sempre composta por pratos bem populares portugueses:
- Pataniscas de bacalhau com arroz de feijão;
- Dourada na brasa com arroz de grelos;
- Robalo grelhado com batata cozida e grelos;
- Petinga frita com feijão frade e arroz;
Como bem popular que é, esta casa de pasto é uma operação familiar: o homem atende e socializa com a freguesia e a mulher trata da cozinha. E ora imaginem lá o aspecto da figura do popular. Se estão a pensar que tem farta bigodaça, fio de ouro ao pescoço, unhas encardidadas e unhaca do dedo mindinho só vos digo uma coisa: "Estão completamente certos!" Carago, há lá coisa melhor!
Quando, já depois do café com cheirinho, pagamos e ouvimos o inevitável "Obrigados." então aí, e se dúvidas ainda houvesse, ficamos definitivamente a saber que estamos mesmo no sítio certo.
Poema de Inverno III
(5) Aaoooouuuuuu
Neste dia de Inverno
Está um frio de morrer
Bebo um copo de vinho
Nem que seja, prá aquecer
(5) Já sabem para que serve....
Neste dia de Inverno
Está um frio de morrer
Bebo um copo de vinho
Nem que seja, prá aquecer
(5) Já sabem para que serve....
2003/11/26
Poema de Inverno 2
(5) Aaoooouuuuuuuu
Bebo um copo de vinho
Antes de ir para o trabalho
Neste dia de Inverno
Com um frio do caralho
(5) Forma de cumprimentar a malta
Bebo um copo de vinho
Antes de ir para o trabalho
Neste dia de Inverno
Com um frio do caralho
(5) Forma de cumprimentar a malta
2003/11/25
"Azul e verde, escarro na parede."
Lembrei-me hoje deste enigmático provérbio. Nunca percebi muito bem (nem muito mal, não percebo é nada!) o que porra quer dizer mas o facto de ter "escarro" faz dele um concerteza um provérbio popular português. Há lá coisa mais popular do que ir pela rua fora, puxar meio pulmão e alguns brônquios de arrasto até ao nariz, mistura-los com a substância ranhosa nasal, envolver a garganta no complicado mas bem dominado exercício de passar o produto combinado até a boca e, depois de puxar bem a cabeça atrás, projectar tudo no chão do passeio com violência, precisão e de preferência a mais de 5 metros. Pontuação extra para o popular que depois de examinar o produto de tão intrincado exercício solta um sonoro: "DA-SE!!".
E lembrei-me eu disto a propósito de quê? Ia eu hoje pela rua fora, a pé, diga-se, que o motor do Fiat 128 voltou a berrar, quando vejo passar por mim um dos novos táxis portugueses da cor dos velhos! Então não é que os nossos táxis voltaram a ser verde escarro em cima de preto alcatrão?
"Ora aí está uma bela homenagem aos nossos nossos homens do volante!", pensei eu. A associação lógia é por demais evidente. Portugal/Taxi - Escarro/Alcatrão! Porque é que alguma vez mudamos sequer a cor, pergunto-me eu. É que... carago! Quem foi o abichanado que se lembrou de pintar os nossos taxis pilotados por bons pais de família, portadores de bigode e unhaca do mindinho de meter respeito de bege? Bege! Isso lá é cor sequer? E se é, é cor de José Castelo Branco, porra!
Hoje até vou a Flor dos Congregados beber uma malga em honra do iluminado que voltou a repor a dignidade aos nossos taxis.
E lembrei-me eu disto a propósito de quê? Ia eu hoje pela rua fora, a pé, diga-se, que o motor do Fiat 128 voltou a berrar, quando vejo passar por mim um dos novos táxis portugueses da cor dos velhos! Então não é que os nossos táxis voltaram a ser verde escarro em cima de preto alcatrão?
"Ora aí está uma bela homenagem aos nossos nossos homens do volante!", pensei eu. A associação lógia é por demais evidente. Portugal/Taxi - Escarro/Alcatrão! Porque é que alguma vez mudamos sequer a cor, pergunto-me eu. É que... carago! Quem foi o abichanado que se lembrou de pintar os nossos taxis pilotados por bons pais de família, portadores de bigode e unhaca do mindinho de meter respeito de bege? Bege! Isso lá é cor sequer? E se é, é cor de José Castelo Branco, porra!
Hoje até vou a Flor dos Congregados beber uma malga em honra do iluminado que voltou a repor a dignidade aos nossos taxis.
Poema de Inverno
(4) Aaaoooouuuuuuuuuuu
Neste dia de Inverno
Está um frio de rachar
Vou beber um copo de tinto
Antes de começar a trabalhar.
(4) Forma de cumprimentar a malta
Neste dia de Inverno
Está um frio de rachar
Vou beber um copo de tinto
Antes de começar a trabalhar.
(4) Forma de cumprimentar a malta
2003/11/18
Lendas do Nosso Portugal Popular - III
Constituindo nome ímpar, Carrapichana, freguesia de Celourico da Beira, conta a tradição que deve o seu nome a uma senhora, chamada Ana, figura típica e conhecida pela Carrapichana e lugares circunvizinhos.
Conhecida pela sua voz aguda e forte de corpo, não se ficava atrás no que toca a beber. Sendo grande apreciadora de vinho, devorava de uma vez só, qualquer copo de vinho que lhe oferecessem.
Ao darem-lhe um copo de vinho a beber, os homens incentivavam-na dizendo:
- Escorropicha esse copo, Ana! (Escorropicha designa o acto de beber).
Com o correr do tempo a terra passou a designar-se Carrapichana, por via erudita de "Escarrapicha, Ana!", para designar a terra onde " Escarrapicha Ana!" um copo de vinho sem parar.
Num prédio da rua da Amoreira, encontra-se uma figura de pedra, que o povo chama Carrapichana, mulher que deu o nome à sua terra.
Escorropichadelas a todos!
PS: Pergunto-me qual a origem desta palavra... seria alguma dama (com problemas de dicção) em apuros a gritar: "Es'corro! Es'corro! Picha!"
Conhecida pela sua voz aguda e forte de corpo, não se ficava atrás no que toca a beber. Sendo grande apreciadora de vinho, devorava de uma vez só, qualquer copo de vinho que lhe oferecessem.
Ao darem-lhe um copo de vinho a beber, os homens incentivavam-na dizendo:
- Escorropicha esse copo, Ana! (Escorropicha designa o acto de beber).
Com o correr do tempo a terra passou a designar-se Carrapichana, por via erudita de "Escarrapicha, Ana!", para designar a terra onde " Escarrapicha Ana!" um copo de vinho sem parar.
Num prédio da rua da Amoreira, encontra-se uma figura de pedra, que o povo chama Carrapichana, mulher que deu o nome à sua terra.
Escorropichadelas a todos!
PS: Pergunto-me qual a origem desta palavra... seria alguma dama (com problemas de dicção) em apuros a gritar: "Es'corro! Es'corro! Picha!"
2003/11/16
Quem eu encontrei???
(3) Aaaoooouuuuuuuuuuuuuu
Imaginem quem eu encontrei!?!?!?!? O Ti Bairros!!!!...eheheheh é verdade.
Ônte fui ao Porto a uma consulta no hospital, por causa de umas hemorroidas e gases que me atormentam nesta época de castanha e vinho. Atão eram praí sete e pico...da tarde quando vou a passar naquela rua grande....os Alinhados, onde se fazem as festas de S. João no Porto. Umas vezes em Maio, outras em Junho e já vi em Julho.
Bom...ia a passar, como ia dizendo, e há lá um local com muitas camionetas. Tou eu a percorrer o paralelo da calçada, quando encostado a uma camioneta, está o Ti Bairros. Mão colada à viatura, boné na cabeça, gabardine pelos ombros e pernas semi-abertas. Dei por ela porque ele puxou uma daquelas suas "verdes" (que o tornaram penta campeão do atiranço da bisga, lá na Tasca do Nunes) e com o barulho do costume amanda-a pró chão. Paro. E qual é o meu espanto, vejo o Ti Bairros agarrado à mangueira pessoal, e a tentar lavar a camioneta, pela zona das rodas traseiras. Que quadro!
Por momentos não soube o que fazer, mas decidi apertar-lhe o bacalhau e aproveitei (que ainda tinha tempo para a carreira das sete e meia), para também eu, dar uma regadela na camioneta dos STCP, que ia partir naquele instante rumo à Avenida daquele clube de camisolas esquisitas.
E pronto...era só para saberem que, enquando libertávamos líquido e embelezávamos a calçada de verde, conversamos um bocado e fiquei a saber que está tudo bem com ele e com os seus.
Um bem haja pró Ti Bairros. Se me estiveres a ouvir, vai a um posto de Net e lê o que acabei de escrever.
Bisgas a todos!!!
(3) Foi como cumprimentei o Ti Bairros assim que o encontrei....
Imaginem quem eu encontrei!?!?!?!? O Ti Bairros!!!!...eheheheh é verdade.
Ônte fui ao Porto a uma consulta no hospital, por causa de umas hemorroidas e gases que me atormentam nesta época de castanha e vinho. Atão eram praí sete e pico...da tarde quando vou a passar naquela rua grande....os Alinhados, onde se fazem as festas de S. João no Porto. Umas vezes em Maio, outras em Junho e já vi em Julho.
Bom...ia a passar, como ia dizendo, e há lá um local com muitas camionetas. Tou eu a percorrer o paralelo da calçada, quando encostado a uma camioneta, está o Ti Bairros. Mão colada à viatura, boné na cabeça, gabardine pelos ombros e pernas semi-abertas. Dei por ela porque ele puxou uma daquelas suas "verdes" (que o tornaram penta campeão do atiranço da bisga, lá na Tasca do Nunes) e com o barulho do costume amanda-a pró chão. Paro. E qual é o meu espanto, vejo o Ti Bairros agarrado à mangueira pessoal, e a tentar lavar a camioneta, pela zona das rodas traseiras. Que quadro!
Por momentos não soube o que fazer, mas decidi apertar-lhe o bacalhau e aproveitei (que ainda tinha tempo para a carreira das sete e meia), para também eu, dar uma regadela na camioneta dos STCP, que ia partir naquele instante rumo à Avenida daquele clube de camisolas esquisitas.
E pronto...era só para saberem que, enquando libertávamos líquido e embelezávamos a calçada de verde, conversamos um bocado e fiquei a saber que está tudo bem com ele e com os seus.
Um bem haja pró Ti Bairros. Se me estiveres a ouvir, vai a um posto de Net e lê o que acabei de escrever.
Bisgas a todos!!!
(3) Foi como cumprimentei o Ti Bairros assim que o encontrei....
2003/11/12
"O saber é como a dobrada, ocupa lugar mas não é nada que uma malga de vinho não resolva."
Todos nós sabemos que a verdadeira cultura popular está a desaparecer a cada dia que passa... É verdade hoje em dia dá-se muito mais importância às coisas etéreas e superficiais do que ao saber dos anos feito e passado de avós para pais e de pais para filhos ao longo de muitas gerações.
Foi por isso que fiquei tão contente quando descobri a existência da Universidade Popular do Porto. E mais contente ainda fiquei quando descobri que eles tinham seminários como este. No entanto não posso deixar de reparar que esta oficina (muito má designação, oficina lembra trabalho e trabalho não tem nada a ver com cultura popular) aborda principalmente a teoria e a discussão de ideias e opiniões, o que, apesar de ser legítimo e necessário, não abrange os temas realmente importantes, como por exemplo:
E se mais ninguém pegar nestas ideias, não há problema. São temas que já ficam alinhavados para quando abrirmos a Universidade Popular Portuguesa !!!
Foi por isso que fiquei tão contente quando descobri a existência da Universidade Popular do Porto. E mais contente ainda fiquei quando descobri que eles tinham seminários como este. No entanto não posso deixar de reparar que esta oficina (muito má designação, oficina lembra trabalho e trabalho não tem nada a ver com cultura popular) aborda principalmente a teoria e a discussão de ideias e opiniões, o que, apesar de ser legítimo e necessário, não abrange os temas realmente importantes, como por exemplo:
- Do bacalhau até à patanisca - ciclo de vida
- Cozido à Portuguesa - confecção e deglutição
- A vinha e o vinho - castas, história e enfardanço
- Lendas e tradições do nosso Portugal Popular
- Vestimentas, estilo e teoria comportamental
- A casa e a tasca - diferenças e semelhanças
- Futebol, sueca e restantes jogos e entretenimentos
- O insulto e o piropo - diferenças estilísticas e casos práticos
E se mais ninguém pegar nestas ideias, não há problema. São temas que já ficam alinhavados para quando abrirmos a Universidade Popular Portuguesa !!!
2003/11/11
11 de Novembro, Dia de S. Martinho
Ora aqui está um daqueles dias que é mesmo popular português! Há lá coisa melhor do que um dia especialmente dedicado a uma actividade destas. Comer umas castanhas assadas empurradas pela goela abaixo pelo tinto da pipa (escondida, claro! que os nossos burocratas emproados já ilegalizaram mais esta prática saudável) da tasca dos Peões.
Mas há um significado mais profundo e religioso por trás deste dia. E não estou a falar do concurso de farpas depois das castanhas, considerado por alguns uma verdadeira experiência religiosa! Este até já perdeu o verdadeiro significado de competição desportiva desde que o Neca e o Nando sistematicamente ganham por desistência devido a intoxicação do resto do pessoal lá da tasca.
Do que eu estou a falar é da lenda de S. Martinho. Pois concerteza que já a deveis conhecer mas aqui fica este pequeno texto que encontrei no jornal "O Perdigoto" da Escola EB 2-3 de Castelo Branco:
Mas há um significado mais profundo e religioso por trás deste dia. E não estou a falar do concurso de farpas depois das castanhas, considerado por alguns uma verdadeira experiência religiosa! Este até já perdeu o verdadeiro significado de competição desportiva desde que o Neca e o Nando sistematicamente ganham por desistência devido a intoxicação do resto do pessoal lá da tasca.
Do que eu estou a falar é da lenda de S. Martinho. Pois concerteza que já a deveis conhecer mas aqui fica este pequeno texto que encontrei no jornal "O Perdigoto" da Escola EB 2-3 de Castelo Branco:
Antes de baptizado e convertido ao Cristianismo, S. Martinho foi na mocidade soldado das legiões do Imperador Juliano. Certo dia, sob o vendaval e a neve, equipado e armado, montado a cavalo, S. Martinho viu um mendigo seminu, tiritando de frio, estendendo para ele a sua pobre mão ossuda e congelada.Como não podia deixar de ser também encontrei uns provérbios de S. Martinho. Ora aqui vão uns bem populares portugueses.
O Santo parou o cavalo, tomou com caridade a mão desse abandonado e, em seguida, tomou da espada, cortou pelo meio a sua capa de agasalho, deu metade dela a esse miserável peregrino e, envolto na outra metade, sacudiu a rédea e prosseguiu através da tormenta, do vento e da neve.
Subitamente, porém, no caminho do soldado, a tempestade desfez-se, amainou o tufão e a geada, o céu descobriu instantaneamente, como por encanto, a sua profundi-dade límpida e azul, e um sol acariciante e resplandecente inundou a terra de alegria e vestiu de luz e calor esse cavaleiro caridoso.
Deus, reconhecido, para que não se apagasse da memória dos homens a notícia deste acto de bondade, praticado por um dos seus eleitos, dispôs que em cada ano, na mesma época em que S. Martinho se desfez da metade da capa, por alguns dias se interrompesse o Inverno, cessasse o frio, sorrisse o céu e a terra, e um calor saudasse a natureza, sempre insensível à vontade dos homens, em memória daquele que, em certo dia, humilde soldado, trotando a sós por um caminho, desafiou e venceu a fúria insuperável dos elementos.
- "No S. Martinho assam-se as castanhas e prova-se o vinho." (Ou noutro dia qualquer, o que interessa é meter pró bucho!)
- "Depois do S. Martinho bebe o vinho e deixa a água para o moinho." (Ora nem mais, água é para levar os pés e os dentes, e mesmo para os dentes eu uso cerveja que faz mais espuma!)
- "Pelo S. Martinho mata o porco e semeia o cebolinho." (Ou planta o nabo!)
- "No S. Martinho vai-se à adega e fura-se o pipinho. Mas quem for honrado já deve ter furado." (Ah, pois! Isto quem sabe já anda a furar há muito tempo!)
- "Queres espantar o vizinho? Lavra e estruma no S. Martinho." (Carago! Se me viessem cagar à porta até eu ficava espantado!)
2003/11/10
É tão bom... tão bom, que até dá para cozinhar.
Durante o intervalo da manhã aqui nas obras do novo estádio de Aveiro, após mais uns baldes de cimento e de areia terem atravessado o costado paramos como sempre para beber umas bejecas (só duas, é que no inverno não apetece tanto) e para comer um bife de cebolada no pão da avó. Demos por nós na futura sala de imprensa onde tem dois PC's com acesso à Neti (acho que é assim que se diz!), estava eu e os meus manos africanos (O Zulu, de Cabo Verde e o Jimbra de Luanda, Angola) e o Boris (da Moldávia). E encontramos um daqueles sitios na Internet muito interessantes (Não, por acaso não é tipo GANG BANG, nem Bocetinha Quente!), mas sim é um sitio educativo.
Aqui fica a referência:
http://www.beercook.com
Meus colegas de tinto, a cerveja...é tão boa que até dá para cozinhar! É como dizer, aquela freira é tão boa... que até dá para pinar! É o chamado dois em um!
Puta que.... lá ia eu soltar a língua... olha, soltei antes uma bufa!
Fiquei satisfeto de saber que agora posso comer cozido à portuguesa (o meu prato favorito), com a bejeca no copo e a bejeca no tacho!
O único senão é que a página está em amaricano, mas o Boris arranha umas coisas de amaricano.
Amigos, só mais uma coisa... já sabem a inauguração do estádio de Aveiro... é sábado. Eu, o Zulu, o Jimbra e o Boris.... lá estaremos a chamar filho da... Ai, que eu soltar a língua... olha, soltei antes mais uma bufa. Encontramo-nos na praça, depois de almoço para nos embubadarmos!!!
Um abraço,
Neca
Aqui fica a referência:
http://www.beercook.com
Meus colegas de tinto, a cerveja...é tão boa que até dá para cozinhar! É como dizer, aquela freira é tão boa... que até dá para pinar! É o chamado dois em um!
Puta que.... lá ia eu soltar a língua... olha, soltei antes uma bufa!
Fiquei satisfeto de saber que agora posso comer cozido à portuguesa (o meu prato favorito), com a bejeca no copo e a bejeca no tacho!
O único senão é que a página está em amaricano, mas o Boris arranha umas coisas de amaricano.
Amigos, só mais uma coisa... já sabem a inauguração do estádio de Aveiro... é sábado. Eu, o Zulu, o Jimbra e o Boris.... lá estaremos a chamar filho da... Ai, que eu soltar a língua... olha, soltei antes mais uma bufa. Encontramo-nos na praça, depois de almoço para nos embubadarmos!!!
Um abraço,
Neca
Lendas do Nosso Portugal Popular - II
Há muitos, muitos anos atrás houve uma batalha chamada Alcácer-Quibir (que parece o nome de uma música da Maria João e do Mário Laginha).
Nesse tempo havia um Rei chamado D.Sebastião que reinava em Portugal (e que comia muito - daí o "Sebastião come tudo, tudo, tudo...").
O D. Sebastião não se podia negar de ir a essa batalha (senão poderiam pensar que ele era rôto).
Juntou a sua tropa preparada para tudo (para *quase* tudo...).
O Rei D. Sebastião deu o sinal de fogo e os soldados correram (a ver quem chegava primeiro).
Sangue derramava nas suas espadas, caiam no chão cobertos de sangue (e gritavam "Ai Jasus Senhor... que não volto a ver a tasca do Quinquilhas!").
Era uma manhã coberta de nevoeiro, a tropa de Portugal venceu mas o Rei D. Sebastião tinha desaparecido (mal eles sabiam onde ele andava).
As pessoas sabiam que ele tinha desaparecido mas não sabiam como ele desapareceu (mas eu sei, tinha ficado com sede e decidiu ir ao Quinquilhas malhar um copo de três).
Pensaram que como essa manhã estava nevoeiro que ele voltava a aparecer um dia (só que o bebedeirão foi tamanho que quando acordou estava deitado na cama com um "tráveque" espanhol... a vergonha foi tanta que teve de saltar a fronteira para Espanha, onde junto com o "trávéque" viveu feliz para sempre...).
Torresmos com tinto a todos!
Nesse tempo havia um Rei chamado D.Sebastião que reinava em Portugal (e que comia muito - daí o "Sebastião come tudo, tudo, tudo...").
O D. Sebastião não se podia negar de ir a essa batalha (senão poderiam pensar que ele era rôto).
Juntou a sua tropa preparada para tudo (para *quase* tudo...).
O Rei D. Sebastião deu o sinal de fogo e os soldados correram (a ver quem chegava primeiro).
Sangue derramava nas suas espadas, caiam no chão cobertos de sangue (e gritavam "Ai Jasus Senhor... que não volto a ver a tasca do Quinquilhas!").
Era uma manhã coberta de nevoeiro, a tropa de Portugal venceu mas o Rei D. Sebastião tinha desaparecido (mal eles sabiam onde ele andava).
As pessoas sabiam que ele tinha desaparecido mas não sabiam como ele desapareceu (mas eu sei, tinha ficado com sede e decidiu ir ao Quinquilhas malhar um copo de três).
Pensaram que como essa manhã estava nevoeiro que ele voltava a aparecer um dia (só que o bebedeirão foi tamanho que quando acordou estava deitado na cama com um "tráveque" espanhol... a vergonha foi tanta que teve de saltar a fronteira para Espanha, onde junto com o "trávéque" viveu feliz para sempre...).
Torresmos com tinto a todos!
2003/11/06
DesNORTE...
Estava no outro dia agarrado a um prato de presunto e a beber um jarro de tinto, enquanto via o Boavista-FCP, quando assisti a uma cena lamentável:
Na mesa ao lado da minha estava um casal com o filhote, acompanhados de dois amigos. Discutiam futebol (falavam mal do Boavista e do Porto - foi no Centro-Sul de Portugal), quando um dos ditos "amigos" se virou para o miúdo e perguntou:
"Olha lá, tu és do Benfica ou do Sporting?", que é como quem pergunta "Queres levar um murro na cara ou um pontapé no cú?!?". Da-se! E as outras opções?
Um dia destes entro na tasca do Quinquilhas e perguntam-me: "Queres torresmos com bolor ou dois rissóis de moscardo?". Rais parta a ignorância!
PS: Pelo menos eu perguntaria "És do Porto, não és?" (enquanto segurava numa faca). Assim sempre reduzia o leque de respostas...
Na mesa ao lado da minha estava um casal com o filhote, acompanhados de dois amigos. Discutiam futebol (falavam mal do Boavista e do Porto - foi no Centro-Sul de Portugal), quando um dos ditos "amigos" se virou para o miúdo e perguntou:
"Olha lá, tu és do Benfica ou do Sporting?", que é como quem pergunta "Queres levar um murro na cara ou um pontapé no cú?!?". Da-se! E as outras opções?
Um dia destes entro na tasca do Quinquilhas e perguntam-me: "Queres torresmos com bolor ou dois rissóis de moscardo?". Rais parta a ignorância!
PS: Pelo menos eu perguntaria "És do Porto, não és?" (enquanto segurava numa faca). Assim sempre reduzia o leque de respostas...
2003/11/02
O Elevador do Tio Mene
Aouuuuuuuuuuuuuu (2)
Meus Amigos!
Já lá vai algum tempo que não vos escrevinho qualquer coisita. A labuta diária impede-me de juntar dois dos meus neurónios a trabalhar para o Popular.
Mas a alegria que me invade a alma e os acontecimentos recentes fizeram com que me libertasse desta prisão e me fizesse deslocar à tasca para passar um bom tempo junto desta televisão à minha frente e carregar numas letras.
Isto não está relacionado com o facto de finalmente durante esta semana se ter anunciado que este é ano de bom Vinho!!! Naaaaaa... Melhor do que isso! Esta semana, após horas de esforço, dores incríveis e exercícios de respiração....fui TIO.
Uma moçoila de 3,450 kg de peso bruto passou a fazer parte da minha vida. Já marquei a boda do baptizado na Tasca do Nunes, com binhaça à descrição pró pessoal.
Mas falando da rapariga, tenho a anunciar que já começa a perceber as coisas da vida. Para além de ter dado a sua primeira cagada após lhe ter dito a palavra Benfica, viu na sexta-feira passada o primeiro golo do seu clube do coração, enquanto, de boca aberta (deslumbrada com o sucedido), procurava a torneirinha do nectar branco da mãe. Pode-se dizer que é Portista desde pequenina .......... e mamona.
Fui vê-la no outro dia. Sexto andar do hospital, lá fui eu com duas garrafas de vinho, uma broa e um tacho de rojões para a mãe, dentro de um saco. Chego perto do elevador e chamei por ele: "Oh Elevador???". Um homem ao meu lado ficou pasmado, mas o que é certo é que ele apareceu. Entrei. A meio da viajem, entram dois casais de Verdadeiros. Com uma média de idades entre os 40 anos, começaram a carregar nos números. Eu ia para o sexto, um dos casais para o 8º e o outro para o rés-do-chão, ou seja, 0.
-"Estranho - diz uma das mulheres - Atão eu carreguei aqui neste e isto está a ir pra cima??.
Pensei:"Está a bricar com a gente, tipo... desbloqueador de conversa".
-"És burra - responde o marido - tu carregaste no -3 e queres ir pra baixo? Não percebes nada disto. Eu carrego - e carregou no zero.
-" Não, mas ele vai pra cima e depois vem para baixo" - respondeu a outra senhora.
- "Atão se eu carreguei para baixo como é que ele vai para cima?"
- Cala-te, pôssa (que palavra gira que eu nunca soube como se escrevia). Isto vai lá dar" - respondeu o marido - Segura-te ai de lado que isto está a andar.
Passados 5 minutos (pelo menos pareceu) chegamos ao sexto andar. As portas abriram. Os casais à minha frente de plantão a tapar a porta. Eu a pedir licença pra sair e vira-se a ignorante: "Ai vai sair aqui??"
" Não, sua besta quadrada, eu nem quero sair. Tenho um fetiche por elevadores, sabia: cima, baixo, baixo, cima. Ohhhh..... Eu moro num elevador sabia? Até vim com comida e bebida para passar aqui um bom bocado. Aliás até escolhi o 6 porque me pareceu ser um bom número para carregar. Além disso eu já fiz muitos amigos num sito como este. Ou então sou o empregdo do hospital para levar as pessoas para os andares e dizer: Piso 6 - Obstetricia e Pediatria", Piso 3 - Psiquiatria para pessoas que não sabem andar de elevador! DA-SE!!!!!" - pensei eu com uma vontade de ter dito. Mas não disse.
Saí.
No caminho para o quarto, consegui perceber que, por momentos, dentro daquele elevador, senti-me um primata superior.
Inté!!!
(2) - Forma para cumprimentar o pessoal quando se chega à Tasca do Nunes.
Meus Amigos!
Já lá vai algum tempo que não vos escrevinho qualquer coisita. A labuta diária impede-me de juntar dois dos meus neurónios a trabalhar para o Popular.
Mas a alegria que me invade a alma e os acontecimentos recentes fizeram com que me libertasse desta prisão e me fizesse deslocar à tasca para passar um bom tempo junto desta televisão à minha frente e carregar numas letras.
Isto não está relacionado com o facto de finalmente durante esta semana se ter anunciado que este é ano de bom Vinho!!! Naaaaaa... Melhor do que isso! Esta semana, após horas de esforço, dores incríveis e exercícios de respiração....fui TIO.
Uma moçoila de 3,450 kg de peso bruto passou a fazer parte da minha vida. Já marquei a boda do baptizado na Tasca do Nunes, com binhaça à descrição pró pessoal.
Mas falando da rapariga, tenho a anunciar que já começa a perceber as coisas da vida. Para além de ter dado a sua primeira cagada após lhe ter dito a palavra Benfica, viu na sexta-feira passada o primeiro golo do seu clube do coração, enquanto, de boca aberta (deslumbrada com o sucedido), procurava a torneirinha do nectar branco da mãe. Pode-se dizer que é Portista desde pequenina .......... e mamona.
Fui vê-la no outro dia. Sexto andar do hospital, lá fui eu com duas garrafas de vinho, uma broa e um tacho de rojões para a mãe, dentro de um saco. Chego perto do elevador e chamei por ele: "Oh Elevador???". Um homem ao meu lado ficou pasmado, mas o que é certo é que ele apareceu. Entrei. A meio da viajem, entram dois casais de Verdadeiros. Com uma média de idades entre os 40 anos, começaram a carregar nos números. Eu ia para o sexto, um dos casais para o 8º e o outro para o rés-do-chão, ou seja, 0.
-"Estranho - diz uma das mulheres - Atão eu carreguei aqui neste e isto está a ir pra cima??.
Pensei:"Está a bricar com a gente, tipo... desbloqueador de conversa".
-"És burra - responde o marido - tu carregaste no -3 e queres ir pra baixo? Não percebes nada disto. Eu carrego - e carregou no zero.
-" Não, mas ele vai pra cima e depois vem para baixo" - respondeu a outra senhora.
- "Atão se eu carreguei para baixo como é que ele vai para cima?"
- Cala-te, pôssa (que palavra gira que eu nunca soube como se escrevia). Isto vai lá dar" - respondeu o marido - Segura-te ai de lado que isto está a andar.
Passados 5 minutos (pelo menos pareceu) chegamos ao sexto andar. As portas abriram. Os casais à minha frente de plantão a tapar a porta. Eu a pedir licença pra sair e vira-se a ignorante: "Ai vai sair aqui??"
" Não, sua besta quadrada, eu nem quero sair. Tenho um fetiche por elevadores, sabia: cima, baixo, baixo, cima. Ohhhh..... Eu moro num elevador sabia? Até vim com comida e bebida para passar aqui um bom bocado. Aliás até escolhi o 6 porque me pareceu ser um bom número para carregar. Além disso eu já fiz muitos amigos num sito como este. Ou então sou o empregdo do hospital para levar as pessoas para os andares e dizer: Piso 6 - Obstetricia e Pediatria", Piso 3 - Psiquiatria para pessoas que não sabem andar de elevador! DA-SE!!!!!" - pensei eu com uma vontade de ter dito. Mas não disse.
Saí.
No caminho para o quarto, consegui perceber que, por momentos, dentro daquele elevador, senti-me um primata superior.
Inté!!!
(2) - Forma para cumprimentar o pessoal quando se chega à Tasca do Nunes.
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